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ZAGALLO BIOGRAFIA

Sexta-feira, 22.06.12

ZAGALLO O UNICO PENTA DO MUNDO ESTEVE LIGADO A TODAS AS VITORIAS DO BRASIL

        Mário Zagallo

Mário Jorge Lobo Zagallo (Maceió, 9 de agosto de 1931) é um ex-futebolista e treinador brasileiro.
Atleta
Atuando como ponta-esquerda, conquistou títulos de campeão carioca e foi convocado para a seleção brasileira, que disputaria a Copa do Mundo em 1958, na Suécia. Era o armador pela esquerda, o desafogo da defesa, o idealizador do contra ataque, o ajudante no lateral, o formiguinha do time campeão do mundo. Como jogador foi tricampeão pelo Flamengo, bicampeão pelo Botafogo e bicampeão mundial pela seleção brasileira. No Botafogo participou da fase áurea do time, jogando ao lado de astros como Garrincha, Didi e Nilton Santos.
Seus títulos cariocas e a conquista da Taça Brasil o levaram a seleção brasileira de futebol. Com ele o Brasil inovou taticamente e jogou em 1958 no esquema 4-3-3, pois Zagallo era um ponta esquerda que recuava para ajudar no meio-de-campo. Nessa Copa e na seguinte (1962) deixou na reserva Pepe, grande astro do Santos e companheiro de Pelé.
 

Um dos maiores vencedores da história do futebol mundial e um dos nomes mais respeitados no esporte, Mário Jorge Lobo Zagallo, o Zagallo, hoje mora no Rio de Janeiro (RJ) e NÃO está aposentado. Ele espera por um convite para voltar a trabalhar com futebol.


Nascido no dia 9 de agosto de 1931, em Maceió (AL), Zagallo foi criado no Rio de Janeiro e começou a carreira jogando na ponta-esquerda do América, em 1950.

Considerado moderno para o seu tempo, já que era um ponta que ajudava bastante o meio-de-campo, Zagallo começou a fazer sucesso com a camisa do Flamengo, clube que defendeu entre os anos 1951 e 1958.

Depois do Fla, o dublê de ponta e meio-campista foi defender o Botafogo, que tinha ainda outras feras como Garrincha, Didi, Nílton Santos e companhia.

Mesmo tendo grande concorrência, entre eles Pepe, do Santos, e Canhoteiro, do São Paulo, Zagallo venceu a briga pela ponta-esquerda também na seleção brasileira. Ele foi o titular nas vitoriosas campanhas dos mundiais de 1958 e 1962.

Outros títulos conquistados por Zagallo como jogador foram os cariocas de 1953, 54 e 55, os três pelo Flamengo, e de 1961 e 1962, ambos pelo Botafogo.

Como treinador, Zagallo também seguiu vencendo. Comandou a inesquecível seleção brasileira de 70, vitoriosa na Copa do Mundo do México. Ainda dirigiu o time canarinho na Copa de 74, quando o time brasileiro foi eliminado pela Holanda, de Cruijff, na semifinal.

Ultrapassado para alguns, pé-quente e competente para outros, Zagallo retornou a trabalhar pela seleção brasileira na década de 90. Ao lado de Parreira, o técnico, Zagallo, como coordenador, levantou mais um caneco: campeão da Copa de 94, nos Estados Unidos.


O orgulho de Zagallo sempre foi ter participado dos quatro mundiais vencidos pelo Brasil e por pouco ele não foi não pentacampeão. Como técnico, mais uma vez, ele dirigiu o time vice-campeão na Copa do Mundo da França, em 98.

Idolo de  grandes técnicos

Além de Parreira, seu companheiro nos mundiais de 1970, 1994 e 2002, Zagallo serve como inspiração para outro treinador de ponta do futebol brasileiro: Vanderlei Luxemburgo. "O Zagallo foi disparado o melhor treinador que eu vi. Em seguida, vem o Ênio Andrade", comenta Luxemburgo.

Em 09 de abril de 2011, foi anunciado como embaixador das categorias de base do Botafogo-RJ.



Biografia do Mito  site uol educaçao

Com fama de pão-duro e supersticioso, Zagalo cerca-se de amuletos e manias, incluindo uma fixação pelo número 13. Como jogador, além de ter sido tricampeão pelo Flamengo (1953/54/55), foi bicampeão pelo Botafogo (1961/62) e bicampeão mundial pela seleção brasileira, nas Copas de 1958 e 1962.

Como treinador conquistou a Copa do México, em 1970, o Campeonato Carioca de 1972 pelo Flamengo e o bicampeonato pelo Botafogo (1967/68).

Conquistou o tetra campeonato em 1994, como coordenador técnico. Zagalo foi o recordista no comando da seleção, com 102 jogos, nos quais obteve 74 vitórias, 23 empates e cinco derrotas.

Mário Jorge Lobo Zagalo nasceu em Maceió, Alagoas e mudou-se para o Rio de Janeiro aos oito meses de idade. Em 1943 entrou para o América como sócio contribuinte. O primeiro título foi o 1o Campeonato Brasileiro de Amadores, em 1949, defendendo a Seleção Carioca. No início da década de 50, transferiu-se para o Flamengo, conquistando o tricampeonato numa linha de ataque que contava também com Joel, Moacir, Índio e Dida.

Zagalo foi o primeiro jogador do país com passe livre, numa época em que a relação dos atletas com os clubes era de extrema dependência. Excelente jogador, foi convocado para a seleção brasileira que disputaria a Copa do Mundo em 1958, na Suécia. Às vésperas do embarque, ele foi escalado para enfrentar o Paraguai no Maracanã. O Brasil venceu por 4x1 com dois gols seus.

Na Copa na Suécia, Zagalo era o ponta-esquerda, a "formiguinha do time", que voltava para ajudar o meio-campo. Depois da consagração na Copa de 58, ele se transferiu para o Botafogo, onde ganhava mais do que Garrincha. Participou da Copa de 1962, no Chile. Ao voltar, Zagalo se machucou e pediu para jogar nos aspirantes enquanto se recuperava. Quando parou de jogar, em 1965, aos 34 anos, dirigiu o juvenil do Botafogo, passando depois pelo Flamengo, Fluminense, Vasco e Portuguesa de Desportos.


Como técnico, queria dirigir a seleção brasileira e acabou convocado. Mas Zagalo não teve somente glórias. Em 1974, teve que amargar um quarto lugar na Copa da Alemanha. Voltou à seleção como coordenador-técnico, ao lado do treinador Carlos Parreira.

Também foi treinador nos Emirados Árabes e classificou essa seleção para o mundial na Itália em 1990. Zagalo e Parreira conquistaram o tetra em 1994.

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Stan Laurel (o magro da dupla o gordo e o magro)

Sexta-feira, 22.06.12


Stan Laurel (o magro da dupla o gordo e o magro)http://desmanipulador.blogspot.com.br/2012/06/oliver-hardy-biografia.html 

Stan Laurel, nascido Arthur Stanley Jefferson, (Ulverston, Lancashire, Inglaterra, 16 de junho de 1890 — Santa Mônica, Califórnia, EUA, 23 de fevereiro de 1965) foi um ator cômico, escritor e diretor norte-americano, nascido na Inglaterra. Tornou-se famoso principalmente por seu trabalho com Oliver Hardy, com o qual formou a dupla cômica O Gordo e o Magro.
Início da carreira
Filho de Madge Metcalfe e de Arthur Jefferson, um empresário teatral,  Stan estreou no palco após completar seus estudos na King James Gramar School, em Bishop Auckland, na The King's School, em Tynemouth, e por um tempo na Rutherglen Academy.  Sua primeira performance foi no Britannia Panopticon, em Glasgow, Escócia, aos 16 anos de idade.
Viajou com várias companhias de teatro pelo país, até entrar na “trupe” de Fred Karno, em 1910, da qual fazia parte Charles Chaplin. Chegou a ser “substituto” de Chaplin numa pantomima, "Mumming Bird", a qual foi levada por Karno para os Estados Unidos, sob o título “A Night at an English Music Hall”.
Stan conheceu então Mae Dahlberg, que exerceria grande influência em sua vida. Stan, que até então era creditado como Stan Jefferson, adotou o nome Laurel, por sugestão de Mae, que trabalhou com ele em seu primeiro filme, “Nuts in May”, em 1917, uma produção independente de Adolph Ramish, assinando contrato com a Universal. Ele e Mae jamais casaram, mas chegaram a viver um tempo maritalmente, e em muitos filmes foi creditada como "Mae Laurel".
A partir dessa época, Stan trabalhou como “free lance” para vários estúdios, e entre seus trabalhos estava “Lucky Dog”, na qual Oliver Hardy participava num pequeno papel. Essa foi a primeira vez que trabalharam juntos. Seu nome passou a ser conhecido com as paródias de filmes populares feitas na época, entre elas “The Soilers” e “Under Two Jags”, em 1920, “Mud and Sand” em 1922, e “Dr. Prycle and Mr. Pryde”, em 1925.
Em 1924, Stan assinou um contrato com Joe Rock, para doze comédias, mas uma das cláusulas estipulava que Dahlberg não poderia aparecer em nenhum de seus filmes. Em 1925, julgando que Dahlberg estava interferindo na carreira de Stan, Rock ofereceu a ela uma passagem só de ida para a Austrália, e aceitou, separando-se definitivamente de Laurel.

