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VAMPIRELLA VS HEMORRHAGE

Segunda-feira, 09.04.12




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VAMPIRELLA VS HEMORRHAGE

Segunda-feira, 09.04.12




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VAMPIRELLA LIVES 1996

Segunda-feira, 09.04.12













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VAMPIRELLA LIVES 1996

Segunda-feira, 09.04.12













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VAMPIRELLA EXEMPLARES UNICOS

Segunda-feira, 09.04.12






















































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VAMPIRELLA EXEMPLARES UNICOS

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VAMPIRELLA 2005

Segunda-feira, 09.04.12







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VAMPIRELLA 2005

Segunda-feira, 09.04.12







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VAMPIRELLA 2003-2005

Segunda-feira, 09.04.12


















































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VAMPIRELLA 2003-2005

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VAMPIRELLA 2001-2003

Segunda-feira, 09.04.12



























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VAMPIRELLA 2001-2003

Segunda-feira, 09.04.12



























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VAMPIRELLA 1997-2000

Segunda-feira, 09.04.12














































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VAMPIRELLA 1997-2000

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VAMPIRELLA 1995

Segunda-feira, 09.04.12













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VAMPIRELLA 1995

Segunda-feira, 09.04.12













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VAMPIRELLA 1994-1998

Segunda-feira, 09.04.12































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VAMPIRELLA 1994-1998

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VAMPIRELLA 1992-1994

Segunda-feira, 09.04.12








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VAMPIRELLA 1992-1994

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VAMPIRELLA1969-1983(HITORICO E AS CAPAS DA REVISTA)

Segunda-feira, 09.04.12

VAMPIRELLA   HITORICO E AS CAPAS DA REVISTA
Vampirella é uma personagem de banda desenhada criada por Forrest J. Ackerman em 1969, e que estreou na antiga editora norte-americana Warren, nas páginas de Creepy e Eerie e que posteriormente ganhou uma revista própria. Originalmente, ela é uma vampira extraterrestre de um planeta tendo dois sóis chamado Drakulon (ou Draculon). Apesar de idealizador, Ackerman não a finalizou sozinho, tendo influência direta de outros nomes importantes como Trina Robbins e Frank Frazetta, que definiram a roupagem e o desenho original dela, respectivamente. Mas também teve outros artistas igualmente importantes como Tom Sutton, José Gonzales, Enrich, Sanjulian, Gonzalo Mayo e outros.
Vampirella no Brasil
No Brasil , infelizmente para os fãs , a morena de Drakulon quase nem existiu. As poucas aparições dela iniciaram se em 1973 numa revista da extinta editora Kultus, e era uma tradução direta da primeira revista solo da Vampirella, com poucas alterações como a “vampira de Dracuraria” quando o correto seria de "Drakulon"! Da segunda em diante, até a décima, as revistas foram publicadas pela editora Noblet, também extinta. O curioso é que sua numeração não tinha nada a ver com a numeração da original norte-americana, isso fez com que as edições ficassem confusas e está sem sentido. Isso porque apesar das histórias de cada edição ter começo e fim , o contexto geral do universo Vampirella mantido pela seqüência correta sumiu. Soma-se ainda que a publicação parou na décima e que resolveram colocar tiras “engraçadas” que na verdade eram grotescas, de mal gosto e que mais ridicularizava a personagem do que divertia. Mas recentemente ela teve algumas raras publicações, como a da editora Metal Pesado, que foram “Vampirella Edição Especial de 25 Aniversário” em Abril de 1998, dois anos depois do original, e “Vampirella Vs Pantha” em Agosto de 1998. Depois essa editora fechou.


Em Outubro de 1998, a editora Abril lançou o crossover especial “Mulher-Gato Vampirella”. E por último tivemos uma edição muito especial em 2001 de “Vampirella Lives” lançado numa única revista bem acabada pela editora Devir de nome “Vampirella Vive”, apesar do original ser de 1996/1997. Um pouco antes dessa revista, a Devir lançou também numa tiragem limitada uma revista dela em estilo mangá, desenhada por Kevin Lau, que posteriormente criou uma outra versão futurística da Vampirella com o nome de Vampi. Definitivamente o Brasil não é o melhor lugar para ser fã dela, mais mesmo assim, comparado com os anos 70, não é difícil saber sobre o atual universo dessa morena, principalmente com o advento da internet e aquisições dos originais importados pelas revistarias especializadas. Em meados de 1995 e 1996, com a febre dos “cards”, tivemos por aqui comercializadas as duas coleções de cards da Vampirella. A terceira dela, chamada “Blood Lust” exclusiva do desenhista Joe Jusk, também pode ser encontrada nessa época.


 Um pouco mais da Vampirella original
Vampirella não foi criada por Forrest J. Ackerman ao acaso, ela foi feita por encomenda para James Warren, que animado com o sucesso de suas revistas como Creepy, Eery e outros, buscava publicar uma revista de uma garota moderna com super-poderes, uma espécie de bruxa, já que ele estava também influênciado pelo sucesso de Barbarella Sabendo disso Ackerman pediu para James Warren a oportunidade de criar a tal personagem.Também influênciado por Barbarella e até, segundo ele mesmo, por Cinderella, idealizou Vampirella e seu mundo, onde nos rios fluiam sangue...Até o momento, Ackerman nunca tinha escrito nenhuma história em sua vida. Aceitando a idéia James Warren procurava alguém que a representasse no papel. Sabendo disso, o grande desenhista Frank Frazetta suplicou a James Warren que o deixase encarregado deste trabalho. Frank Frazetta recebeu a caracterização da personagem direto de Trina Robins. Já o nome "Vampirella" foi criado por Ackerman e enviado para Jim Warren, que o colocou numa lista com mais cinco nomes sujestivos, onde as pessoas que visitavam a editora puderam dar seu voto.


Como o nome "Vampirella" foi o que mais agradou Jim Warren decidiu adotar o nome "Vampirella" definitivamente. Os super-poderes da Vampirella original eram se transformar num morcego, hipnotização, invisibilidade e uma certa força.
Algumas curiosidades: Na capa da primeira publicação de Vampirella da editora Kultus ela apareceu censurada, apresentando um traje a mais. Vampirella teve um filme de qualidade duvidosa em 1996 que quase ninguém viu. Forrest J. Ackerman já esteve no Brasil, e segundo ele mesmo aproveitou o vôo para idealizar Vampirella. Devido a um concurso de desenho realizado pela atual editora oficial da Vampirella , a Harris Comics, um desenhista campineiro quase teve honra de desenhar uma revista especial dela, mais infelizmente ele ficou em segundo lugar. E o mais interessante e que quase nenhum fã sabe, é que a Vampirella tinha uma irmã gêmea, chamada Draculina que teve apenas uma citação no esboço original, mas não teve desenvolvimento e a idéia foi esquecida e se perdeu no tempo.









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VAMPIRELLA1969-1983(HITORICO E AS CAPAS DA REVISTA)

Segunda-feira, 09.04.12

VAMPIRELLA   HITORICO E AS CAPAS DA REVISTA
Vampirella é uma personagem de banda desenhada criada por Forrest J. Ackerman em 1969, e que estreou na antiga editora norte-americana Warren, nas páginas de Creepy e Eerie e que posteriormente ganhou uma revista própria. Originalmente, ela é uma vampira extraterrestre de um planeta tendo dois sóis chamado Drakulon (ou Draculon). Apesar de idealizador, Ackerman não a finalizou sozinho, tendo influência direta de outros nomes importantes como Trina Robbins e Frank Frazetta, que definiram a roupagem e o desenho original dela, respectivamente. Mas também teve outros artistas igualmente importantes como Tom Sutton, José Gonzales, Enrich, Sanjulian, Gonzalo Mayo e outros.
Vampirella no Brasil
No Brasil , infelizmente para os fãs , a morena de Drakulon quase nem existiu. As poucas aparições dela iniciaram se em 1973 numa revista da extinta editora Kultus, e era uma tradução direta da primeira revista solo da Vampirella, com poucas alterações como a “vampira de Dracuraria” quando o correto seria de "Drakulon"! Da segunda em diante, até a décima, as revistas foram publicadas pela editora Noblet, também extinta. O curioso é que sua numeração não tinha nada a ver com a numeração da original norte-americana, isso fez com que as edições ficassem confusas e está sem sentido. Isso porque apesar das histórias de cada edição ter começo e fim , o contexto geral do universo Vampirella mantido pela seqüência correta sumiu. Soma-se ainda que a publicação parou na décima e que resolveram colocar tiras “engraçadas” que na verdade eram grotescas, de mal gosto e que mais ridicularizava a personagem do que divertia. Mas recentemente ela teve algumas raras publicações, como a da editora Metal Pesado, que foram “Vampirella Edição Especial de 25 Aniversário” em Abril de 1998, dois anos depois do original, e “Vampirella Vs Pantha” em Agosto de 1998. Depois essa editora fechou.


Em Outubro de 1998, a editora Abril lançou o crossover especial “Mulher-Gato Vampirella”. E por último tivemos uma edição muito especial em 2001 de “Vampirella Lives” lançado numa única revista bem acabada pela editora Devir de nome “Vampirella Vive”, apesar do original ser de 1996/1997. Um pouco antes dessa revista, a Devir lançou também numa tiragem limitada uma revista dela em estilo mangá, desenhada por Kevin Lau, que posteriormente criou uma outra versão futurística da Vampirella com o nome de Vampi. Definitivamente o Brasil não é o melhor lugar para ser fã dela, mais mesmo assim, comparado com os anos 70, não é difícil saber sobre o atual universo dessa morena, principalmente com o advento da internet e aquisições dos originais importados pelas revistarias especializadas. Em meados de 1995 e 1996, com a febre dos “cards”, tivemos por aqui comercializadas as duas coleções de cards da Vampirella. A terceira dela, chamada “Blood Lust” exclusiva do desenhista Joe Jusk, também pode ser encontrada nessa época.


 Um pouco mais da Vampirella original
Vampirella não foi criada por Forrest J. Ackerman ao acaso, ela foi feita por encomenda para James Warren, que animado com o sucesso de suas revistas como Creepy, Eery e outros, buscava publicar uma revista de uma garota moderna com super-poderes, uma espécie de bruxa, já que ele estava também influênciado pelo sucesso de Barbarella Sabendo disso Ackerman pediu para James Warren a oportunidade de criar a tal personagem.Também influênciado por Barbarella e até, segundo ele mesmo, por Cinderella, idealizou Vampirella e seu mundo, onde nos rios fluiam sangue...Até o momento, Ackerman nunca tinha escrito nenhuma história em sua vida. Aceitando a idéia James Warren procurava alguém que a representasse no papel. Sabendo disso, o grande desenhista Frank Frazetta suplicou a James Warren que o deixase encarregado deste trabalho. Frank Frazetta recebeu a caracterização da personagem direto de Trina Robins. Já o nome "Vampirella" foi criado por Ackerman e enviado para Jim Warren, que o colocou numa lista com mais cinco nomes sujestivos, onde as pessoas que visitavam a editora puderam dar seu voto.