 Laurel e Hardy
A partir de 1926, Laurel passou a trabalhar definitivamente com Hal Roach, como “gagman” e diretor. Em 1927, na companhia de Roach, Stan trabalhou em “Slipping Wives”, ao lado de Oliver Hardy, sendo sua primeira vez propositadamente juntos. O diretor supervisor do Roach Studios, Leo McCarey, observou em uma apresentação a reação da audiência, e começou a colocá-los juntos, criando assim a mais famosa dupla de humoristas da história do cinema. A partir de então, os dois foram se destacando, e a dupla “O Gordo e o Magro” foi se constituindo, com a estreia oficial em 1927, com “Putting Pants on Philip”.
Durante os anos 30, Laurel esteve envolvido em uma disputa com Hal Roach, tendo o seu contrato terminado. Posteriormente, retornou para o Roach Studio. Após muitos filmes com Roach, os dois, em 1940, formaram companhia própria, a Laurel and Hardy Feature Productions, mas não fizeram filmes, e sim excursionaram pelo país com o show “The Laurel and Hardy Revue”.


Posteriormente a dupla fez filmes para a 20th Century Fox, MGM e finalmente fez “Atoll K” (“A Ilha da Bagunça”), para produtoras europeias, em 1950, encerrando sua carreira.
Ao todo, fizeram cerca de 106 filmes juntos, sendo 40 curta-metragens sonoros, 32 curta-metragens no cinema-mudo, 23 longa-metragens, e 11 filmes como convidados. Stan esteve envolvido, no total, em cerca de 190 filmes.
Vida pessoal
Em 1926, Stan casou pela primeira vez, com Lois Nielson; posteriormente, casou mais três vezes. Em 1928, Stan teve uma filha com Lois, que recebeu o mesmo nome da mãe. Stan teve também um filho, que morreu dez dias após nascer, em 1930
Laurel posteriromente se divorciou de Lois e casou com Virginia Ruth Rogers em 1935, e em 1938, divorciou-se para casar com Vera Ivanova Shuvalova ("Illeana"). Em 1941, voltou a casar com Virginia Ruth Rogers. Laurel foi casado, na realidade, oito vezes, mas com quatro mulheres.
Um boato dizia que Clint Eastwood seria seu filho. Isso é não é verdade, embora o rosto dos dois tenha semelhança. Eastwood afirma que este assunto é passado, mas que às vezes esta lenda ressurge




  Morte de Hardy

Em maio de 1954, Hardy teve um infarto do miocárdio; em 1955, Hardy e Laurel planejavam fazer a série de TV Laurel and Hardy's Fabulous Fables, mas Laurel teve um AVC. Hardy teve um AVC em 15 de setembro de 1956, ficando paralisado e acamado por vários meses, sem falar e se mover.
Em 7 de agosto de 1957, Oliver Hardy morreu. Laurel não compareceu ao seu funeral, dizendo que "Babe (Oliver) entenderia". Laurel decidiu, a partir de então, não mais trabalhar sem o seu amigo de tanto tempo, e passou a escrever para comédias. Os amigos diziam que Laurel ficara totalmente arrasado após a morte de Hardy, sem nunca ter se recuperado.

Stan Laurel viveu seus últimos anos em um apartamento no Oceana Hotel, em Santa Mônica. Jerry Lewis era um dos muitos comediantes que o visitavam, aproveitando suas sugestões para a produção de The Bellboy (1960).
Faleceu vítima de um ataque cardíaco, aos 74 anos. Seu corpo está enterrado no Forest Lawn- Hollywood Hills Cemetery, em Los Angeles.
                                                                 Filmografia de Stan

A filmografia de Stan Laurel, assim como a de Oliver Hardy,http://desmanipulador.blogspot.com.br/2012/06/oliver-hardy-biografia.htmlé bastante complexa, mediante as muitas fontes contraditórias. Consta que, sozinho, Stan teria feito 76 filmes e, com Hardy, 105 filmes.

Filmes de Stan Laurel (sem Oliver Hardy)
Nuts in May (1917) (como Stan Jefferson)
The Evolution of Fashion (1917)
Hickory Hiram (1918)
Phoney Photos (1918)
It’s Great to be Crazy (1918)
Huns and Hyphens (1918) (com Larry Semon)
Just Rambling Along (1918)
No Place Like Jail (1918)
Who’s Zoo? (1918)
Bears and Bad Men (1918)
Frauds and Frenzies (1918)
O, It’s Great to Be Crazy (1918)
Do You Love Your Wife? (1919)
Hustling for Health (1919)
Hoot Mon! (1919)
Cars and Stripes (1919) (com Hardy e Larry Semon)
Wild Bill Hiccup (1920)
The Suitor (1920) (“Don Juan”)
Rupert of Hee-Haw (1920)
The Rent Colector (1921) (“Bancando o Cobrador”)
Make it Snappy (1921)
The Weak End Party (1922) (“Trocas e Destrocas”)
Mixed Nuts (1922)
The Egg (1922) (“Compras e Trocas”)
The Pest (1922) (com Mabel Normand)
Mud and Sand (1922) (“Lama e Areia”) (parodiando Rodolfo Valentino em Sangue e Areia, de 1922)
The Carpenter (1922)
The Bootlegger (1922)
The Gardener (1922)
The Miner (1922)
The Soilers (1923) (“Sem Luvas Brancas”)
The Noon Whistle (1923
When Knights Were Cold (1923) (“Entre a Espada e o Espeto”)
Under Two Jags (1923) (“Legião Estrangeira”)
The Garage (1923)
Noon Whistle (1923) (“Um Bom Operário”)
Oranges and Lemons (1923)
White Wings (1923)
Pick and Shovel (1923)
Kill or Cure (1923)
Gas and Air (1923)
The Handy Man (1923)
Short Orders (1923)
A Man About Town (1923)
The Whole Truth (1923)
Scorching Sands (1923)
Save the Ship (1923) (“A Casa Flutuante”)
Roughest Africa (1923) (“Um Caçador na África”)
Frozen Hearts (1923) (“Coração de Gelo”)
Collars and Cuffs (1923) (“A Tinturaria”)
A Dark House (1923)
Mother’s Joy (1923) (“Olhos Direitos da Mamãe”)
Scorching Sands (1923)
Short Kilts (1924)
Rupert of Hee Haw (1924)
Mandarin Mix-Up (1924)/ Monsieur Don’t Care (1924)
The Smithy (1924) (com Oliver Hardy)
Zeb vs. Paprika (1924)
Postage Due (1924) (“Tontices de Stanny”)
Near Dublin (1924) (“Pedro às Pedradas”)
Brothers Under the Chin (1924)
The Animal’s Farm (1924)
Wide Open Spaces/ Wild Bill Hiccup (1924)
Detained (1924)
West of Hot Dog (1924)
Twins (1925)
Wandering Papas (1925) (“Diabinho de Saias”)
Somewher in Wrong (1925)
Pie-Eyed (1925)
The Snow Hawk (1925)
Navy Blues Days (1925)
The Sleuth (1925)
Over the Bottom (1925)
Dr. Pycle and Mr. Pryde (1925) (“A Bela e o Bicho”)
Half a Man (1925)
Cowboys Cry for It (1925)
What’s the World Coming To? (1926) (não-creditado)
Raggedy Rose (1926)
Atta Boy (1926)
On the Front Page (1926)
Get’em Young (1926)
I’ll Tell One (1926) (com Charles Chase)
Seeing the World (1927)
Eve’s Love Letters (1927)
                                   
                                           Roteiro
The Noon Whistle (1923)
The Garage (1923)
Starvation Blues (1925) (história)
Moonlight and Noses (1925)
Unfriendly Enemies (1925)
Chasing the Chaser (1925)
The Nickel-Hopper (1926)
On the Front Page (1926)
Raggedy Rose (1926)
Get 'Em Young (1926)
Should Husbands Pay? (1926)
Along Came Auntie (1926)
The Devil Horse (1926)
Never Too Old (1926)
Don Key (Son of Burro) (1926)
Scared Stiff (1926)
Madame Mystery (1926)
Wife Tamers (1926)
Dizzy Daddies (1926)
Wandering Papas/ Enough to Do (UK: versão curta) (1926)
Your Husband's Past (1926)
Charley My Boy/ Charlie, My Boy (UK) (1926)
What's the World Coming To? (1926)
Love 'Em and Weep (1927) (não-creditado)
Eve's Love Letters (1927) (história e roteiro)
The Honorable Mr. Buggs (1927)
Why Girls Say No (1927)
Their Purple Moment (1928) (não-creditado) (“Um Momento de Glória” – TV)
Galloping Ghosts (1928)
The Finishing Touch (1928) (não-creditado)
Towed in a Hole (1932) (contribuição) (não-creditado)
Their First Mistake (1932) (não-creditado) (“Duas Babás para um Bebê”- TV)
Pack Up Your Troubles (1932) (não-creditado)
Busy Bodies (1933) (não-creditado)
The Midnight Patrol (1933) (não-creditado)
Me and My Pal (1933) (não-creditado)
Twice Two (1933) (não-creditado)
Babes in Toyland/ Laurel and Hardy in Toyland/ March of the Wooden Soldiers / Revenge Is Sweet/ Wooden Soldiers (1934) (não-creditado)
Them Thar Hills (1934) (não-creditado)
Going Bye-Bye! (1934) (não-creditado)
Sons of the Desert/ Fraternally Yours (UK) (1933) (não-creditado)
Bonnie Scotland/ Heroes of the Regiment (1935) (não-creditado)
Thicker Than Water (1935) (história)
Tit for Tat (1935) (não-creditado)
Our Relations/ Double Trouble (USA)/ Sailors' Downfall (USA: versão curta) (1936) (contribuição para o roteiro) (não-creditado)
Swiss Miss (1938) (não-creditado)
Saps at Sea (1940) (não-creditado)
A Chump at Oxford (1940) (não-creditado)
The Bullfighters (1945) (não-creditado)
                                                                           Direção
Moonlight and Noses (1925)
Unfriendly Enemies (1925)
Book Bozo (1925)
Yes, Yes, Nanette (1925)
Chasing the Chaser (1925)
Get 'Em Young (1926) (não-confirmado)
Wise Guys Prefer Brunettes (1926)
Should Husbands Pay? (1926)
Madame Mystery (1926) (co-diretor)
Wandering Papas/ Enough to Do (UK: versão curta) (1926)
Flaming Fathers (1927)
The Bullfighters (1945) (não-creditado)
                                                                  Assistente de direção
Raggedy Rose (1926)
The Merry Widower (1926)
Never Too Old (1926)
Madame Mystery (1926)
Seeing the World (1927)
                                                               Trilha sonora
Below Zero (1930) ("In the Good Old Summertime")
Sons of the Desert/ Fraternally Yours (UK) (1933) ("Honolulu Baby" (não-creditado))
Them Thar Hills (1934) ("The Old Spinning Wheel")
Tit for Tat (1935) ("The Old Spinning Wheel")
Way Out West (1937) ("The Trail of the Lonesome Pine" (não-creditado), "I Want to Be in Dixie" (não-creditado))
Swiss Miss (1938) ("The Mousetrap Song")
The Flying Deuces/ Flying Aces (1939) ("Shine On, Harvest Moon" (1908) (não-creditado), "The World Is Waiting for the Sunrise" (1918) (não-creditado))
Saps at Sea (1940) ("Home, Sweet Home" (não-creditado))
The Big Noise (1944) ("Mairzy Doats" (1943) (não-creditado))
It Came from Somewhere Else (1988) ("Trail of the Lonesome Pine")
                                                                     Produção
Our Relations/ Double Trouble (USA)/ Sailors' Downfall (USA: versão cortada) (1936) (produção)
Way Out West (1937) (produção)
Songs and Bullets (1938) (produção executiva)
Knight of the Plains (1938) (produção executiva) (não-creditado)
The Rangers' Round-Up (1938) (produção executiva)
In Old Montana (1939) (produção executiva)
Two Gun Troubador/ The Lone Troubador (1939) (produção executiva)
                                                                           Premiações e homenagens

Em 1961, Stan recebeu um Oscar especial da Academia por seu "pioneirismo criativo no campo da comédia cinematográfica".
Em 1989, uma estátua de Laurel foi erigida em Dockwray Square, North Shields, Northumberland, Inglaterra, onde viveu, entre 1897 e 1902, e onde os degraus sob o North Shields Fish Quay podem ter inspirado a cena de piano em The Music Box.
Em 2006, a BBC encenou um drama baseado num encontro entre Laurel e Hardy, com reminiscências sobre sua carreira, denominado Stan
A estrela de Laurel na Calçada da Fama é situada na 7021 Hollywood Blvd, Los Angeles, Califórnia.
Em 2008, uma estátua de Stan Laurel foi colocada em Bishop Auckland, County Durham, no local do Eden Theatre.
Em abril de 2009, uma estátua de bronze de Laurel e Hardy foi colocada em Ulverston, Cumbria.[6]
Sobre a porta da casa onde Stan Laurel morou, há uma placa homenageando o ator.
O filme The Great Race (“A Corrida do Século”), de Blake Edwards, em 1965, foi dedicado a Laurel e Hardy.



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PRINCESA IZABEL

Sexta-feira, 22.06.12
Isabel do Brasil
Dona Isabel Cristina Leopoldina Augusta Micaela Gabriela Rafaela Gonzaga de Bragança e Bourbon (Rio de Janeiro, 29 de julho de 1846 — Eu, França, 14 de novembro de 1921), mais conhecida no Brasil como a princesa Isabel, foi a última princesa imperial do Brasil e regente do Império por três ocasiões, na qualidade de herdeira de seu pai, o imperador Dom Pedro II, e da imperatriz Dona Teresa Cristina de Bourbon-Duas Sicílias. Foi a terceira chefe de Estado e chefe de governo brasileira após sua avó D. Leopoldina e sua trisavó Dona Maria I. Foi cognominada a Redentora pois, quando regente do Império brasileiro, assinou a Lei Áurea, que aboliu definitivamente a escravidão no Brasil.
Após seu casamento com Gastão de Orléans, conde d'Eu, em 1864, ocorreu uma junção matrimonial entre a Casa de Bragança e a de Orléans, originando o nome Orléans e Bragança, que foi passado, exclusivamente, aos descendentes de Gastão de Orléans e D. Isabel. Também, por a mesma ter sido a herdeira do trono imperial brasileiro, os seus descendentes - os Orléans e Bragança - são os atuais herdeiros da extinta coroa imperial do Brasil.
A princesa Isabel foi também a primeira senadora do Brasil, cargo a que tinha direito como herdeira do trono a partir dos 25 anos de idade, segundo a constituição imperial brasileira de 1824 - a primeira carta constitucional do Brasil.
Com a morte de seu pai, em 1891, tornou-se a chefe da Casa Imperial do Brasil e a primeira na linha sucessória ao extinto trono imperial brasileiro, sendo considerada, de jure, Sua Majestade Imperial, Dona Isabel I, Imperatriz Constitucional e Defensora Perpétua do Brasil, conforme a constituição de 1824 - a primeira constituição do Brasil
Nascimento e infância

Dona Isabel I nasceu no Palácio de São Cristóvão, e foi a primeira filha do Imperador D. Pedro II.
Batizada na Capela Imperial no dia 15 de novembro de 1846 pelo bispo capelão-mor conde de Irajá, seu nome foi dado em homenagem à avó materna, a rainha de Nápoles.Seus padrinhos de batismo foram o rei consorte Fernando II de Portugal e sua avó materna a rainha Isabel de Nápoles. Com a morte precoce de seu irmão D. Afonso, Isabel tornou-se a herdeira do Imperador. Neste mesmo ano de 1847 nasceria em 13 de julho a sua irmã e companheira de toda a juventude, a princesa Leopoldina.
Em 1848 nasceu o seu segundo irmão varão, o príncipe D. Pedro Afonso, que morreu dois anos depois. Para herdar o trono imperial restava a princesa de quatro anos de idade, designada a partir de então como princesa Imperial. O reconhecimento oficial como sucessora e herdeira do pai teve lugar a 10 de agosto de 1850, quando a Assembleia-Geral, reunida no Paço do Senado às 11 horas da manhã, proclamou-a herdeira do trono, de acordo com os artigos 116 e 117 da Constituição do Império.
A 29 de julho de 1860 completava Dona Isabel 14 anos e, de acordo com o artigo 106 da Constituição Imperial, deveria prestar o juramento de "manter a religião católica apostólica romana, observar a Constituição política da nação brasileira e ser obediente às leis e ao imperador."