Como o nome "Vampirella" foi o que mais agradou Jim Warren decidiu adotar o nome "Vampirella" definitivamente. Os super-poderes da Vampirella original eram se transformar num morcego, hipnotização, invisibilidade e uma certa força.
Algumas curiosidades: Na capa da primeira publicação de Vampirella da editora Kultus ela apareceu censurada, apresentando um traje a mais. Vampirella teve um filme de qualidade duvidosa em 1996 que quase ninguém viu. Forrest J. Ackerman já esteve no Brasil, e segundo ele mesmo aproveitou o vôo para idealizar Vampirella. Devido a um concurso de desenho realizado pela atual editora oficial da Vampirella , a Harris Comics, um desenhista campineiro quase teve honra de desenhar uma revista especial dela, mais infelizmente ele ficou em segundo lugar. E o mais interessante e que quase nenhum fã sabe, é que a Vampirella tinha uma irmã gêmea, chamada Draculina que teve apenas uma citação no esboço original, mas não teve desenvolvimento e a idéia foi esquecida e se perdeu no tempo.









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publicado por duronaqueda às 21:27

MENUDO-Biografia

Segunda-feira, 09.04.12
 


    MENUDO-Biografia
Menudo é um grupo musical, classificado por muitos como uma boyband latina de Porto Rico, criado em 1977 pelo produtor Edgardo Díaz.



Na década de 80 passaram pelo grupo Xavier Serbia, Johnny Lozada, Charlie Massó, Ray Reyes, Roy Rosello, Robby Draco Rosa e Ricky Martin, alcançando projeção nacional. O primeiro país da América Latina em que ficaram famosos foi a Venezuela, posteriormente ficaram famosos também em outros países latino-americanos México, Argentina, Colômbia, Chile, Uruguai e Brasil.

O Menudo foi um fenômeno na America Latina; no Brasil, por exemplo, arrastou milhões de adolescentes (leia-se, meninas) de todas as classes sociais, que formavam milhares de fãs-clubes, numa extensão comparada apenas à beatlemania no mundo. O Menudo na década de 1980 era o grupo musical de maior visibilidade na mídia brasileira, os garotos porto-riquenhos apareciam a maior parte do tempo em programas televisivos, de rádios, revistas, jornais, enfim toda a imprensa específica para celebridades estava voltada para o fenômeno artístico Menudo.

Nesta época, os menudos de Porto Rico chegavam a fechar os mais caros hotéis no país apenas para seu staff; os shows só podiam ser realizados nos maiores estádios de futebol das principais cidades brasileiras, devido ao imenso tamanho do público; e produtos como camisetas, bottons, álbuns, pôsteres, etc. vendiam tanto, que o grupo se sustentaria apenas com a venda destes, sem mencionar os shows e discos.

Na época que o Menudo atingiu seu apogeu na América Latina, seus componentes eram - os então adolescentes - Robby Rosa, Charlie Massó, Roy Rosselo, Ray Reyes e o ainda famoso Ricky Martin, este na época um pré-adolescente. Cada um deles tinha sua própria legião de fãs, para as quais eles cantavam músicas em espanhol, inglês ou português, como a romântica "If you're not here" ou então as bem dançantes, como a inesquecível "Não se reprima" com sua coreografia característica.

O sucesso do grupo foi diminuindo por conta da substituição de alguns componentes. Quando algum componente do grupo se tornava adulto era substituído por um outro adolescente. O problema é que devido a saída de alguns componentes, muitas meninas deixavam de ser fãs do grupo, principalmente porque dentre os componentes tinham os favoritos, como Robby, Charlie, entre outros, então sua saída provocava uma intensa comoção entre as adolescentes, muitas se afastavam das atividades do grupo. Por isso, cogitou-se, no final da década de 1990, que o Menudo tinha acabado, mas na verdade, tinha mudado tanto que pareceu que o grupo acabara.

Mas o grupo não acabou, num Reality show chamado "Making Menudo" feito em 2007 , mas exibido na televisão só em 2008 , produzido pela MTV, tinha com função escolher 5 (cinco) novos rapazes para continuar a banda "Menudo". Esses rapazes foram estes: Carlos, Chris, José, Monti, Emmanuel.

Carlos Olivero veio de Chicago; Chris Moy, de Nova Iorque e José Monti Montañez, José Bordonada Collazo e Emmanuel Vélez Pagán vieram de Porto Rico.

O Reality show escolheu a nova formação da boy band mais famosa de todas. O programa é o jeito que a gravadora conseguiu de fazer o novo grupo decolar, já que nenhum após as primeiras formações estourou. O "novo Menudo" gravará um disco e sairá em turnê pelo mundo.
Menudo - Los Fantasmas 1977
1- Mamadu
2- Madre
3- Los Fantasmas
4- Porque Te Ame
5- Mi Guitarra
6- Calma Ya
7- Enseñame a Cantar
8- Quiero Verte Feliz
9- Dos Niños
10- Los Lios                                                                             
Menudo - Laura 1978
1- Gongoli
2- El Ayer
3- Maria del Pilar
4- Llegas Tu
5- Laura
6- Fuego
7- El Momento del Adios
8- Isole
9- Libre Mi Corazon
10- Cucubano

 - 1979 FELICIDADES
1.EL CHIJI NAVIDEÑO
2.ENSILLANDO MI CABALLO
3.NAQUI QUIÑAQUI
4.NOCHE DE PAZ
5.ARRE CABALLITO
6.ESO ES LO MIO
7.A LA BANDA DE ALLA
8.ME SIENTO NIÑO
9.FUE TU VOZ
10.PLENA BORINQUEÑA
Menudo - Chiquitita 1979
1- Ella a-a
2- Solo Tu Amor
3- Doña Tecla
4- Mi Mejor Amiga
5- Voy America
6- Chiquitita
7- Sueños
8- De Tu Vuelo
9- Soy Natural
10- Voulez Vouz
Menudo - Es Navidad 1980
1- La Gallina
2- La Parranda
3- Las Nubes
4- Voy Tambien
5- Chiji Navideño
6- Mi Parranda
7- El Tamborilero
8- Eso es lo Mio
9- Las Navidades
10- Año Nuevo y Reyes
Menudo - Mas Mucho Mas 1980
1- Mas Mucho Mas
2- Madre
3- No que No
4- Cuando Yo Era Pequeño
5- Habame de Ti
6- A Bailar
7- Mentira Para Dos
8- Demaciado Para Mi Cuerpo
9- Cara Dura
10- No Quiero Decir Adios
Menudo - Fuego 1981
1- Fuego
2- El Momento del Adios
3- Doña Tecla
4- Madre
5- Llegas Tu
6- A Bailar
7- El Ayer
8- Isole
9- De Tu Vuelo
10- Sueños

Menudo - Menudo 1981
1- A Bailar
2- Cosita Loca Llamada Amor
3- Ella A-A
4- Fui Hecho Para Amarte
5- No que No
6- No Se Puede Para La Musica
7- Sueños
8- Voulez Vouz
9- Voy America
10- Xanadu

Menudo - Quiero Ser o Rock Chiquillo 1981
1- Subete a Mi Moto                                                                  
2- Mi Banda Toca El Rock
3- Quiero Ser
4- Rock en la T.V.
5- Claridad
6- Enamorados del Amor
7- Solo Tu, Solo Yo
8- Me Voy a Enamoriscar
9- Mejor
10- Bailemos en el Mar

Menudo - Por Amor 1982
1- Quiero Rock
2- Lady
3- Y Yo NO Bailo
4- Es Por Amor
5- La Chispa de la Vida
6- Dulces Besos
7- Formula
8- Cuando Pasara
9- Como Eres Tu
10- Susana
Menudo - Una Aventura Llamada Menudo 1982
1- A Volar
2- Señora Mia
3- Lluvia
4- Clara
5- Tu Te Imaginas
6- Dame un Beso
7- Coqui
8- Cambiale las Pilas
9- Estrella Polar
10- A Volar "Instrumental"

SENHOR DESMANIPULADOR

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publicado por duronaqueda às 11:13

BIOGRAFIA DE ALCIONE

Segunda-feira, 09.04.12






ALCIONE-Biografia
Marrom, assim é conhecida uma das maiores sambistas do Brasil. Alcione Nazaré sempre teve a música em sua vida. Desde criança acompanhava seu pai na banda da Polícia Militar, na qual ele era maestro. Nascida em São Luís do Maranhão, a cantora viveu sua juventude no Rio de Janeiro



ALCIONE - Discografia
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Marrom, assim é conhecida uma das maiores sambistas do Brasil. Alcione Nazaré sempre teve a música em sua vida. Desde criança acompanhava seu pai na banda da Polícia Militar, na qual ele era maestro. Nascida em São Luís do Maranhão, a cantora viveu sua juventude no Rio de Janeiro e iniciou sua carreira profissional aos 20 anos de idade. Sua primeira aparição em público foi na antiga TV Excelsior. Em 1972, gravou o seu primeiro compacto e um ano depois gravou outro, mas nenhum deles deu a Alcione o sucesso merecido. Nessa época, sua voz e seu trompete já haviam conquistado produtores internacionais e, sem o reconhecimento do público brasileiro, Alcione passou dois anos fazendo shows em outros países, como Portugal e México.
No ano de 1975, já de volta ao Brasil, gravou o seu primeiro LP “A Voz do Samba”, que trazia em uma das faixas a canção “Não Deixe o Samba Morrer”, que alavancou a carreira nacional da sambista. A partir daí, Alcione não parou mais. Sua discografia conta com o LP “Morte de Um Poeta”, de 1976, “Pra que Chorar?”, de 1977, que vendeu mais de 400 mil cópias e “Alerta Geral”, de 1978, com a música “Sufoco”, que lhe rendeu um programa de MPB com o mesmo nome, na Rede Globo.
Com a média de um LP gravado por ano, Alcione alcançou o patamar de Estrela da MPB Brasileira. Lançou “Gostoso Veneno” em 1979, “E Vamos à Luta” em 1980 e “Alcione” em 1981, sempre colocando músicas nas paradas de sucesso. Sua primeira coletânea foi gravada em 1982, quando Marrom comemorou seus 10 anos de carreira. No mesmo ano, a maranhense mudou de gravadora e lançou “Vamos Arrepiar”, um de seus melhores discos, segundo a crítica. Seu sucesso aumentou em 1983, quando gravou, pela primeira vez, uma balada romântica, “Qualquer Dia Desses”, de Reginaldo Bessa e que fazia parte do seu 10º trabalho, “Almas e Corações”.
O disco “Da Cor do Brasil” trouxe novidades à carreira da cantora. Mangueirense de coração, ela fez uma homenagem à Escola na música “Mangueira Estação Primeira” e decidiu gravar, a cada LP, uma canção de cada escola de samba do Rio de Janeiro, projeto idealizado por Clara Nunes, de quem Alcione era amiga. Esse trabalho contou ainda com a participação de Maria Bethânia e a primeira gravação de um forró feito pela intérprete. Em 1985, lançou seu 12º LP, “Fogo da Vida”, e na seqüência, “Fruto e Raiz” (1986), o maior sucesso de sua carreira e que alcançou a marca de 700 mil cópias vendidas, rendendo o disco de platina duplo com o ‘hit’ “Garoto Maroto”.
“Nosso Nome: Resistência”, lançado em 1987, não decepcionou os fãs. A canção “Estranha Loucura” e a regravação da música “Autonomia”, de Cartola, mantiveram a qualidade dos trabalhos anteriores. Sinônimo de sucesso, Alcione lançou, em 1988, “Ouro Cobre”, em 1989, a coletânea “Simplesmente Marrom” e logo depois, 1990, mais um disco de músicas inéditas, chamado “Emoções Reais”. 1991 foi um ano de trabalho intenso por países da Europa e da África. Na volta, lançou “Promessa” (1992) e no ano seguinte, “Pulsa Coração”, que vendeu mais de 100 mil discos e contou com um dueto da Marrom com Emílio Santiago na canção “Amor de Corpo e Alma”.
Em 1994, lançou “Brasil de Oliveira da Silva do Samba” e em 1995, no disco “Profissão Cantora”, homenageou a própria profissão e re-gravou sucessos como “Falsa Consideração” e “Explode Coração”. O disco seguinte foi inspirado na cultura maranhense, “Tempo de Guarnicê”, de 1996, que trouxe ainda a primeira gravação em inglês feita por Alcione, “Overjoyed”, de Stevie Wonder. No disco “Valeu”, de 1997, Alcione re-gravou músicas dos grupos de pagode lançados por ela e que na época faziam sucesso, como Só Pra Contrariar e Art Popular.
Para comemorar os 25 anos de carreira, Marrom lançou em 1998 o disco “Celebração”, que reuniu seus antigos sucessos em duetos, como “Não Deixe o Samba Morrer” com Cássia Eller, “Estranha Loucura” com Alexandre Pires e ”Linda Flor” com Maria Bethânia. Em 1999, a intérprete realizou um sonho com o CD “Claridade”, no qual ela fez uma homenagem à Clara Nunes, cantando seus maiores sucessos. Nos anos seguintes, lançou os trabalhos “Nos Bares da Vida” (2000) - seu primeiro CD ao vivo - e “A Paixão tem Memória” (2001).
O lançamento do CD “Alcione ao Vivo”, em 2002, marcou os 30 anos de carreira da Marrom, reuniu seus principais sucessos e rendeu o disco de platina. Em 2003, devido ao sucesso do primeiro “ao vivo”, a cantora lançou “Alcione ao Vivo II”, que trouxe as participações de Jamelão, do grupo de dança “Tambor de Crioula” e de Maria Bethânia. Além disso, o CD gravado no Rio de Janeiro também foi lançado em DVD, o primeiro de sua trajetória vitoriosa.
Em 2004, Alcione lançou o CD “Faz Uma Loucura por Mim”, um trabalho recheado com músicas inéditas, de compositores consagrados como Michael Sullivan e de novos talentos como Vander Lee. Um ano depois, a cantora estava de volta ao mercado com o disco “Uma Nova Paixão”, que faz um passeio musical com romantismo, samba e partido alto.
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DISCOGRAFIA
2009 - Acesa
Alcione - 2010 - O Sabia Marron_O Samba Raro de Alcione.rar 72.48
Alcione_-_1980_-_E_vamos___luta.rar 42.11
Alcione – Raridades_2008.zip 47.92
Alcione_-_1983_-_Almas_e_Cora__es.rar 38.66
Alcione_-_1994_-_Alerta_geral.rar 37.66
Alcione_-_1994_-_Brasil_de_Oliveira_da_Silva_do_Samba.rar 51.20
Alcione_-_1982_-_Vamos_arrepiar.rar 49.31
Alcione_-_2000_-_Nos_Bares_Da_Vida.rar 68.63
Alcione_-_2003_-_Ao_Vivo_-_Volume_2.rar 69.05
Alcione_-_1982_-_Vamos_arrepiar.rar 49.31
Alcione_-_1977_-_Pr__Que_Chorar.rar 53.51
Alcione_-_1993_-_Pulsa_Cora__o.rar 45.88
Alcione_-_1996_-_Tempo_de_Guarnice.rar 48.76
Alcione_-_1982_-_Dez_anos_depois.rar 38.56
Alcione_-_1986_-_Fruto_e_Raiz.rar 41.99
Alcione_-_2001_-_A_paix_o_tem_mem_ria.rar 53.64
Alcione_-_2002_-_Ao_Vivo_-_Volume_1.rar 66.51
Alcione_-_1999_-_Claridade.rar 50.24
Alcione_-_2007_-_De_Tudo_Que_Eu_Gosto.rar 50.40
Alcione_-_2003_-_Duetos.rar 73.52
Alcione_-_1988_-_Ouro_e_cobre.rar 41.37
Alcione_-_2004_-_Faz_Uma_Loucura_Por_Mim.rar 63.26
Alcione_-_1995_-_Profiss_o_Cantora.rar 50.07
Alcione_-_1981_-_Alcione.rar 37.01
Alcione_-_1991_-_Promessa.rar 38.05
Alcione_-_1997_-_Valeu.rar 52.07
Alcione_-_1989_-_Simplesmente_Marrom.rar 50.14
Alcione_-_1990_-_Emo__es_Reais.rar 47.12
Alcione_-_2004_-_O_Pagode_da_Marrom.rar 42.54
Alcione_-_2005_-_Alcione_e_Amigos.rar 70.13
Alcione_-_2005_-_Uma_Nova_Paix_o.rar 59.57
Alcione_-_1984_-_Da_Cor_do_Brasil.rar 40.43
Alcione_-_2006_-_Novelas.rar 48.56
Alcione_-_1999_-_Celebra__o.part2.rar 8.45
Alcione_-_1999_-_Celebra__o.part1.rar 99.95
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SENHOR DESMANIPULADOR






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publicado por duronaqueda às 11:06

ALAN MOORE O MAGO DE LITERATURA

Segunda-feira, 09.04.12






                   ALAN MOORE  O MAGO DE LITERATURA

Confira abaixo um resumo dos principais fatos na vida e bibliografia do escritor e mago inglês Alan Moore. Trata-se de excertos do livro Alan Moore: Portrait of an Extraordinary Gentleman, um livro-tributo dedicado aos 50 anos do artista. São páginas recheadas de ensaios, ilustrações, artigos, fotografias, entrevistas, e opiniões sobre o mago-escritor de Northampton. Escritores, desenhistas e pessoas relacionadas aos quadrinhos comentam sua relação com Moore.
Alguns nomes presentes no livro: Michael Moorcock, Ian Sinclair, Darren Shan, Brad Meltzer, John Coulthart, Neil Gaiman, Dave Gibbons, Bryan Talbot, David Lloyd, J. H. Williams III, Kevin O'Neill, Will Eisner, Howard Cruse, James Kochalka, Adam Hughes, Peter Kuper, Jose Villarubia, Jimmy Palmiotti, Rick Veitch, Michael T. Gilbert, Steve Parkhouse, Nabiel Kanan, Bill Koeb, Rich Koslowski, Trina Robbins, Michael Avon Oeming, Sean Phillips, Jeff Smith, Sergio Toppi, Giorgio Cavazzano, Claudio Villa, Daniel Acuna, Willy Linthout, Jean-Marc Lofficier, Eduardo Risso, Dave Sim, Ben Templesmith e outros tantos.
O lançamento da editora Abiogenesis Press, do artista britanico Gary Spencer Millidge, tem caráter beneficente. Toda sua renda está destinada para o Fundos de Combate ao Mal de Alzheimer. Para mais informações, acesse www.millidge.com
Linha da Vida de Alan Moore
- Alan nasceu com pouca visão na vista esquerda e surdo do ouvido dire
ito. Mesmo assim, ele evitou usar óculos até quinze anos. Já adulto, abandonou os óculos chegando a cogitar a possibilidade de usar um monóculo, acabando por achar essa alternativa muito kistch.

- A primeira casa do jovem escritor não tinha banheiro nem gás em sua rua.
- Em 1961, aos 7 anos, Moore descobriu os quadrinhos americanos da DC Comics.
- Moore atribui sua formação moral graças as histórias do Super-Homem.
- Padecendo de uma gripe comum, o jovem Alan Moore pediu para a mãe lhe comprar uma BlackHawk. Ao invés de trazer a HQ pedida, sua mãe o presenteou com a edição número 3 de Fantastic Four (Quarteto Fantástico). Essa revista foi o primeiro contato do escritor com os trabalhos de Jack Kirby, de quem se tornou fã imediato.
- Moore matava aulas no colegial para andar de motocicleta no pátio de um hospital para doentes mentais.
- Em 1968, Moore se tornou fã dos personagens da Charlton Comics, que mais tarde seriam os arquétipos dos personagens da maxi-saga Watchmen.
- Em 1969, ele começou a colaborar com vários fanzines, sempre como desenhista
- Aos 17, em 1970, Moore foi expulso da escola por uso de LSD. O diretor escreveu uma carta para todas as outras escolas e universidades da região, para que ele jamais fosse aceito em outro estabelecimento de ensino.
- Sem poder estudar, Alan trabalhou em um matadouro e limpou latrinas em um hotel de Northampton.
- Nessa época, ele deixou o cabelo crescer, ajudou a publicar o fanzine Embryo e conquistou sua futura esposa Phyllis lendo poesias em um cemitério. Em 1974, aos vinte anos, Moore e Phyllis se casaram.
- Em 1977, nasceu Leah, a primeira filha de Moore. Nessa época, Moore percebeu que tinha que fazer alguma coisa que gostasse logo ou então passaria a vida frustrado. O escritor começou a colaborar com jornais e revistas locais, escrevendo e desenhando tiras de humor. A mais conhecida delas foi Maxwell, the Magic Cat, uma espécie de Garfield inglês. Anos depois, Moore declarou que odiava escrever as historias de Maxwell e que se sentia envergonhado de receber dinheiro por elas. Mesmo assim, ele passou 7 anos escrevendo estas tiras. Detalhe: Moore assinava as tiras com o pseudônimo de Jill de Ray (uma alusão ao francês acusado de ter assassinado dezenas de crianças).
- A experiência com Maxwell mostrou que ele não servia como desenhista. Moore passou a dedicar "apenas" a escrever.
- Moore comecou a trabalhar com a Marvel UK (divisão anglo-saxônica da Casa das Idéias) em 1981. Aos 27 anos, Moore escrevia pequenas tramas nas revistas Star Wars e Dr. Who. Na mesma época, ele fez alguns trabalhos para a 2000AD e teve sua segunda filha: Amber.
- Em 1982, Alan recebeu sua primeira grande chance ao escrever para a recém-criada revista Warrior. Para quem não sabe, a Warrior publicava 4 a 6 histórias por edição, cada história com 6 a 8 páginas. Moore escreveu 3 sagas para a Warrior simultaneamente: The Bojeffrie’s Saga (uma família de monstros muito engraçada), Marvelman (Miracleman) e V de Vingança.
- Naquele mesmo ano, Moore começou a escrever as histórias do Capitão Bretanha. Já no primeiro capítulo, ele se livrou dos conceitos criados pelo escritor anterior e no capitulo seguinte matou o próprio protagonista da série, recriando-o totalmente reformulado na edição de número 3.
- Enquanto a fama de Moore crescia nos quadrinhos, ele encontrava tempo para se envolver em outros projetos. Ele formou uma banda chamada The Sinister Ducks, gravando um single em 1983.
- Na 2000 AD, Moore escreveu D.R. & Quinch, uma hilária saga de dois alienígenas delinqüentes. E ainda escreveu A Balada de Halo Jones e Skizz.
- Todos esses trabalhos renderam a Moore o prêmio Eagle Award de melhor escritor de 1982 e 1983. Foi quando os Estados Unidos começou a se interessar pelos trabalhos do autor.
- Em novembro de 1983, Lein Wein, criador do Monstro do Pântano, ligou para a casa de Alan perguntando se ele queria trabalhar para a DC e escrever as historias do monstro. Alan achou que era um trote e desligou na cara do escritor. É claro que depois ele viu que não era mentira e aceitou trabalhar com o personagem.
- Sob ao comando de Alan Moore, Swamp Thing passou das 17.000 cópias/mês para mais de 100.000 cópias!!!
- No período em que escreveu o Monstro do Pântano, Moore fez outros trabalhos pouco divulgados na DC, como “Tales of the Green Lantern Corps”, “Vigilante”(uma historia sobre abuso sexual de crianças) e uma historia do Batman onde ele enfrenta o Cara de Barro (publicada no Brasil na extinta SuperAmigos). Moore ainda escreveu 2 histórias memoráveis com o Homem de Aço (ambas relançadas no Brasil pela Opera Graphica). Uma delas, “For the Man who has Everything” é possivelmente uma das melhores histórias do Super-Homem.
- O próximo trabalho de Moore seria A Piada Mortal. A história foi escrita em 1985, mas devido a atrasos do desenhista Brian Bolland, a revista só foi terminada e publicada em 1988.