          Educação

A fim de prepará-la para seu papel, começou D. Pedro II a preocupar-se com a formação da futura imperatriz. Desde cedo, porém, o Imperador iniciou entendimentos para dar às filhas uma preceptora. Por indicação da tia das princesas, Francisca de Bragança, a escolhida foi a condessa de Barral, filha do embaixador Domingos Borges de Barros, visconde de Pedra Branca e esposa do nobre francês, o conde de Barral, considerada pela maior parte dos autores - inclusive José Murilo de Carvalho, em seu livro D. Pedro II (Companhia das Letras, 2007) - como o grande amor do imperador Pedro II. A condessa iniciou suas funções em setembro de 1855.
Para a educação de D. Isabel e da sua irmã numerosos mestres foram designados, que elaboraram um severo programa de estudos. Afirma D. Pedro II sobre a educação de suas filhas:
"o caráter de qualquer das princesas deve ser formado tal como convém a senhoras que poderão ter que dirigir o governo constitucional de um Império como o Brasil. A instrução não deve diferir da que se dá aos homens, combinada com a do outro sexo: mas de modo que não sofra a primeira. Convirá conformar-se, quando for de proveito, aos regulamentos da instrução pública primária e secundária. Poderá impor castigos, e quando forem leves, sem meu conhecimento prévio, devendo minhas filhas não saber ilegível que o tenho, quando isto não for conveniente, sendo o maior deles a reclusão em um dos quartos dos respectivos aposentos, assim como representar-nos, mesmo perante nossas filhas, sobre a justiça da concessão de algum prêmio."
Mas, apesar de todo este rigor, sua infância teve muitos momentos de descontração, ao lado da irmã Leopoldina. Em seu diário ela diz: "Petrópolis, residência de verão, residência deliciosa: jardins floridos, canais cortando a cidade... " Ou mais adiante: "Eu fui de Petrópolis a pé até a cascata de Tamarati. A mana andou tão pouco a cavalo.
Em São Cristóvão, para amenizar o ambiente carregado de estudos e deveres, pequenas peças teatrais eram levadas à cena, em que as princesas desempenhavam os principais papéis na companhia dos amigos de infância, incluindo pequenos escravos.
A proximidade da princesa com os negros, desde a mais tenra infância, e o diálogo franco e cordial com eles estabelecido, inclusive nas brincadeiras infantis, pode vir a explicar sua futura inserção no movimento abolicionista. A questão ainda não foi convenientemente estudada pela historiografia brasileira.
Sob a influência de seu pai, o estudo das ciências, em particular da Química, ocupou um papel primordial na educação de D. Isabel. O ensino das princesas dirigido pelo imperador refletia sua visão de uma educação universal com forte teor científico como essencial para um governante. O conteúdo do currículo seguido por D. Isabel contrasta fortemente com a educação dada à maioria das mulheres brasileiras da época, inclusive aquelas de origem abastada.  D. Isabel nutria profundo interesse pelas questões ligadas ao desenvolvimento da educação no país, especialmente a educação pública, como fica patente na sua Fala do Trono, enquanto Regente do Império, em 1º de fevereiro de 1877:
"A instrução pública continua a merecer do governo a maior solicitude. Foram criadas no município da corte escolas de segundo grau, e as normais, destinadas a preparar professores para o ensino primário de ambos os sexos,terão de ser brevemente inauguradas. Nas províncias este ramo de serviço apresenta sensível progresso, limitado, porém pela falta de meios de que podem dispor. Se os melhoramentos materiais por elas empreendidas têm recebido vosso auxílio, justificada será qualquer despesa que autorizeis para coadjuvar esse grande elemento de civilização."
       Casamento da princiesa
Os preparativos para seu casamento foram iniciados na década de 1860. Por indicação de sua tia, D. Francisca de Bragança (filha de D. Pedro I), princesa de Joinville na França, vieram ao Brasil dois primos, os príncipes Gastão de Orléans, conde d'Eu e Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, sobrinhos-netos do rei Leopoldo I dos Belgas, sobrinhos de D. Fernando II de Portugal, além de primos de segundo grau da rainha Vitória do Reino Unido.
O imperador havia tratado, através de seus ministros, o casamento da princesa Isabel, herdeira do trono, com o duque Luís Augusto de Saxe-Coburgo-Gota, o segundo filho de Augusto de Saxe-Coburgo-Gota e da princesa Clementina de Orléans; ao mesmo tempo, o primo deste, Luís Filipe Maria Fernando Gastão de Orléans e Saxe-Coburgo-Gota (Louis Phillipe Marie Ferdinand Gaston d'Orléans et Saxe-Cobourg et Gotha), conde d'Eu, foi prometido à princesa Leopoldina.

Quando da chegada dos dois jovens, as princesas perceberam que deveria ocorrer uma troca, pois cada uma delas havia se encantado pelo pretendente da outra, e imediatamente solicitaram aos pais que a troca fosse realizada. Tanto D.Pedro quanto D. Teresa Cristina, favoráveis a que os casamentos fossem motivados não apenas pelas questões dinásticas, mas também pelos afetos - até porque, no seu próprio caso, havia ocorrido um choque inicial - consentiram imediatamente. Em 18 de setembro de 1864 o príncipe Gastão de Orléans pediu a mão da Princesa Imperial do Brasil.
O casamento teve lugar na Capela Imperial, no Rio de Janeiro, a 15 de outubro de 1864. No mesmo dia os noivos partiram para a lua de mel em Petrópolis, e em 10 de janeiro de 1865 seguiram para a Europa, onde a princesa conheceu os sogros. Gastão, batizado Louis Philippe Marie Ferdinand Gaston, nascera em 1842 e morreu em 1922 em águas brasileiras, a bordo do navio Massilia. Era não só conde d´Eu como príncipe de Bourbon-Orléans, sendo feito depois marechal do exército brasileiro. Era filho de Louis Raphael, Duque de Nemours, logo, neto do Rei francês Luís Filipe I.

Gastão assumiria o comando das tropas brasileiras na fase final da Guerra do Paraguai, razão de preocupação para Dona Isabel, e fato que provocou muita oposição em diversos círculos, pois nem sempre foram sábias as decisões militares tomadas.
Finda a guerra o casal fez nova viagem à Europa, para visitar Leopoldina, doente. Leopoldina morreu de tifo em 7 de fevereiro de 1871. No mesmo ano D. Pedro II fez sua primeira viagem à Europa e Dona Isabel assumiu a regência, aos 24 anos. Neste período foi assinada a 28 de setembro a Lei do Ventre Livre.
A ausência de filhos preocupava a todos. A princesa concebeu durante sua viagem à Europa, mas somente no sexto mês de gravidez começou a pensar na dificuldade de retornar ao Brasil para que aqui nascesse o herdeiro. Embarcou de volta dois meses depois e, já no Brasil, nasceu morta uma menina, em 28 de julho de 1874, no Palácio Isabel (atual Palácio Guanabara), batizada in articulo mortis com o nome de Luiza.
Finalmente, em 15 de outubro de 1875, quando comemoravam onze anos de casados, nasceu em Petrópolis o príncipe D. Pedro de Alcântara. Segundo Victor Villon:"A gravidez foi cheia de cuidados, o parto muito difícil e, no meio da aflição de todos, o Dr. Depaul, médico francês que viera especialmente para a ocasião, distorceu o braço da criança. Esse acidente deixaria seqüelas; Dom Pedro d´Alcântara ficaria com braço atrofiado para o resto da vida."[6]
Em 26 de janeiro de 1878 nasceu o segundo filho D. Luís. No mesmo ano o casal foi residir na França. Em 9 de agosto de 1881 lá nasceu o terceiro e último filho, D. Antônio Gastão. No mesmo ano a família voltaria a viver no Brasil.
Postura política
Liberal, a princesa uniu-se aos partidários da abolição da escravidão. Apoiou jovens políticos e artistas, embora muitos dos chamados abolicionistas estivessem aliados ao incipiente movimento republicano. Financiava a alforria de ex-escravos com seu próprio dinheiro e apoiava a comunidade do Quilombo do Leblon, que cultivava camélias brancas, símbolo do abolicionismo. Chegava mesmo a receber fugitivos em sua residência em Petrópolis:
"A Princesa Isabel também protegia fugitivos em Petrópolis. Temos sobre isso o testemunho insuspeito do grande abolicionista André Rebouças, que tudo registrava em sua caderneta implacável. Só assim podemos saber hoje, com dados precisos, que no dia 4 de maio de 1888, “almoçaram no Palácio Imperial 14 africanos fugidos das Fazendas circunvizinhas de Petrópolis”. E mais: todo o esquema de promoção de fugas e alojamento de escravos foi montado pela própria Princesa Isabel. André Rebouças sabia de tudo porque estava comprometido com o esquema. O proprietário do Hotel Bragança, onde André Rebouças se hospedava, também estava comprometido até o pescoço, chegando a esconder 30 fugitivos em sua fazenda, nos arredores da cidade. O advogado Marcos Fioravanti era outro envolvido, sendo uma espécie de coordenador geral das fugas. Não faltava ao esquema nem mesmo o apoio de importantes damas da corte, como Madame Avelar e Cecília, condessa da Estrela, companheiras fiéis de Isabel e também abolicionistas da gema. Às vésperas da Abolição final, conforme anotou Rebouças, já subiam a mais de mil os fugitivos “acolhidos” e “hospedados” sob os auspícios de Dona Isabel.
Conforme o artigo 46, capítulo 3, título IV, da constituição brasileira de 1824, os Principes da Casa Imperial são Senadores por Direito, e terão assento no Senado, logo que chegarem á idade de vinte e cinco annos. Dessa forma, em 1871, D. Isabel Leopoldina tornou-se a primeira senadora do Brasil (a primeira senadora brasileira eleita foi Eunice Mafalda Berger Michiles). Há que se notar que foi a única a desfrutar desse dispositivo constitucional, haja vista que todos os príncipes do Brasil que a antecederam ou morreram antes dos vinte e cinco anos, ou se casaram com estrangeiros e partiram do país, à exceção de seu pai, que assumiu o Trono aos quatorze anos de idade. Depois dela, a ordem constitucional do Império caiu antes que os príncipes porvir pudessem tornar-se senadores.
"(Isabel Cristina comemorou seu aniversário de 39 anos, em 1885, com uma solenidade no Paço Municipal da capital, o Rio de Janeiro. Sentada, tendo a seu lado o marido, foi a estrela da cerimônia em que diversos escravos foram alforriados.Conforme os nomes dos beneficiados eram anunciados pelo vice-presidente da Câmara, João Florentino Meira de Vasconcellos, eles seguiam para receber seus certificados de libertação das mãos de Isabel. Cada ex-escravo curvava-se e, em sinal de respeito e gratidão, dava um beijo na mão da aniversariante. A relação de afeto entre a mulher e os negros começava a ser demonstrada publicamente." )