WATCHMEN
Ainda em 1986, a DC concordou em deixa-lo produzir sua própria série. Com o artista britânico Dave Gibbons, Moore sugeriu o projeto de uma série chamada WATCHMEN. A história, como Weaveworld de Clive Barker, é uma epopéia sobre um mundo fictício - embora o mundo que Moore inventou seja de várias maneiras igual ao mundo real de hoje.
Começando em uma Nova Iorque durante os anos 80, Watchmen descreve uma América como poderia ter sido se realmente tivesse testemunhado o surgimento de fato dos "super-heróis" - isto é, seres que possuem habilidades super-normais ou que se apresentam como vigilantes idealistas. Assim como a América nunca teria sofrido uma divergencia política progressiva dos Anos sessenta, imagina Moore, também nunca teria perdido a Guerra de Vietnã, e teria achado um modo para manter Richard Nixon como Presidente. Já no início de Watchmen, dificilmente as coisas são sublimes: alguém decidiu eliminar ou desacreditar os poucos super-heróis remanescentes enquanto que, em uma série de eventos aparentemente não relacionados, os Estados Unidos e a União soviética desenham um crescente conflito nuclear por causa de uma disputa na Ásia.
No centro da consciência desta história, de olho na (e tentando desafiar a) maneira de como o mundo está desmoronando, está um incomum herói criado por Moore: um mascarado, horrendo e transtornado vigilante direitista conhecido como Rorschach. Rorschach fala para o psiquiatra sobre a noite em que ele cruzou a linha da brutalidade:
"Me senti limpo. Senti o sombrio planeta girando sob os meus pés e descobri o que faz os gatos gritarem como bebês durante a noite. Olhado para o céu através da espessa fumaça de gordura humana, e Deus não estava lá. A escuridão fria e sufocante, continua para sempre, e nós estamos sós. Vamos viver nossas vidas na falta de qualquer coisa melhor para fazer. Deixemos a razão para depois.
Nascemos para o esquecimento; agüentando crianças destinadas para o inferno, nós mesmos; caminhando para o esquecimento. Não há nada mais. A existência é fortuita. Nenhum padrão seguro imaginado por nós depois de encarar isto por muito mais tempo. Nenhum significado seguro além do que nós escolhemos impor. Este mundo sem direção não é moldado por vagas forças metafísicas. Não é Deus que mata as crianças. Não é o destino que as abate ou que as dá de alimento para os cachorros. Somos nós. Somente nós… Estava renascido então, livre para rabiscar meu próprio desígnio neste mundo moralmente vazio.."

O assustador Rorschach
"Aquela foi uma história terrivelmente depressiva para se escrever," disse Moore, "em parte porque Rorschach em nada se parece comigo: Eu não compartilho a sua política, e nem compartilho a sua filosofia. Ele é um homem aterrorizado e, em minha visão, ele acaba se rendendo ao horror do mundo.
Mas eu penso que o fundo do poço dos medos e ansiedades de muitas pessoas pode ser igual ao do Rorschach. As coisas que uma vez usamos para nos abrigarmos da escuridão - como Deus, a rainha, o país, e a família - foram se distanciando de nós. Em muitos casos, temos esmagados a nós mesmos, e agora nos deixamos tremendo na chuva, olhando para o mundo e vendo um obstáculo preto que não tem nenhum significado moral, afinal".
Até que alcance seu devastador mas reafirmado fim, é evidente que, acima de tudo o mais, Watchmen é uma história de como as pessoas encaram a perplexidade do mundo de hoje: como alguns se movem furiosamente e de maneira fatal contra ele e de como outros, heroicamente, reúnem 
forças até mesmo em face ao Armageddon.

"Enquanto estava trabalhando em Watchmen," conta Moore, "eu tive que me perguntar, O que é que mais me assusta? E percebi que a verdade é que quando o mundo acabar, não haverá nenhum aviso de quatro minutos, não haverá nenhum conflito nuclear de baixa escala. A verdade é que os mísseis poderiam estar no ar em cinco minutos. E se houver um Armageddon nuclear, não iremos retirar o pó de nós mesmos e nem reinventar os valores humanos. Não poderia haver nenhum valor humano após uma guerra nuclear porque não haveria nenhum humano.
Nosso passado seria erradicado. Nosso futuro seria erradicado. Nosso presente seria erradicado. E eu me achei pensando, Quando as crianças foram para escola esta manhã, eu gritei com elas ou lhes falei que eu as amo?".
Os roteiros de Moore para essa saga viraram uma lenda pela riqueza de detalhes. O primeiro capítulo, por exemplo, tinha mais de 100 páginas e foi entregue ao desenhista Dave Gibbons sem parágrafos.
Com Watchmen, Moore virou uma celebridade do mundo dos quadrinhos, mas não estava feliz com isso. Certo dia, em uma convenção sobre HQ´s em San Diego, ele foi cercado por dezenas de fãs que o imprensaram contra uma escadaria na tentativa de agarrá-lo e conseguir um autógrafo. Moore decidiu que jamais participaria de convenções novamente.

A Casa do Trovão, em Twilight of the Superheroes
O próximo projeto de Moore na DC seria Twilight of the Superheroes, mas por razões desconhecidas, esse projeto não foi adiante. Anos depois, muitas das idéias de Moore para essa série seriam reaproveitadas na aclamada saga “Kingdon Come”(Reino do Amanhã) de Mark Waid e Alex Ross. A dupla nega qualquer reciclagem dos conceitos de Twilight.
Moore, que já não trabalhava para a Marvel desde a época de Capitão Bretanha, tambem passou a não trabalhar mais para a DC, pois discordava sobre os royalties de Watchmen e principalmente com o fato da DC adotar o código “for mature readers” (própria para leitores maduros/adultos) nas suas revistas.
A última colaboração de Moore para a DC foi o final de V de Vingança, que havia ficado incompleta apos a falência da Warrior. A série foi reeditada nos EUA e se tornou outro best-seller.


Miracleman
Na mesma época, ele voltou a escrever Miracleman (agora para a editora Eclipse). Além de tudo o que já havia sido escrito para a Warrior, Moore criou novas historias, entre elas a maravilhosa saga Olympus. Depois disso, ele passou os direitos autorais do personagem para Neil Gaiman (que mais tarde resultou naquele pega ´pra capar entre Gaiman e a cria do inferno, Todd McFarlane. O embate jurídico dura até os dias de hoje).
Moore recusou varios trabalhos nessa época, inclusive o roteiro de Robocop 2 (que assumiu a criança foi Frank DKR Miller). Seus próximos trabalhos foram o livro “Brought to Light”, com ilustrações de Bill Sienkieckz e a graphic novel “A Small Killing”.
Em 1989, Moore decidiu colaborar com a recém-criada revista “Taboo” de Stephen Bissete (parceiro de Moore em Swamp Thing). Para a Taboo, ele escreveu a espetacular “From Hell” - fruto de mais de 8 anos de pesquisa, e “Lost Girls”.
Ainda naquele ano, Moore passou a viver um triângulo amoroso com sua esposa e sua namorada Deborah Delano. Irritado com a intolerância do governo de Margareth Tatcher com os homosexuais, Moore colaborou com entidades GLS, publicando a história "Mirror of Love", pela editora Mad Love, propriedade do próprio autor e de sua esposa.

Big Numbers
O próximo projeto era a serie Big Numbers, projetada para 12 capítulos e mais de 500 páginas. Somente 3 edições foram lançadas, 2 com desenhos de Sienckwiecz e uma com os traços de Al Columbia. Ninguém sabe ao certo porque o projeto nao foi adiante, mas especula-se que a complexidade do texto de Moore foi demais para os desenhistas que nao conseguiram dar conta do recado.
Nessa época teve início o inferno astral de Alan Moore: a Mad Love faliu e seu casamento terminou. A Taboo também chegou ao fim, deixando sagas como From Hell para serem completadas anos depois.
Em 1993, Moore tomou uma decisão que desapontou muitos de seus fãs. Aceitou trabalhar para a Image Comics escrevendo títulos como Spawn, Supreme, Glory, Youngblood, Wild C.a.t.s. Moore desabafou que aquilo não era um retrocesso ou que ele estava vendendo sua alma para os demônios Rob Liefeld e Jim Lee, e sim um desejo de escrever histórias mais simples, para garotos de 14 anos e não para adultos de 30. Ainda pela Image, ele participou do projeto 1963. Este ultimo projeto acabou gerando uma briga entre ele e Stephen Bissette. Até hoje eles não se falam.
Moore passou a morar com uma nova companheira: Melinda Gebbie. No dia em que completou 40 anos, Moore decidiu se tornar um mago. Ainda em 1993, ele praticou performances teatrais como “Snakes and Ladders” e “BirthCaul”. Mais tarde essas performances foram adaptadas para HQ´s por Eddie Campbell, seu companheiro de trabalho em From Hell.
Algumas conclusões de Moore em relação à magia foram adaptadas para histórias como Supreme, Glory e mais tarde Promethea. Em Supreme, Moore explorou o conceito do IDEASPACE, um mundo de arquétipos, semelhante ao Mundo das Idéias de Platão. Supreme vai investigar uma estranha cidade no alto do Tibet, encontrando uma paisagem desnorteante, formada por um grande número de paisagens diferentes fundidas numa só. Há partes dela que parecem como um bairro decadente durante a Depressão de 1930, onde ele conhece uma gangue de crianças e um herói fantasiado.

O Grande Criador
Supreme continua a vagar pela estranha paisagem até encontrar uma trincheira de um campo de batalha, onde há uma infinidade de soldados de várias etnias: Um irlandês, um judeu, um negro, tudo muito parecido com o Sgt. Fury e toda uma enorme linha de heróis patrióticos.
Isto continua até Supreme conhecer o criador supremo deste mundo, que se mostra ser Jack Kirby. Isto é muito difícil de explicar porque leva uma história inteira para ser contada, mas é basicamente uma gigantesca cabeça flutuante, que se altera sob uma fotomontagem da cabeça de Kirby em transmutação; ela sempre é apresentada no estilo dos desenhos de Jack Kirby. Esta entidade gigantesca explica a Supreme que ele foi um artista de carne e osso e sangue, mas agora ele está completamente no reino das idéias, que é muito melhor porque a carne e os ossos e o sangue tem suas limitações, já que ele podia fazer somente quatro ou cinco páginas em um dia de trabalho; mas agora ele existe puramente no mundo das idéias. As idéias só podem fluir sem interrupções. Ele fala sobre todo um conceito de um espaço onde idéias são reais, que é o tipo de lugar onde, de algum modo, todos os criadores de quadrinhos trabalham durante toda a sua vida, talvez Jack Kirby mais do que a maioria. É como se uma idéia se tornasse livre do corpo físico, e este artista pode então explorar os mundos infinitos da imaginação e das idéias.
Em 1996, Moore escreveu seu primeiro romance, intitulado A Voz do Fogo. Foram 5 anos para escrever este livro, um tratado de 5 mil anos da sua cidade natal, Northampton. O primeiro capítulo é narrado em primeira pessoa (de forma muito singular) por um personagem que vive numa Northampton paleolítica, quando a cidade tinha duas a três cabanas de barro e uma ponte. O segundo é narrado em primeira pessoa por um personagem totalmente desligado do primeiro que vive em Northampton durante a Idade de Bronze, em uma comunidade que começou a crescer, se desenvolvendo através das eras. Lentamente, nós movemos através dos séculos, até o décimo primeiro capítulo, que é narrado pelo próprio autor na Northampton do presente.
Trabalhando para a editora Wildstorm (que acabou sendo posteriormente vendida para a DC) Moore criou uma nova linha de HQ´s, a America’s Best Coomics (ou ABC), onde surgiram as aclamadas séries: Top Ten, Tom Strong, League of Extraordinary Gentlemen, Promethea e Tomorrow Stories.
Aos 50 anos, Moore anunciou que pretende se aposentar dos quadrinhos. Será?
 
Liga dos Cavalheiros Extraordinários
Se você assistiu LXG, a dica de leitura é um antídoto para a pataquada que você viu na telona. Leia a edição especial A Liga Extraordinária da Devir. Apesar do preço salgado (R$ 45,00), você pode encontrar esse lançamento na FNAC por R$ 36,00. Preço justificado pela luxuosa edição de 192 páginas repleta de material inédito, incluindo o tão aguardado conto "Allan e o Véu Rasgado", no melhor estilo das obras de H.P. Lovecraft.A Liga de Moore não tem nada a ver com aquela versão X-Men Vitorianos. As Aventuras da Liga dos Cavalheiros Extraordinários é o fanfict definitivo: Imagine uma força-tarefa formada por personagens da literatura inglesa, mas com uma pitadinha do tempero de Alan Moore: Então o Capitão Nemo é uma figura intrigante, um fanático cheio de equipamentos misteriosos. Hyde é de uma complexidade assustadora. Mina Murray não é uma vampira anabolizada e o decadente Alan Quatermain passa longe da interpretação impecável de Sir Connery. Só para você ter uma idéia, o Quatermain da HQ é viciado em ópio! Leia o mais rápido possível e fique aguardando ansiosamente o volume dois, ainda "inédito" aqui no Brasil.


Entrevista com Alan Moore
Apresento-vos uma entrevista com o escriba, realizada por Alan David Doane. A tradução é de David Soares (Portugal)

Eu soube que este "Quiz de 5 perguntas" seria um esforço maior que os anteriores, excedendo certamente esse número de questões, quando o homem que eu considero ser o melhor escritor de banda desenhada de sempre deteu-se, pensativamente, durante oito minutos para responder à minha primeira interrogação (envisionando e esclarecendo, em conjunto, as seguintes). Olhando a isso, abandonei a fórmula inicial; que outra escolha tinha? Durante a década de 80, Alan Moore recriou a banda desenhada por imprevisto, como irão ler adiante, e, desde a sua estréia, uma engenhosidade e paixão superlativas constantes são as características reconhecidas no seu trabalho. Conversar com Alan Moore, mais que uma honra, foi uma aventura e é meu dever agradecer ao autor a sua disponibilidade, mas, também, a Chris Staros, da Top Shelf Productions, por apadrinhar este encontro. Esta editora publica muitos dos melhores trabalhos de Moore, como o seu romance "Voice of the Fire".
Alan David Doane – O que te inspirou a escrever um romance com a profundeza de "Voice of the Fire"?
Alan Moore – Sempre vivi em Northampton, como os meus pais, talvez tenha sido isso. Somos todos descendentes uns dos outros nesta única grande família que são os seus cidadãos. "Nascidos de fresco com sangue em segunda-mão", como gostamos de dizer por cá. Esta cidade fascina-me e saber que a sua história, tão singularmente rica, é completamente ignorada sempre se me apresentou contra-sensual. A maioria dos ingleses é capaz de identificar Northampton apenas como uma mancha indistinta a meio da M-1, entre Birmingham e Londres, mas quando comecei a investigar as suas origens na altura em que me lembrei de escrever este livro encontrei matéria convincente o bastante para concluir que Northampton é, mesmo, o centro do universo. No mínimo, eu fiquei convencido.
Penso que a sua é uma história esplêndida que remonta desde a Idade da Pedra quando caçadores de mamutes, e os próprios mamutes obviamente, ainda caminhavam sobre estas ruas, atravessando a Idade do Bronze e as migrações dos povos Celtas, prosseguindo pela Idade do Ferro e as invasões romanas e, ainda, parece-me ser uma cidade que assumiu sempre uma importãncia central, de um modo mais complexo que a sua simples localização geográfica. Lembro-me, se me encontro sem erro, que os avós de George Washington, e de Benjamin Franklin, habitavam duas pequenas aldeotas vizinhas durante os anos da Guerra Civil Inglesa. Os pais de Washington moravam aqui, os pais de Franklin moravam em Ekton e ambos os casais abandonaram Northampton após a guerra civil que terminou nesta cidade (provavelmente, o local mais desconfortável para comprar uma casa durante o séc. XVII) e emigraram para a América. De acordo com aquilo que sei, a própria bandeira norte-americana é baseada no seu, agora esquecido, brasão de família, tradicional de Northampton.
O tipo que descobriu o ADN, Francis Crick, viveu aqui e foi aluno na mesma escola que eu frequentei com apenas algumas décadas de intervalo entre os seus anos lectivos e os meus e ia semanalmente à catequese na igreja que ainda se encontra no fim da minha rua. Muitos episódios da história inglesa também circulam Northampton, como a Guerra das Rosas que também conheceu o seu fim neste lugar, simetricamente à nossa Guerra Civil, como já te contei, e a Conspiração da Pólvora que foi urdida nesta cidade e pretendia rebentar a sede do parlamento, em Londres, em 1605. Pensamos, inclusive, que o empreendimento foi um fracasso e é por essa razão que o tornámos numa festa anual, mas os conspiradores não se saíram, realmente, mal.
Também foi nesta cidade que a rainha Mary, da Escócia, foi decapitada e é avaliando esse conjunto de acontecimentos que te digo que existe muita história aqui, nem sempre agradável, admito, mas está presente uma força nuclear para a vida humana e que influenciou de certeza a evolução do modo de vida inglês, e, em última análise, possivelmente outros modos de vida em outros lugares.
A génese do livro nasceu dessa fé que me diz que, sim, Northampton é, na verdade, o centro do universo. Acredito nisso, assim como acredito que é esta é uma cidade despida de características especiais. Posso dizer-te que qualquer pessoa, habitante de qualquer lugar sobre o globo, pode desenterrar uma mão-cheia de maravilhas da terra do seu próprio quintal, se tiver feito uma pesquisa paciente sobre esse local e se for engenhosa o bastante para as encontrar. Demasiadas vezes caminhamos pelas nossas ruas, a pé ou de automóvel, e não compreendemos que sob as fachadas descaracterizadas se pode esconder o antigo cárcere de algum poeta ou um sítio reservado ao homicídio, o sepulcro oculto de alguma rainha lendária e é o somatório destas pequenas histórias que enriquecem um lugar: de repente, não te encontras simplesmente a passear numa cidade comum, aborrecida e homogénea, mas numa aventura em avenidas prodigiosas recheadas de histórias fantásticas. Na minha opinião, viver é uma experiência muito mais recompensadora se conhecermos intimamente a parte do mundo que nos foi destinada como casa e esta é a melhor resposta que te posso dar sobre a tua pergunta.
ADD – Bom, na verdade já respondeste às primeiras quatro perguntas.
AM – A sério? (Risos) Estou em forma.
 