Em 30 de junho de 1887 assumiu a regência do império pela terceira vez, pois seu pai fora obrigado a afastar-se para tratamento de saúde na Europa. A abolição provocava grande oposição entre os fazendeiros escravocratas. Poderosos, esses escravocratas infundiram na opinião pública, através do Parlamento e da imprensa, a ideia de que a abolição da escravidão seria a bancarrota econômica do império, pois as prósperas fazendas de café e açúcar do Brasil de então eram todas elas, regadas com o suor do escravo. O negro era contado, medido e pesado e os juristas dos escravocratas criaram a tese jurídica de que o escravo era "propriedade" do senhor de engenho e, portanto, estavam sob amparo da Constituição, que garantia o "direito de propriedade". Eram tensas as relações entre a Regente e o Gabinete ministerial conservador. A Princesa aliava-se ao movimento popular, enquanto o Barão de Cotegipe defendia a manutenção da escravidão. Aproveitando-se da oportunidade oferecida por um incidente de rua, Isabel demitiu o ministério e nomeou o conselheiro João Alfredo, demonstrando determinação política e convicção do que considerava o melhor para o País, pois o Brasil foi a última Nação do ocidente a abolir a escravidão. Na Fala do Trono, de 1888, Isabel dissera com o coração jubiloso: "confio em que não hesitarei de apagar do direito pátrio a única exceção que nele figura..." O Conde D"Eu, marido de Isabel, ainda lhe advertiu: "não assine, Isabel, pode ser o fim da Monarquia." Mas a Princesa estava determinada e respondeu prontamente ao marido: "É agora, ou nunca!" Afinal, a escravidão, que tanto envergonhara a raça humana no Brasil, já durava, em 1888, três séculos, vitimando 12 milhões de negros africanos. Estava aberto o caminho para a liberdade dos escravos no império
Em 13 de maio de 1888, num domingo, aconteceram as últimas votações de um projeto de abolição total. Certa da vitória, a regente desceu de Petrópolis, cidade serrana, para aguardar no Paço Imperial o momento de assinar a Lei Áurea. Usou uma pena de ouro especialmente confeccionada para a ocasião, recebendo a aclamação do povo do Rio de Janeiro. O Jornal da Tarde, de 15 de maio de 1888, noticiou que "o povo que se aglomerava em frente do Paço, ao saber que já estava sancionada a grande Lei, chamou Sua Alteza, que aparecendo à janela, foi saudada por estrepitosos vivas." As galerias do Paço estavam repletas, e sob vivas e aplausos de uma multidão estimada em 10 mil pessoas, Isabel sancionou a Lei aprovada pelo Parlamento do Império. O jornalista mulato José do Patrocínio, aliado da Coroa, invadiu o recinto sem que ninguém conseguisse detê-lo e atirou-se aos pés da Princesa Regente em prantos de gratidão. Isabel dava provas, de que seu reino era, sim, deste mundo, contrariando a ironia do conselheiro Saraiva que afirmara justamente o contrário, zombando do sentimento profundamente cristão de Isabel . A história há de fazer sempre justiça à "Princesa Redentora", título que lhe atribuiu José do Patrocínio, pois ela demonstrou no processo abolicionista firmeza, coragem e, sobretudo, nobre desapego ao cargo, o qual - lhe preveniram - haveria de ser dela tomado pela reação inevitável dos altos e egoísticos interesses escravocratas contrariados, tudo conforme relata o livro Dom Pedro II e a Princesa Isabel, da Editora Lorenz, onde consta memorável testemunho do nobre abolicionista Joaquim Nabuco: " No dia em que a Princesa Imperial se decidiu ao seu grande golpe de humanidade, sabia tudo o que arriscava. A raça que ia libertar não tinha para lhe dar senão o seu sangue, e ela não o queria nunca para cimentar o trono de seu filho. A classe proprietária ameaçava passar-se toda para a República, seu pai parecia estar moribundo em Milão, era provável a mudança de reino durante a crise , e ela não hesitou: uma voz interior disse-lhe que um grande dever tem que ser cumprido, ou um grande sacrifício que ser aceito. Se a Monarquia pudesse sobreviver à abolição, esta seria o apanágio. Se sucumbisse, seria o seu testamento..."
Em 28 de setembro o Papa Leão XIII lhe remeteu a comenda da Rosa de Ouro, como reconhecimento pela Abolição da Escravatura. Essa comenda pontifícia simboliza o reconhecimento do Papa a algum feito notável e que mereça regozijo de toda a Igreja. A Princesa Isabel foi a única personalidade brasileira a receber a Rosa de Ouro. Ou outros dois exemplares foram dedicados à Basílica de Nossa Senhora Aparecida pelos Papas Paulo VI (1965) e Bento XVI (2007).
Mas a elite cafeeira não aceitava a abolição. Cotegipe, ao cumprimentar a princesa, vaticinou: "Vossa Alteza libertou uma raça, mas perdeu o trono". Mas a Princesa não hesitou em responder: "Mil tronos eu tivesse, mil tronos eu daria para libertar os escravos do Brasil"
De pensamento arrojado , Dona Isabel era partidária de algumas ideias modernas para sua época, como o sufrágio feminino e a reforma agrária. Documentos recentemente descobertos revelam que a princesa estudou indenizar os ex-escravos com recursos do Banco Mauá.
     A República e o exílio
Em 9 de novembro de 1889, poucos dias antes do golpe militar que instaurou a República no Brasil, a família imperial compareceu ao Baile da Ilha Fiscal, o último da monarquia:

(Dançou-se muito no baile da Ilha Fiscal, mas o que os convidados não imaginavam, nem o imperador D. Pedro II, é que se dançava sobre um vulcão. À mesma hora em que se acendiam as luzes do palacete para receber os milhares de convidados engalanados, os republicanos reuniam-se no Clube Militar, presididos pelo tenente-coronel Benjamin Constant, para maquinar a queda do Império. "Mais do que nunca, preciso sejam-me dados plenos poderes para tirar a classe militar de um estado de coisas incompatível com sua honra e sua dignidade", discursou Constant na ocasião, tendo como alvo justamente o Visconde de Ouro Preto. Longe dali, ao lado da família imperial, o visconde desmanchava-se em sorrisos ao comandar seu suntuoso festim. A família imperial chegou ao cais pouco antes das 10 horas. D. Pedro II, fardado de almirante, a imperatriz Teresa Cristina e o príncipe D. Pedro Augusto embarcaram primeiro. Quinze minutos depois foi a vez da princesa Isabel e do conde D'Eu. Uma vez no palácio, foram conduzidos a um salão em separado, onde já se achavam reunidos membros do corpo diplomático estrangeiro oficiais e alguns eleitos da sociedade carioca. O guarda-roupa da imperatriz não chegou a causar impressão especial entre os convidados - um vestido de renda de chantilly preta, guarnecido de vidrilhos. A toalete da princesa Isabel, no entanto, causou exclamações de admiração pelo luxo e pela beleza. Ela portava uma roupa de moiré preta listada, tendo na frente um corpinho alto bordado a ouro. Nos cabelos, carregava um diadema de brilhantes. )"
Na sequência, pouco mais de um ano depois de testemunhar o júbilo popular com a abolição da escravatura, Dona Isabel veria a monarquia no Brasil ser extinta. Insuflados pelos radicais positivistas, pela maçonaria e apoiados pelos fazendeiros, os militares depuseram o gabinete do Visconde de Ouro Preto e instauraram uma ditadura republicana. O livro "Barão de Santo Angelo, O Espírita da Corte" (Editora Lorenz) analisa as motivações do golpe republicano e traz informações importantes sobre as revoltas e ressentimentos pessoais do líder Benjamin Constant contra o monarca, fator considerado decisivo para a realização da quartelada que ensejou a proclamação a República. Os chamados "ideais republicanos", na verdade, constituiriam um simples pano de fundo para justificar a insurreição que mudou a forma de Governo em 1889. Dona Isabel, com 43 anos de idade, seguiu com sua família para o exílio, na madrugada de 17 de novembro de 1889, depois de ter sido expedida, na véspera, uma intimação pelo Major Frederico Solón, o mesmo que houvera espalhado a calúnia, na Rua do Ouvidor, de que Dom Pedro II decretara a prisão de Deodoro e Benjamin Constant, notícia falsa que precipitou o golpe, com a cavalaria na rua. A madrugada do embarque para o exílio era chuvosa e o mar estava revolto com graves riscos para as embarcações. Dom Pedro II sofria uma crise aguda do diabetes e embarcou, com dificuldade, amparado por seu médico particular, o Dr. Mota Maia, que com ele seguiu viagem. Foi nesse contexto dramático que a família real rumou para o exílio sem volta, depois de quase meio século de um Governo de paz e prosperidade, reconhecido pelos historiadores. Segundo suas próprias palavras, Isabel deixou a pátria aos soluços, sob as ordens e intimações do tenente-coronel João Nepomuceno Mallet, que mais tarde iria insurgir-se contra o proprio Governo republicano que ele ajudou a instalar. Não faltou quem quisesse reagir, como foi o caso do Almirante Tamandaré, mas Dom Pedro II recusou qualquer reação e pacificamente deixou o território nacional, para entrar na História. E o Brasil inaugurou a República sob forte crise, com fechamento do Congresso, banimentos, censura à imprensa, perseguição de jornalistas, autoritarismos. A inflação disparou e a economia entrou em crise. E assim foi praticamente durante toda a primeira década de República.
Os temores expressos na carta de três meses antes se confirmaram antes de que fosse possível legar aos negros libertos sua cota de justiça.
D. Pedro II morreu em Paris, em 5 de dezembro de 1891, e ela passou a ser considerada pelos monarquistas imperatriz de jure do Brasil - D. Isabel I.
Apesar da dor do exílio Dona Isabel teve uma velhice tranquila, instalada no castelo da família em Eu, na Normandia, propriedade de Gastão de Orléans (Castelo d'Eu). Rodeada pelos filhos e netos fez de sua casa uma embaixada informal do Brasil. Recebia brasileiros de passagem, ajudou o jovem Alberto Santos-Dumont quando desenvolvia suas invenções. Passou os últimos anos da vida com dificuldades de locomoção. Em 1920 teve a felicidade de saber que a lei que bania a Família Imperial do Brasil havia sido revogada pelo Presidente Epitácio Pessoa.
Neste sentido, convém notar, como em todos os processos históricos, houve uma disputa judicial, iniciada logo após o exílio forçado, e durante a qual aconteceram avanços e retrocessos, pareceres favoráveis e desfavoráveis e uma série de constrangimentos pelos quais a família imperial teve de passar. Em 1903, por exemplo, foi julgado em 14 de janeiro um pedido de habeas corpus impetrado pelos republicanos Urbano Sampaio Neves, Olympio Lima e Alberto Veiga:
"Olympio Lima e outros impetram ordem de habeas corpus em favor de Gastão de Orleans, Conde d'Eu, sua mulher Izabel de Orleans e demais membros da ex-dinastia brasileira de Bragança, para que cesse o constrangimento ilegal de que são vítimas, por força do decreto que os baniu do território nacional, e pedem a anulação do citado decreto, alegando que ele foi revogado pela Constituição Federal."
Sobre o habeas corpus, sua elaboração e princípios, o site Histórias e Lendas de Santos  afirma:
`("A ideia de um habeas-corpus em favor da banida Família Imperial Brasileira nasceu do doutor Urbano de Sampaio Neves, ilustre advogado. Sua ação, como republicano, traduzira-se bem em seus trabalhos de jornalista no ultra-republicano Diário de Notícias. As conclusões a que chegara Urbano Neves são simples e objetivas: "Somente por ilegalidade, timidez ou indiferença é que a Família Imperial continua no exílio sob a pressão do decreto que a baniu do território nacional; só por estranho capricho, ou revoltante ingratidão, é que se recusa sepultura em terra brasileira ao venerando Monarca que durante meio século dirigiu os destinos deste País". Urbano Neves levou sua ideia ao doutor Martim Francisco Ribeiro de Andrada - duplamente ilustre, pela ascendência e pelo talento - sugerindo-lhe que requeresse uma ordem de habeas-corpus, já que suas opiniões políticas o aproximavam da Monarquia, já porque a sua comprovada competência jurídica e o prestígio de seu nome dariam àquele recurso as proporções de verdadeiro acontecimento. O doutor Martim Francisco, porém, recusou a ideia. Escrúpulos de ordem moral e política, que a situação justificava, e porque a seus amigos e correligionários parecia inoportuna qualquer atitude que provocasse, por parte das autoridades republicanas, maiores desabrimentos e intolerâncias, deixava de intentar o recurso sugerido, aguardando melhores tempos e melhores circunstâncias. Suas ideias eram, porém, francamente favoráveis ao habeas-corpus e, por várias vezes, manifestou-se publicamente a seu favor. Uma vez que a iniciativa do recurso de habeas-corpus não partia do elemento dinástico, partisse, então, dos republicanos, como afirmação categórica do sentimento de justiça que deve presidir os regimes democráticos. E dessa vez não houve medo, receio, escrúpulo, precaução. Os dois mais brilhantes redatores de A Tribuna, Olympio Lima, seu fundador, e Alberto Veiga, talvez o mais perfeito estilista da imprensa santista, colocaram-se ao lado de Urbano Neves. E juntos, diante do País e da História, assumiram a inteira responsabilidade desse ato superior e necessário. Isso estabelecido, caberia, naturalmente, a Urbano Neves redigir a petição, já que teve a iniciativa da ideia e era dono do conhecimento profissional necessário, mas o advogado preferiu confiar a Alberto Veiga, sob sua assistência quanto à parte jurídica, aquela tarefa. Sem dúvida alguma, ninguém melhor do que Alberto Veiga, o mais completo redator, o mais perfeito articulista, para redigir o documento. E, igualmente, ninguém mais autorizado a ser um aliado naquele trabalho, pelo seu caráter, honra e sentimento de justiça, cerrando fileiras junto aos demais, pela causa.")
Sobre a revogação do Decreto de Banimento propriamente dito, a notícia foi veiculada inicialmente pelo Jornal O Imparcial, do Rio de Janeiro, no dia 4 de setembro de 1920.  O decreto 4.120, assinado em 3 de setembro de 1920, procurava corrigir uma distorção jurídica, onde uma família brasileira, que não cometera crime algum, fora expulsa do país de maneira arbitrária.
É a historiadora Luciana Pessanha Fagundes, em seu memorável artigo Memórias da monarquia: D.Pedro II no cenário político da década de 20[16] quem nos descreve as circunstâncias em que se deu esta revogação:

("Enfim, no dia 3 de setembro realizava-se no Salão de Despachos do Palácio do Catete a assinatura do decreto que revogava o banimento da família real. Para assinatura do decreto foi oferecida ao presidente uma caneta de ouro obtida especialmente para a ocasião com dinheiro arrecadado mediante subscrição pública promovida pelo jornal A Rua. A cerimônia foi realizada com a presença de comissões de várias instituições importantes como o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, a Associação Brasileira de Letras e a Associação Brasileira de Imprensa. O decreto é caracterizado como uma “nova Lei Áurea” por Affonso Celso em artigo para o Jornal do Brasil. O presidente do IHGB apontava que a denominação Lei Áurea para a lei assinada naquele dia se devia pelo fato de que, assim como a de 13 de maio, “essa lei repara uma grave injustiça” e também “redime do exílio a excelsa senhora que mereceu o cognome de Redentora”. A república teria, então, inscrito nos anais da história uma “data luminosa semelhante aquela do Império”. Revogado o banimento, são formadas rapidamente duas comissões, capitaneadas pelo IHGB, encarregadas de organizar a recepção dos despojos do imperador e da imperatriz.")
Além do banimento - por si só um ato autoritário e injustificável - ocorreu um verdadeiro confisco dos bens (particulares) da família imperial. Pouco comentado pela historiografia brasileira é o fato de que praticamente todos os bens e pertences dos Orleans e Bragança foram leiloados:

("No Brasil de 1890 deram-se 13 leilões dos bens da Casa Imperial - objetos, móveis e semoventes. Procederam à avaliação dos móveis, carros, animais e objetos existentes na Quinta da Boa Vista e os vindos do Paço da Cidade o tenente-coronel Costa Ferreira, da parte do Juízo da 2ª Vara de Órfãos e João Teixeira, por parte do dr. José da Silva Costa, procurador de d. Pedro de Alcântara. O Juiz da 2ª vara, dr. Honório Coimbra nomeou para proceder ao leilão o leiloeiro Joaquim Dias dos Santos. Francisco Marques dos Santos, em seu artigo intitulado O leilão do Paço de São Cristóvão, publicado no Anuário do Museu Imperial, vol. 1, 1940, fala dos absurdos, da desordem, da avaliação arbitrária e venda forçada dos bens da família."
Exilada, espoliada, com a saúde frágil, extremamente abalada pela morte de dois de seus filhos (Antônio, em 1918, e Luís, em 1920), a princesa Isabel faleceu em 14 de novembro de 1921. Foi sepultada no cemitério local, de onde seria trasladada em 6 de julho de 1953 para um jazigo no Mausoléu Imperial da Catedral de Petrópolis. Como afirma Nelly Martins Ferreira Candeias:  "A Princesa Isabel conviveu com o predomínio agrário do tempo e declínio dos escravagistas marginalizados pelo golpe fatal da Abolição. Enfrentou a ideologia republicana dos adversários, a extinção da monarquia e as tristezas do exílio.")
          Posteridade
Foi organizado em julho de 2006 pelo Museu Imperial, IPHAN e Ministério da Cultura, no Museu Imperial – Rua da Imperatriz, 220 – Petrópolis – Rio de Janeiro - um seminário comemorativo do 160º aniversário da Redentora, intitulado A Princesa das Camélias.
Há questões controversas a seu respeito, as quais a historiografia não tem dado conta de esgotar. Sabe-se que seu pai, por mais que a amasse, não a fez participar da vida política, até tornar-se ela regente por ocasião da primeira viagem do imperador ao estrangeiro. Seu catolicismo intenso fez que alguns temessem que, no poder, ela subordinasse a política a considerações ultramontanas. Mas essas afirmativas constituem meras especulações, pois não há fatos fidedignos que possam justificar essa preocupação. Na verdade, como não se tinha nada para acusar a Princesa Redentora - detentora de reconhecidas virtudes morais e culturais - valiam-se os republicanos e radicais de sua crença para tentar desqualificá-la. Isabel foi Princesa Regente numa época em que a mulher ainda não se houvera emancipado socialmente, sofrendo discriminações hoje repudiadas por consenso geral. Prova de habilidade política a Princesa deu ao exonerar o Gabinete Cotegipe para colocar em seu lugar o Conselheiro João Alfredo. Nessa ocasião trabalhou com habilidade junto ao Parlamento do Império para que a escravidão fosse definitivamente erradicado da vida brasileira. Prova de sua eficiência política foi o resultado vitorioso da votação que aprovou a Lei Áurea, depois de décadas de lutas em vão.Diz-se que o próprio marechal Deodoro da Fonseca, que depôs a monarquia, admitia a república para depois da morte de D. Pedro II. Esse fato, entretanto, simplesmente denota o respeito que o marechal nutria pelo Imperador. Em outras palavras, muitos queriam que D. Pedro II reinasse em paz até o fim da vida, mas não admitiam que houvesse uma Dona Isabel I. Na verdade, interesses pessoais e corporativos - e não ideais republicanos propriamente dito - que conspiravam para o fim da Monarquia, não tinham interesse que a Princesa Redentora assumisse o trono e então espalhavam injúrias para denegrir a imagem de Isabel junto à opinião pública, coisa que os escravocratas contrariados e republicanos radicais de plantão sabiam fazer como ninguém... Este foi o caso do Conselheiro Saraiva quando disse ao Imperador, lá em Petrópolis, que "o Reino de Isabel não era deste mundo", numa zombaria deselegante à fé que a Princesa nutria pelo cristianismo. Essa análise, que trata do contexto que envolveu os últimos tempos da Monarquia constam do livro "Dom Pedro II e a Princesa Isabel", publicação da Editora Lorenz.
Para os contemporâneos, especialmente os militares e fazendeiros, a compreensão de Isabel do próprio papel como governante do país seria inspirada pelo catolicismo ou então ela seria um mero fantoche nas mãos do marido. Esta postura era encampada por grande parte da imprensa:

(Isto leva a imprensa a publicar avaliações sobre a última regência de Isabel, sendo que estas são absolutamente contrastantes em alguns aspectos, dependendo da orientação política dos periódicos, ou totalmente coincidentes apesar dela.

A análise dessas avaliações nos levou a concluir que havia um consenso, ao menos na imprensa, de que o afastamento do Barão de Cotegipe, a escolha de João Alfredo e a abolição se fizeram por ação direta da Princesa, e que, estando D.Pedro II no trono, ela talvez não ocorresse naquela hora e muito menos da forma que foi feita, sem indenização.Isso é o provável motivo que, ao fim de sua regência, levava a imprensa abolicionista a exaltar seu ato e a não abolicionista a culpá-la pela sua insatisfação e pelas consequências que dela adviriam. No entanto, apesar ter suas virtudes e qualidades morais muitas vezes exaltadas, todos foram unânimes em considerar Isabel sem condições de governar,permanecendo a imagem de que a uma mulher cabe exercer seu papel exclusivamente na vida privada.Sua religiosidade e a ideia de que ela era facilmente influenciável,em especial por seu marido,também continuavam a aparecer para todos como um problema agravante. Um outro fator que ficava evidente era a debandada da classe agrária em direção ao movimento republicano e a organização deste, cada vez mais eficiente. Quando finda a terceira regência da Princesa, o republicanismo já havia se espalhado)

Em relação às afirmações da imprensa da época, dos primeiros republicanos e da unanimidade da historiografia brasileira, tanto positivista quanto marxista, até bem recentemente, podemos usar como contraponto a argumentação de Rachel Aparecida Bueno da Silva:

("Na verdade, passados mais de 100 anos da Proclamação da República, podemos nos questionar o quanto de ideológico existia nas colocações dos primeiros republicanos, imbuídos que estavam da vontade de consolidar um regime recém inaugurado e prover a devida justificativa teórica para a mudança da forma e do sistema de governo: de monárquico para republicano e de parlamentar para presidencialista.)

                                                                   Beatificação
Em outubro de 2011 foi oficialmente aberto o processo de beatificação da princesa, entregue ao cardeal arcebispo do Rio de Janeiro, D. Orani João Tempesta a pedido de monarquistas brasileiros ]. A justificativa para o pedido de beatificação de D. Isabel foi o de a princesa ter demonstrado durante toda sua vida uma profunda fé católica, além de ter sido a responsável pela libertação dos escravos no Brasil. O cardeal D. Orani prometeu levar o caso à arquidiocese de Paris, uma vez que a princesa viveu seus últimos anos e morreu na França. A Igreja investigará os diversos testemunhos de pessoas que dizem ter sido curadas por orações feita à princesa.