ADD – (Risos) Sendo assim, vamos à última. Imagino que durante a criação das histórias deste livro, à medida que ias desenvolvendo a tua pesquisa e estruturando a narrativa, foste apanhado de surpresa por algumas coisas acidentais que não estavam previstas quando iniciaste o empreendimento.
AM – Fui surpreendido por uma grande quantidade de coisas. Repara que uma das minhas premissas iniciais era a de não querer escrever um trabalho histórico, por que não queria abdicar da liberdade que um trabalho de ficção me oferece, como, por exemplo, entrar na personalidade das pessoas sobre quem eu pretendo escrever e o sentido dessas vidas, pois acredito que dessa forma o resultado final é mais verdadeiro, mais humano. Contudo, mesmo conjurando todas estas vozes fictícias do passado queria que o seu discurso se baseasse em fatos reais e circunstâncias possíveis e comecei com esse objetivo em mente para, em seguida, compreender que determinados temas, determinadas imagens, estavam a emergir da minha narrativa.
Aparentemente, a maioria dos episódios ocorrem em Novembro, no dia do meu aniversário,e, paralelamente a isso, outros elementos estavam a manifestar-se repetidamente em diferentes histórias e indicavam-me uma espécie de padrão: pessoas com membros amputados; matilhas de cães pretos espectrais; cabeças decepadas e outros ícones de natureza igualmente inquietante.
O desafio de "Voice of the Fire", se eu queria realizar esse livro de acordo com a minha ideia original, era ter um narrador diferente para cada uma das doze histórias, alguém que pertencesse a esse espaço-tempo e que relatasse na primeira pessoa. Para o último capítulo, que tem lugar nos dias de hoje, o único narrador possível só poderia ser mesmo eu próprio. Contar essa história com a minha voz, debruçando-me sobre os meus assuntos particulares sem inventar pormenores sobre o que estaria a acontecer durante essa altura e, coincidentemente, quando finalmente comecei a fazê-lo, descobri que já me encontrava em Novembro, mais uma vez... Iniciei a escrita desse capítulo com a esperança que a própria cidade me sugerisse um final que amarrasse todas as pontas e todas as hipóteses que fui deixando por rematar ao longo dos capítulos anteriores sem saber se isso iria acontecer ou se, pelo contrário, os últimos cinco anos da minha vida tinham sido um logro e que não deveria ter começado o livro, em primeiro lugar.
Sempre acreditei que existem momentos na vida de um escritor em que ele, ou ela, é confrontado com a noção de que as fronteiras entre a ficção e a vida real são, muitas vezes, inexistentes e isso é frequente em trabalhos nos quais optamos por um registro auto-referencial. Esses dois universos inclinam-se para um maior cruzamento à medida que te aproximas de casa o que pode ser desconfortável, no mínimo. Por isso não foi surpreendente, mas ainda assim bizarro, quando sucessivas ocorrências se conjugaram para satisfazer as necessidades do meu texto. Coisas sobre e com cabeças cortadas e enormes cães pretos que me mostraram que enquanto ações mirabolantes têm lugar na ficção, outros movimentos igualmente mirabolantes, e perigosos, acontecem na vida real; experiências que são simétricas. Por mais que as esperes, são sempre perturbantes.
ADD – Esse capítulo final, acredita, foi uma das coisas mais perturbantes que já li.
AM – Pois. Obrigado.
ADD – Existe uma frase nesse capítulo… Tu sabes qual: "O Homem escreve.", "O Homem escreve."…
AM – Sim.
ADD – Essa tua frase que aparece repetidas vezes e que parece tão absurda consegue reunir toda a informação do livro e fazer sentido no final, quando todas as centenas de páginas e todas as centenas de anos que assimilaste acabam por nos conduzir à tua casa, ao teu quarto, não é verdade?
AM – É quase isso. Não és conduzido ao meu quarto, felizmente para ti, mas à minha mente. Até esse ponto exato, ainda poderias pensar que "Voice of the Fire" é composto por uma série arbitrária de histórias suavemente associadas em órbita da minha cidade e nesse capítulo quis fundir tudo isso: as histórias, a minha vida, a minha mente e as vidas e as mentes dos leitores. Aparentemente, para surpresa de todos, o livro acaba mesmo por ser sobre mim. Pode ser sobre mim, sentado a escrever o próprio livro. Ou ser sobre o processo criativo de se escrever outro livro. Ou sobre outro assunto qualquer. É isso. E fico contente que tenhas reagido bem à frasezinha, por que ela arrepiou-me um bocadinho quando a escrevi. Lembro-me que pensei: "-Isto está a ficar sinistro, por isso devo estar a criar algo interessante".
ADD – A frase não é sinistra, em si, mas consegue impressionar-te dessa forma.
AM – Obrigado.
ADD – É perturbante, como já te disse. Aliás, já li o teu "From Hell" e senti em algumas passagens dessa história que ultrapassaste a barreira entre autor e leitor. Uma barreira que não tinha sido ultrapassada em nada que já tivesse lido.
AM – Isso é maravilhoso…
ADD – Não tenho a certeza de qual dos livros foi editado em primeiro lugar, mas o efeito que "Voice of the Fire" me provocou pareceu-me uma ampliação do que senti em segmentos de "From Hell", naqueles momentos em que tu, como acabaste de explicar, penetras, e nós contigo, na mente da personagem, que neste caso és tu. Não tinha pensado nisso, mas o leitor acaba por se transformar em Alan Moore.
AM – Pois… é possível. Penso, inclusive, que um ingrediente que pode ajudar a cozinhar esse efeito é o facto de que no último capítulo de "Voice of the Fire" não possuo um conhecimento "in loco" do meu consciente não-autónomo, ou seja: o meu "eu" pensante. Falando nisso, nunca utilizo a palavra "eu", entendes? Acaba por funcionar como uma narração na primeira pessoa do singular, mas sem uma pessoa. Não sei se era a isto que fazias referência, mas eu também não compreendo muito bem o que me leva a escolher uma determinada forma de fazer as coisas. Na altura, pareceu-me que funcionava.
Pareceu-me que deixava o leitor respirar, sem estar constantemente a ser confrontado com a noção de que é um… deixa-me pensar… um ego de outra ordem que fala com ele. Fico satisfeito pela tua reacção a esta experiência."Voice of the Fire" e "From Hell" nasceram mais ou menos na mesma altura, talvez com um ano de diferença, e isso acaba por estabelecer uma comunicação entre os dois, por que têm algumas afinidades, como, por exemplo, o facto de partilharem um momento da minha vida em que decidi tornar-me um ocultista e estudar a fundo matérias que estão imersas num mundo à parte às quais, vulgarmente, chamamos magia. No "From Hell" isso está explícito nos diálogos de William Gull quando ele nos descreve as suas crenças e que os deuses existem realmente, em majestade e monstruosidade, na nossa mente. Escrevi isso quase por acidente e compreendi depois que tinha escrito algo mais profundo, algo significante que, eventualmente, acabou por introduzir o meu interesse pela magia.
Certamente, esta inclinação coloriu com outros tons o final de "From Hell", e a conclusão de "Voice of the Fire". Este título reservou-me outra surpresa: comecei o livro contando a história de um xamã que procura um código de palavras, uma ladainha, um conjunto mnemónico para aglutinar o seu povo e na última história, eu sou esse xamã, inconscientemente, milénios depois, realizando a mesma rotina. Não a mesma, claro, pois os meus métodos não envolveram nenhum sacrifício humano. Podes dormir sossegado.
ADD – A mensagem de "From Hell, bom, pelo menos a que eu retirei da minha leitura e que, infelizmente, não é expressa pela sua adaptação cinematográfica…
 
AM – Tens de compreender que estás em vantagem sobre mim nesse tópico, por que não vi o filme.
ADD – Tudo bem. Penso que na melhor das hipóteses representar todas as preocupações do teu trabalho, já por si bastante extenso, num filme de duas horas é uma tarefa impossível de concretizar. Mas falava-te do que retirei do livro, a tal mensagem que é a de que a arte tem o poder de transformar o artista, até divinizá-lo, e no decurso da minha leitura percebi que ambos os livros, "From Hell" e "Voice of the Fire", partilham essa preocupação. Não sei se foi intencional, mas a verdade é que quando se chega ao fim desses livros essa mensagem é, de facto, sugerida.
AM – A magia tem o poder de mudar a relação que tens com o mundo que te rodeia e isso aconteceu comigo. Comecei a olhar as coisas de outra forma, com um sentido, felizmente, mais útil, até, e considerando tudo isso, o que dizes sobre os dois livros pode ser verdade. Através deles, apresento uma visão alternativa da nossa história e das nossas experiências, mesmo que em "From Hell" a minha intenção principal fosse contar uma história sobre um crime, um homicídio. Nessa altura, nem pensei nos crimes de Jack, o estripador. Era, apenas, o uso de um crime como uma experiência avassaladora que me norteava. Felizmente, um homicídio, no contexto de uma vida, é uma experiência bastante improvável. Repara que o número de pessoas que acabam por morrer dessa forma é, ainda assim, muito reduzido.
Essa raridade sugeriu-me a idéia de falar sobre o homicídio de uma forma particular. Porquê abordar apenas a identidade do autor, que parece ser o motor constante de tantos romances policiais? Essa é uma alusão quase tão redutora como um vulgar jogo de salão. Como o CLUEDO, por exemplo, onde só precisas de descobrir quem foi o assassino, a arma que usou e em que local a vítima foi abatida. Com "From Hell" quis esclarecer, também, as variáveis sociais e culturais que permitiram a práctica desse crime, muito mais que, somente, especular sobre a identidade do homicida. Queria ver como um crime poderia agir sobre a sociedade e estudar todas as hipóteses de desenvolvimento que poderiam florescer posteriores a essa ação.
Prosseguindo nessa óptica, se estás a falar sobre um crime, essa experiência avassaladora que pode acontecer na nossa vida, tomas consciência que és capaz, inclusive, de ir mais longe e ter alguma coisa a dizer sobre a grandiosidade da própria condição humana. Podes dirigir este ponto de vista para "Voice of the Fire", claro, mas desviado suavemente, já que a intenção desse livro não é provar-te que Northampton é o núcleo do universo, mesmo tendo fé absoluta na verdade dessa afirmação, como já te disse, mas mostrar-te que qualquer local, onde quer que te encontres, é muito mais rico, muito mais exótico e prodigioso do que parece à primeira olhadela, entendes? No primeiro livro, procurei mostrar um ponto de vista crítico sobre a condição humana e a cultura, neste caso a cultura e a sociedade inglesas, usando um crime como casa de partida, mas com "Voice of the Fire", as minhas ambições estavam à solta, a pensar em outras paisagens e para onde a nossa evolução nos conduz. Penso que o que estabelece a comunicação entre os dois livros é mesmo o meu interesse pela magia, que influencia o meu modo de olhar as coisas e de as contar.
ADD – Gostaria  que falasses do modo como vê a tua carreira na banda desenhada e a forma como as obras que tu escreveste, como "From Hell", mas também "Watchmen" e "The League of Extraordinary Gentlemen", mudaram o comportamento da indústria da publicação de comics.
AM – Posso dizer-te que a minha ambição foi sempre ganhar a vida como cartunista e nem pretendia ser famoso. O problema foi quando descobri que nunca seria um artista bom e rápido o suficiente para aguentar uma carreira nessa atividade.
Lembrei-me, então, da hipótese de me concentrar na escrita, por que senti que poderia fazer um trabalho melhor como escritor e que desenhando os storyboards para as histórias a minha ligação com o desenho continuaria. Investi com essas premissas e compreendi logo no início que seria incapaz de escrever uma história de encomenda. Se uma idéia sugerida não fosse aquilo que eu tinha em mente, invertia-a para a transformar em algo que me desse prazer escrever ou que fosse, no mínimo, um desafio. Penso que o método que desenvolvi me salvou de muitos compromissos e sempre me providenciou com a motivação necessária para realizar um bom trabalho.
Comecei a ser requisitado aos poucos, para ali e para acolá, em resultado dele e apliquei-o, concisamente, quando a DC me engajou para escrever o "Swamp Thing". Na minha lógica, o leitor nunca se irá interessar em ler uma história escrita por mim, se eu próprio não estiver interessado em escrevê-la. Isso pressente-se, não te parece? Penso que os leitores são muito bons em descobrir se o autor gostou realmente de fazer o seu trabalho.
Tive de tornar o material mais arrojado, mais destemido, para o forçar a ser interessante. Pensei que fosse arranjar uma porção de problemas por causa disso, mas não. Os leitores compreenderam as minhas escolhas e eu, encorajado por eles, inovei mais ainda, sempre com o apoio da Karen Berger, claro, a minha editora da DC na altura, e, também, por outras pessoas que apreciaram muito a subida das vendas do título, sempre maiores a cada mês. Todo esse conjunto de situações fez nascer uma relação de confiança mútua na qual os editores perceberam que se eu tivesse controlo sobre as minhas decisões criativas nunca lhes iria apresentar um trabalho inteiramente despropositado e foi essa credibilidade que me permitiu ir sempre mais longe, por vezes a locais perturbadores ou tétricos, mas sempre interessantes. De que forma é que isso influenciou a indústria? Não te posso oferecer uma explicação clara. Depende da minha disposição, se queres
 mesmo saber. Se eu me sentir deprimido penso que a minha influência foi terrível e que os autores que cresceram a ler o "Swamp Thing" ou "Watchmen" só foram capazes de imitar a violência desses trabalhos, e a sua pose intelectualista, sem a suportarem com a ingenuidade e a aventura que também lá se encontram. Sinto que ignoraram completamente a minha vontade de romper os limites da própria fórmula de contar histórias em BD e contentaram-se em produzir uma série de livros tristes e penosos. Como te disse, esta visão desconsolada da realidade depende muito da minha má-disposição e hoje tiveste azar.
A sério que gostava mesmo de acreditar que, em vez de tudo isto que contei, consegui realmente mostrar com o meu trabalho que a banda desenhada permite inúmeras possibilidades aos seus autores e que estão para nascer livros fabulosos com contornos que somos incapazes de imaginar neste momento. Que podes fazer tudo com algo tão simples como palavras e imagens se as abordares sensivelmente e se fores inteligente, diligente e virtuoso no teu esforço. Talvez esteja a ser brusco, lamento, mas queres afirmar que existe uma influência minha na indústria? Então, por favor, coloca-a aqui em vez de encorajares a minha percepção de que a minha herança será invariavelmente composta por psicopatia e sarcasmo.
ADD – Sou capaz de regressar mais longe que os anos oitenta, quando o teu "Watchmen" e o "The Dark Knight Returns", do Frank Miller, foram publicados. Na minha opinião, o que poderá ter iniciado a redefinição das personagens, dos super-heróis, poderá muito bem ter sido aquela história que escreveste no "Swamp Thing" na qual representaste os membros da Liga da Justiça, o Batman, o Super-Homem e os outros, como se fossem novos deuses, curiosos em relação à humanidade. É um segmento de quantas páginas? Duas? Contudo, penso que a mudança começou nesse momento.
AM – Quem sabe se a razão está do teu lado… Lembro-me que foi a primeira vez que escrevi sobre super-heróis, no mínimo, os americanos. O Swamp Thing não conta, por que, na altura, era refugo. Para mim, escrever essa história foi voltar a divertir-me com os brinquedos da minha infância, o Flash, o Super-Homem e sentá-los todos no seu grande gabinete cósmico e devolver-lhes o carisma que eles costumavam ter para mim e que, infelizmente, se tinha transformado num sentimento mais próximo de casa. Fi-lo usando pequenos ardis, como nunca os chamar pelo nome verdadeiro e ocultá-los na penumbra. Podes ver uma insígnia pelo canto do olho ou uma silhueta, mas isso é tudo. Sobretudo, quis fazer poesia com estas personagens.
Dizer que uma personagem consegue ver o que acontece no outro lado do globo ou que é capaz de aquecer a antracite o suficiente para a transformar em diamante, como fiz para o Super-Homem, ou que se move a uma velocidade tão intensa que a sua vida se assemelha a uma visita numa galeria de estátuas, como escrevi para o Flash. Falei em poesia e isto, de fato, não é um exemplo de boa poesia, mas constitui um novo olhar sobre estas personagens que temos inclinação a desdenhar, ou a esquecer, por que se tornaram, com o passar dos anos, demasiado familiares e a aproximação que nos liga às coisas e aos assuntos tende, por vezes, a criar essa desilusão. Só pintei uma maquilagem nova sobre o encanto que já existia. O Frank Miller fez a mesma coisa nas páginas do "Daredevil", não? Quando introduziu outras personagens da Marvel nessa cronologia.
ADD – Tens razão, mas repara que ele não se desviou dos padrões instituídos e nunca nos fez olhar uma personagem conhecida de um modo singular. A mesma acusação é válida para a maioria dos criadores posteriores. É mesmo como dizes: se tivessem considerado a face mais experimental dos vossos trabalhos em vez de se concentrarem no sensacionalismo as coisas poderiam, certamente, ter conhecido outra evolução.
AM – Não duvides e essa face mais arriscada é o que existe de atraente no trabalho do Frank, essa sua mestria narrativa e a inovação constante que ele introduziu no género através das histórias do Demolidor e do Batman, muito mais que o desalento e a testosterona. Seria tão bom se a sua influência penetrasse mais fundo que a camada superficial feita de sexo e violência.
Não vamos dizer, todavia, que tudo o que apareceu depois de "Watchmen" e "The Dark Knight Returns" se encaixa nessa pobre categoria e posso dizer-te que na periferia do mainstream encontras grandes trabalhos que não são clones de nenhum destes títulos, mas ainda assim penso que a nossa herança é maldita e uma péssima desculpa para oportunidades perdidas, o que não desvirtua a qualidade do trabalho do Frank e do meu, obviamente.
ADD – Esta conversa sobre herança vem mesmo a propósito. O teu amigo Neil Gaiman já tornou público o que ele diz ser "a conclusão, ou o fim eminente, de um episódio interminável com um editor desonesto, desleal até ao limite do imaginável", aludindo ao desfecho do processo que levantou contra Todd McFarlane pela posse dos direitos que envolvem parte do franchise do personagem Miracleman, que tu próprio resgataste e ressuscitaste nos anos oitenta. Passados todos estes anos, o que é que tu gostaria de ver feito com essas histórias que escreveste e qual é a tua opinião sobre o processo-crime?
AM – Estou muito contente pelo Neil, como podes imaginar. Ainda bem que acabou, por que deve ter sido um pesadelo moroso. É sempre ridículo que alguém que não seja o criador venha exigir direitos sobre um trabalho e custa-me a entender essa falta de ética, ou melhor, compreendo-a, mas não posso pronunciar-me sobre ela sem dizer um ou dois palavrões. É algo embaraçoso, seboso até, que acaba por nos sujar a todos e que não oferece uma boa imagem da indústria da banda desenhada, por culpa dela própria, também, já que, infelizmente, casos semelhantes a este são frequentes. Penso que o Neil, chegando impoluto à outra margem desse lodaçal para onde irrefletidamente o quiseram arrastar, comportou-se como um verdadeiro super-herói.
Seria divertido ver reimpressões do Miracleman, para que os leitores não estivessem a pagar preços proibitivos por edições raras guardadas religiosamente desde a sua publicação original. Algum do material apresentado nessas histórias era realmente fantástico, como o escrito pelo Neil, por exemplo, e era bom que ele, em algum momento, tivesse oportunidade para lhe dar continuidade. Ele já me propôs há uns tempos uma parceria com vista à realização de uma conta em que todos os royalties derivados das vendas das reimpressões fossem guardados para serem distribuídos com justiça aos autores que trabalharam na série, como nós ou como o Mark Buckingham.
Parte desse dinheiro podia ir, também, para o Comic Book Legal Defense Fund e se houvesse a infelicidade de um ou outro filme aparecer o dinheiro, os meus royalties pelo menos, poderiam ir diretamente para esse fundo ou ficar no estúdio para serem partilhados pelos criadores envolvidos no projeto, por que eu não quero receber um único centavo de mais um filme adaptado de um dos meus livros, nem desejo ver o meu nome associado a um empreendimento desse género. O ideal era que não se fizessem mais filmes inspirados em livros do Alan Moore. Em vez disso, era mais agradável ver bons trabalhos serem reimpressos por um bom editor, sob uma boa política editorial.
Isso seria uma excelente premissa para o futuro e não digo isto motivado pela ganância de ganhar mais uns tostões com o meu material antigo, mas com a intenção de garantir que criadores como eu e como o Neil não tenham de atravessar campos minados no percurso das suas carreiras, por que, na verdade, temos assuntos muito mais importantes com que nos preocupar. 

senhor desmanipulador

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publicado por duronaqueda às 10:59

BIOGRAFIA DE Vlad Tsepesh, o Conde Dracula

Segunda-feira, 09.04.12


 Vlad, o Empalador

Vlad III, Príncipe da Valáquia (Sighișoara, c. 1431 – Bucareste, dezembro de 1476), comumente conhecido como Vlad, o Empalador (em romeno: Vlad Țepeș, AFI: [ˈvlad ˈt͡sepeʃ]) ou Dracula, foi príncipe (voivoda) da Valáquia por três vezes, governando a região em 1448, de 1456 a 1462 e em 1476.

Historicamente, Vlad é mais conhecido por sua política de independência em relação ao Império Otomano, cujo expansionismo sofreu sua resistência,1 e pelas punições excessivamente cruéis que impunha aos seus prisioneiros.  É lembrado por toda a região como um cavaleiro cristão que lutou contra o expansionismo islâmico na Europa, e é um herói popular na Romênia e na Moldávia ainda hoje.
Ao mesmo tempo em que Vlad III se tornou famoso por seu sadismo e sendo taxado de louco, era respeitado pelos seus cidadãos como guerreiro, pela sua ferocidade contra os turcos e como governante que não tolerava o crime entre os seus subordinados. Durante o seu reinado, ergueu grandes mosteiros.
Fora da Romênia, o voivoda é célebre pelas atrocidades contra os seus inimigos, que teriam sido a inspiração para o conde Drácula, vampiro de Drácula, romance de 1897 do escritor irlandês Bram Stoker.

Após a invasão da Valáquia pela Hungria, em 1447 Vlad II e seu filho mais velho, Mircea, foram assassinados. Em 1456 Vlad Țepeș regressou à região e retomou o controle das terras, assumindo novamente o trono de Valáquia. Este retorno tardio de Vlad III teria confundido os moradores da região, que pensaram ser Vlad II retornando anos após a sua morte. Isso teria ajudado a criar a lenda de sua imortalidade.
Em 1462, Vlad Țepeș perdeu o trono para o seu irmão Radu, aliado dos turcos. Preso na Hungria até 1474, Vlad III morreu dois anos depois, ainda tentando recuperar o trono de Valáquia.
Vlad III foi exilado das suas terras por um breve período em 1448, de 1456 a 1462 e por duas semanas no ano de sua morte em 1476.

Nomes 

Seu sobrenome romeno, Draculea (também grafado Drakulya), usado para designar Vlad em diversos documentos, significa "filho do dragão", uma referência a seu pai, Vlad Dracul, que recebeu este apelido de seus súditos após ter se juntado à Ordem do Dragão4 uma ordem religiosa criada pelo sacro imperador romano-germânico Sigismundo no ano de 1431. Dracul, que vem do latim draco ("dragão"), significa "diabo" no romeno atual.
Seu apelido post-mortem de Țepeș ("Empalador") teve origem em seu hábito de matar os inimigos por meio do empalamento, uma prática popularizada por diversos panfletos medievais na Transilvânia. Em turco era conhecido como Kazıklı (AFI: [kɑzɯkˈɫɯ]), Voyvoda ou Kazıklı Bey, "Bey" ou "Príncipe Empalador
".

Antigos reis de Valáquia 

O trono de Valáquia (en romeno:Țara Românească) era hereditário, mas, não seguia a primogenitura. Os nobres tinham o direito de escolher entre os membros da família real quem seria o sucessor. A família real dos Basarab, fundada por Basarab, o Grande (1310-1352), dividiu-se por volta do final do século XIV. Os dois clãs resultantes, rivais entre si, foram formados pelos descendentes do Voivoda Dan e pelos descendentes do Voivoda Mircea I, também conhecido como Mircea, o Velho (avô de Vlad III), ou, como era conhecido no ocidente, Bruno Vlad Brayner III

Sobre a vida de Vlad III 
                                 Infância e adolescência 
Vlad nasceu em 1431 na Transilvânia. Naquela época, o pai de Draculea, Vlad II, estava exilado na Transilvânia. Vlad Dracul estava tentando conseguir apoio para seu plano de destronar o príncipe regente da Valáquia, do Clã Danesti, Alexandru I. A casa onde Draculea nasceu ainda está de pé nos dias de hoje. Em 1431 estava localizada numa próspera vizinhança cercada pelas casas de mercadores saxões e magiares, e pelas casas dos nobres (Nota: essas casas geralmente eram utilizadas quando os nobres ficavam na cidade, pois, os nobres moravam no campo).
Sabe-se pouco sobre os primeiros anos da vida de Draculea. É sabido que ele teve um irmão mais velho chamado Mircea e um irmão mais novo chamado Radu. Sua educação primária foi deixada nas mãos de sua mãe, uma nobre da Transilvânia, e de sua família. Sua educação real começou quando, em 1436, seu pai conseguiu clamar para si o trono valaquiano, matando seu príncipe rival do Clã Danesti, Alexandru I. Seu treinamento foi o típico dado para os filhos da Nobreza pela Europa. Seu primeiro tutor no aprendizado para a Cavalaria foi dado por um guerreiro que lutou sob a bandeira de Enguerrand de Courcy na Batalha de Nicópolis contra os Turcos. Draculea aprendeu tudo o que era demandado a um Cavaleiro Cristão sobre guerra e paz.

Ascensão de Vlad Dracul ao trono (1436-1442)

A situação política na Valáquia continuou instável depois de Vlad Dracul ascender ao trono em 1436. O poder dos Turcos estava crescendo rapidamente enquanto cada um dos pequenos estados dos Bálcãs se rendia ao massacre dos Otomanos. Ao mesmo tempo, o poder da Hungria estava atingindo seu apogeu e o faria durante o tempo de João Corvino (Hunyadi János), o Cavaleiro Branco da Hungria, e seu filho, o rei Matias Corvino. Qualquer príncipe da Valáquia teria que balancear suas políticas precariamente entre esses dois poderosos países vizinhos. O príncipe da Valáquia era oficialmente um subordinado ao rei da Hungria. Também Vlad Dracul era um membro da Ordem do Dragão, tendo jurado lutar contra os infiéis. Ao mesmo tempo, o poder dos Otomanos parecia não poder ser detido. Mesmo no tempo do pai de Vlad II, Mircea I, a Valáquia era forçada a pagar tributo ao Sultão. Vlad foi forçado a renovar esse tributo e de 1436 - 1442 tentou estabelecer um equilíbrio entre seus poderosos vizinhos.

Em 1442 Vlad tentou permanecer neutro quando os turcos invadiram a Transilvânia. Os Turcos foram vencidos e os vingativos húngaros, sob o comando de João Corvino forçaram Dracul e sua família a fugir da Valáquia. Corvino colocou um Danesti, Basarab II, no trono valaquiano. Em 1443 Vlad II retomou o trono da Valáquia com suporte dos Turcos, desde que ele assinasse um novo tratado com o Sultão que incluiria não apenas o costumeiro tributo, além de outros favores. Em 1444, para assegurar ao sultão de sua boa fé, Vlad mandou seus dois filhos mais novos para Adrianopla como reféns. Draculea permaneceu refém em Adrianopla até 1448.

A batalha de Varna 
Em 1444 o rei da Hungria, Ladislau V, o Póstumo, quebrou a paz e enviou o exército de Varna sob o comando de João Corvino (Hunyadi János) num esforço para manter os turcos longe da Europa. Corvino ordenou que Vlad II cumprisse seus deveres como membro da Ordem do Dragão e súdito da Hungria e se juntasse à cruzada contra os Turcos. O Papa absolveu Dracul do compromisso Turco, mas, como político, ainda queria alguma coisa. Ao invés de se unir às forças cristãs pessoalmente ele mandou seu filho mais velho, Mircea. Talvez ele esperasse que o sultão poupasse seus filhos mais novos se ele pessoalmente não se juntasse à cruzada.
Os resultados da Batalha de Varna são bem conhecidos. O exército cristão foi completamente destruído nela. João Corvino conseguiu escapar da batalha sob condições que acrescentaram pouca glória à reputação dos Cavaleiros Brancos. Muitos, aparentemente incluindo Mircea e seu pai, culparam Corvino pela covardia. Deste momento em diante João Corvino foi amargamente hostil em relação a Vlad Dracul e seu filho mais velho. Em 1447 Vlad Dracul foi assassinado juntamente com seu filho Mircea. Aparentemente Mircea foi enterrado vivo pelos burgueses e mercadores de Targoviste. Corvino colocou seu próprio candidato, um membro do clã Danesti, no trono da Valáquia.

Ascensão de Vlad Tepes ao trono (1448) 
Em 1448 Draculea conseguiu assumir o trono valaquiano com o apoio turco. Porém, em dois meses Corvino forçou Draculea a entregar o trono e fugir para seu primo, o príncipe da Moldávia, enquanto Corvino mais uma vez colocava Vladislav II no trono valaquiano.
Draculea permaneceu em exílio na Moldavia por três anos, até que o príncipe Bogdan II da Moldávia foi assassinado em 1451. O tumulto resultante na Moldávia forçou Draculea a fugir para a Transilvânia e buscar proteção com o inimigo da sua família, Corvino. O tempo era ideal; o fantoche de Corvino no trono valaquiano, Vladislov II, instituiu uma política a favor da Turquia, e Corvino precisava de um homem mais confiável na Valáquia. Consequentemente, Corvino aceitou a aliança com o filho de seu velho inimigo e colocou-o como candidato da Hungria para o trono da Valáquia. Draculea se tornou súdito de Corvino e recebeu os antigos ducados da Transilvânia de seu pai, Faragas e Almas. Draculea permaneceu na Transilvânia, sob a proteção de Corvino, até 1456 esperando por uma oportunidade de retomar Valáquia de seu rival.
Em 1453 o mundo cristão se chocou com a queda final da Constantinopla para os Otomanos. O Império Romano do Leste que existiu desde o tempo de Constantino, o Grande e que por mil anos protegeu o resto dos cristãos dos muçulmanos desapareceu para sempre. Hunyiadi imediatamente planeou outro ataque contra os Turcos.

  Vlad Tepes retorna ao trono (1456-1462) 
Em 1456 Corvino invadiu a Sérvia turca enquanto Draculea simultaneamente invadiu a Valáquia. Na Batalha de Belgrado, Corvino foi morto e seu exército vencido. Enquanto isso, Draculea conseguiu sucesso em matar Vladislav II e tomando o trono da Valáquia, mas a derrota de Corvino tornou a sua proteção por parte deste questionável. Por um tempo ao menos Draculea foi forçado a apoiar os Turcos enquanto solidificava sua posição.
O reinado principal de Draculea se estendeu de 1456 a 1462. Sua capital era a cidade de Tirgoviste enquanto seu castelo foi erguido a uma certa distância nas montanhas perto do rio Arges.
A maior parte das atrocidades associadas ao nome de Draculea tomaram lugar durantes esses anos. Foi também durante esse tempo que ele lançou seu próprio ataque contra os Turcos. Seu ataque foi relativamente bem sucedido inicialmente. Suas habilidades como guerreiro e sua bem conhecida crueldade fizeram dele um inimigo temido. Entretanto, ele recebeu pouco apoio do seu senhor feudal, Matthius Corvinus, Rei da Hungria (filho de João Corvino) e os recursos valaquianos eram muito limitados para alcançar algum sucesso contra o conquistador da Constantinopla.
                        

Vlad Tepes aprisionado (1462-1474) 
Os Turcos finalmente foram bem sucedidos em forçar Draculea a fugir para a Transilvânia em 1462. Foi reportado que a primeira esposa de Draculea cometeu suicídio pulando das torres do castelo de Draculea para as águas do rio Arges ao invés de se render aos Turcos. Draculea fugiu pelas montanhas em direção à Transilvânia e apelou para Matthius Corvinus por ajuda. Ao invés disso, o rei prendeu Draculea e o aprisionou numa torre por 12 anos.  Aparentemente seu aprisionamento não foi nem um pouco oneroso. Ele foi capaz de gradualmente ganhar as graças da monarquia húngara; tanto que ele conseguiu se casar e tornar-se um membro da família real (algumas fontes clamam que a segunda esposa de Draculea era na verdade a irmã de Matthius Corvinus). A política a favor dos Turcos do irmão de Draculea, Radu, o Belo, que foi o príncipe da Valáquia durante a maior parte do tempo que Draculea foi prisioneiro, provavelmente foi um fator importante na reabilitação de Draculea. Durante seu aprisionamento Draculea também renunciou à fé Ortodoxa e adotou o Catolicismo. É interessante notar que a narrativa russa dessas histórias, normalmente favoráveis a Draculea, indicavam que mesmo durante sua prisão Draculea não desistiu de seu passa-tempo preferido: ele costumava capturar pássaros e camundongos que ele torturava e mutilava - alguns eram decapitados, esfolados e soltos, e muitos eram empalados em pequenas lanças.
Vlad Tepes volta ao trono valaquiano, pela última vez (1476)

O tempo exato do tempo de captura de Draculea é aberto para debates. Os panfletos russos indicam que ele foi prisioneiro de 1462 até 1474. Entretanto, durante esse tempo Draculea se casou com um membro da família real húngara e teve dois filhos que já tinham por volta de dez anos quando ele reconquistou a Valáquia em 1476. McNally e Florescu colocaram que o período de confinação de Draculea foi de 1462 a 1466. É pouco provável que um prisioneiro poderia se casar com um membro da família real. Correspondência diplomática durante o período em questão também parece apoiar a teoria de que o período real do confinamento de Draculea foi relativamente pequeno.
Aparentemente nos anos entre sua libertação em 1474 quando ele começou as preparações para a reconquista da Valáquia, Draculea viveu com sua nova esposa na capital húngara. Uma anedota daquele período conta que um capitão húngaro seguiu um ladrão dentro da casa de Draculea. Quando Draculea descobriu os intrusos ele matou o capitão ao invés do ladrão. Quando Draculea foi questionado sobre suas atitudes pelo rei ele respondeu que um cavalheiro não se apresenta a um grande governante sem as corretas introduções - se o capitão tivesse seguido a etiqueta não teria sofrido a ira do príncipe.

Em 1476 Dracula mais uma vez estava pronto para atacar. Draculea e o príncipe István Báthory invadiram a Valáquia com uma força mista de transilvanianos, alguns burgueses valaquianos insatisfeitos e um contingente de moldávios enviados pelo primo de Draculea, Príncipe Estêvão , o Grande da Moldávia. O irmão de Draculea, Radu, o Belo, havia morrido alguns anos antes e substituído por um candidato ao trono apoiado pelos Turcos, Basarab, o Velho, membro do clã Danesti. Enquanto o exército de Draculea se aproximava, Basarab e sua corte fugiram, alguns buscando proteção dos Turcos, outros para os abrigos das montanhas. Depois de colocarem Draculea de volta ao trono Stephan Bathory e as outras forças de Draculea voltaram à Transilvânia, deixando a posição tática de Draculea muito enfraquecida. Draculea teve muito pouco tempo para ganhar apoio antes de um grande exército turco invadisse a Valáquia determinado a devolver o trono a Basarab. Aparentemente mesmo os plebeus, cansados das depredações do empalador, abandonaram-no à sua própria sorte. Draculea foi forçado a lutar contra os Turcos com pequenas forças à sua disposição, algo em torno de menos de quatro mil homens.

Draculea foi morto em batalha contra os turcos perto da pequena cidade de Bucareste em dezembro de 1476. Algumas fontes indicam que ele foi assassinado por burgueses valaquianos desleais quando ele estava prestes a varrer os Turcos do campo de batalha. Outras fontes dizem que Draculea caiu vencido rodeado pelos corpos dos leais guarda-costas (as tropas cedidas pelo Príncipe István da Moldávia permaneceram com Draculea mesmo após István Báthory ter voltado à Transilvânia). Outra versão é a de que Draculea foi morto acidentalmente por um de seus próprios homens no momento da vitória.
O corpo de Draculea foi decapitado pelos Turcos e sua cabeça enviada à Constantinopla, onde o Sultão a manteve em exposição em uma estaca como prova de que o Empalador estava morto.
Ele foi enterrado em Snagov, uma ilha-monastério localizada perto de Bucareste. Em 1931, quando arqueólogos escavaram o túmulo, não encontraram nada, apenas ossos de animais, o que contribuiu para o mistério.

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publicado por duronaqueda às 10:48








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