   Bibliografia LIVROS SOBRE ELA

ABRIL Cultural. Princesa Isabel. Coleção Grandes Personagens da Nossa História. São Paulo: Abril Cultural, s/d.
BARMAN, Roderick. Princesa Isabel do Brasil: Gênero e Poder no Século XIX. São Paulo: UNESP, 2005.
CANDEIAS, Nelly Martins Ferreira. Isabel e o fim do Império, disponível em: http://www.jbcultura.com.br/nelly/Princ_Isabel.pdf
CARVALHO, José Jorge, Inclusão étnica e racial no Brasil – a questão das cotas no ensino superior, São Paulo: Attar, 2005. 2ª edição: 2006.
CERQUEIRA , Bruno da Silva Antunes de (org.), D. Isabel I, a Redentora. Rio de Janeiro: 2006.
CHALHOUB, Sidney. Visões de Liberdade: Uma história das últimas décadas da escravidão na corte. São Paulo: Companhia das Letras, 1990.
DAIBERT JR., Robert. Isabel, a redentora dos escravos. São Paulo: Edusc, 2004
DAUNT, Ricardo Gumbleton, Devaneios de uma época imperial, Revista do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo,1970.
DEURSEN, Felipe Van. Isabel, a princesa brasileira. Revista Aventuras na História. São Paulo; Ed. Abril Cultural, maio de 2008.
FILGUEIRAS, Carlos A. L. - A Química na Educação da Princesa Isabel; Química Nova, Vol. 27, No. 2, 349-355, 2004; disponível on-line in: http://quimicanova.sbq.org.br/qn/qnol/2004/vol27n2/30-AG03120.pdf
LOVEJOY, Paul E. A escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2002.
MACHADO, Maria Helena. O Plano e o Pânico: Os Movimentos Sociais na Década da Abolição. Rio de Janeiro: Editora EFRJ, EDUSP, 1994.
MESQUITA, Maria Luiza de Carvalho - Quem tem medo do terceiro império ou por que não Isabel?(Simpósio de Política e Cultura da Universidade Severino Sombra – Vassouras), disponível em: http://www.uss.br/web/arquivos/textos_historia/Maria_Luiza_Quem_tem_medo_do_terceiro_imperio_ou_por_que_nao.pdf
NABUCO, Joaquim. O abolicionismo. Recife: Fundação Joaquim Nabuco /Massangana, 1988.
NEVES, Margarida de Souza. Uma escrita do tempo: memória, ordem e progresso nas crônicas cariocas, IN Antonio Candido, Crônica: o Gênero, sua Fixação e suas Transformações no Brasil, Campinas, Ed. da UNICAMP, Rio de Janeiro, Fundação Casa de Rui Barbosa, 1992.
SCHWARCZ,Lilia Moritz, As barbas do Imperador: D. Pedro II, um monarca nos trópicos. São Paulo: Companhia das Letras, 2ª ed., 2003
SILVA, Alberto da Costa e. A manilha e o libambo. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.
SILVA, Eduardo. As Camélias do Leblon e a Abolição da escravatura: uma investigação de História Cultural. São Paulo: Companhia das Letras, 2003.
SILVA, Rachel Aparecida Bueno - O projeto de construção da nação republicana na visão de Euclides da Cunha (tese de mestrado, UNICAMP, 2004), disponível em: http://libdigi.unicamp.br/document/
VIEIRA, Hermes. A Princesa Isabel no Cenário Abolicionista do Brasil. São Paulo: 1941
VIOLA, Paulo Roberto (org.). Bezerra de Menezes - O Abolicionista do Império. São Paulo: Ed. Lorenz, s/d.


O texto da Lei Áurea

A lei n.º 3.353, (cujo projeto de lei foi apresentado à Câmara dos Deputados por Rodrigo Augusto da Silva, ministro dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, deputado e depois senador [50]) de 13 de maio de 1888, que não previa nenhuma forma de indenização aos fazendeiros, dizia, na ortografia atual:
Declara extinta a escravidão no Brasil:
A Princesa Imperial Regente, em nome de Sua Majestade o Imperador, o Senhor D. Pedro II, faz saber a todos os súditos do Império que a Assembleia Geral decretou e ela sancionou a lei seguinte:
Art. 1.º: É declarada extinta desde a data desta lei a escravidão no Brasil.
Art. 2.º: Revogam-se as disposições em contrário.
Manda, portanto, a todas as autoridades, a quem o conhecimento e execução da referida Lei pertencer, que a cumpram, e façam cumprir e guardar tão inteiramente como nela se contém.
O secretário de Estado dos Negócios da Agricultura, Comércio e Obras Públicas e interino dos Negócios Estrangeiros, Bacharel Rodrigo Augusto da Silva, do Conselho de Sua Majestade o Imperador, o faça imprimir, publicar e correr.
Dada no Palácio do Rio de Janeiro, em 13 de maio de 1888, 67.º da Independência e do Império.
Princesa Imperial Regente.
Rodrigo Augusto da Silva
Carta de lei, pela qual Vossa Alteza Imperial manda executar o Decreto da Assembleia Geral, que houve por bem sancionar, declarando extinta a escravidão no Brasil, como nela se declara. Para Vossa Alteza Imperial ver. Chancelaria-mor do Império - Antônio Ferreira Viana.
Transitou em 13 de maio de 1888.- José Júlio de Albuquerque.

Aprovado com 85 votos favoráveis e 9 votos contrários na Câmara Geral (Câmara dos Deputados), e um contrário no Senado do Império, foi à sanção da regente Dona Isabel, em 13 de maio. A única alteração do projeto de lei do governo, feita pela Câmara Geral, foi introduzir no texto a expressão "desde a data desta lei", para que a lei entrasse em vigor imediatamente, antes de ser publicada nas províncias, o que costumava levar um mês, no mínimo.
Ficheiro:DiarioOficial escravidao35201.jpg
                                                                                                                      a carmelia branca o simbolo do movimento abulocionista

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publicado por duronaqueda às 09:31

O QUE E NAFITALINA?

Sexta-feira, 22.06.12
  Naftalina
O naftaleno, é um hidrocarboneto aromático cuja molécula é constituída por dois anéis benzénicos condensados. Apresenta a fórmula molecular C10H8. Possui uma Constante de Henry = 4,89.10-2 e Log Kow = 3,4. É uma substância cristalina branca, em forma de lâminas, volátil, com um odor degradante. e que arde com chama luminosa. Uma das suas formas químicas, o 2-metilnaftaleno pode ser utilizado para a produção de vitamina K.
       As Fontes

As possíveis fontes de Naftaleno encontra-se através de usinas petrolíferas petróleo - apenas em pequenas quantidades, razão pela qual se obtém por destilação do alcatrão da hulha, no qual está presente numa proporção de aproximadamente 7% - indústrias de tintas e resinas, pesticidas provenientes de indústrias e/ou áreas agrícolas, centros urbanos situados nas proximidades, queimadas, depósitos de resíduos tóxicos e outros  . Também se obtém naftalina a partir do reforming (modificação) catalítico de hidrocarbonetos alifáticos.
   Riscos

O Naftaleno não acumula na carne de animais e peixes, não prejudicando a alimentação dessas carnes, quando exposto aos animais que produzem leite, o composto acaba passando para o leite (leva-se em consideração também a produção de leite materno), o mesmo ocorre na produção de ovos. Pequenas porcentagens foram encontradas em amostras de peixes, crustáceos e moluscos quando a água apresenta alto nível de poluição  . A exposição a uma grande quantidade de Naftaleno pode danificar a produção de glóbulos vermelhos, com a diminuição da produção ocorre à queda de células vermelhas na corrente sanguínea, acarretando em anemia hemolítica. Essa anemia acaba por gerar outros problemas como: fadiga; falta de apetite; palidez ou coloração amarelada, inquietação, diarréia, sangue na urina e etc.  . A Agência Internacional para Pesquisas sobre o Câncer (IARC) concluiu que o Naftaleno é possivelmente um agente cancerígeno para os seres humanos, visto que existam poucas provas, mas existentes, que o Naftaleno provoque câncer em cobaias. Segundo a Agência de Proteção Ambiental (EPA) dos Estado Unidos, em 1986 o Naftaleno foi atribuido ao Grupo C: Carcinógeno – poderá causar câncer - Humano Possível.
Destino no Meio Ambiente

Após o lançamento (derramamento) do naftaleno, o composto em um solo arenoso, terá facilidade em infiltrar-se chegando às águas subterrâneas. Mas vale ressaltar que o naftaleno nos solos e sedimentos não possui grande afinidade (não se liga ao mesmo), exceto no arenoso. No solo, alguns microorganismos quebram naftaleno. Com isso, em contato com as águas subterrâneas tenderá dirigir-se a rios ou lagos, desaparecendo dentro de 2 semanas. Caso o produto permaneça na superfície, será destruído por bactérias ou evaporará no ar  . Por causa de sua pequena massa molecular podem ser volatilizados a partir da água dos sistemas naturais, como indicam as meias-vidas de volatilização da naftaleno de 0,4 a 3,2 h . Pelo fato do naftaleno não se ligar ao solo, o mesmo possui dificuldade no processo de infiltração. Além disso, os valores da meia-vida resultantes da biodegradação dos HPAs ligados a sedimentos dependem das condições de oxi-redução, mas estão compreendidos entre 0,3 e 129 dias para a naftaleno .    Transporte no Meio Ambiente

O naftaleno é transportado através da dissolução em água com uma solubilidade de 3,17.104 ug/L. No solo será apenas um intermédio, já que se torna fracamente ligado ao mesmo, sendo o tipo de solo independente nesse caso.
    Reações químicas, biológicas e fotoquímicas

O naftaleno ao sofrer uma oxidação energética produz a ruptura de um dos anéis aromáticos, formando novos componentes mais perigosos, podendo causar óbito. O composto sofre biorremediação aeróbia sob condições específicas com forte adsorção em subsuperfície   . A biorremediação pode ocorrer “on site” ou “ex situ”, quando o solo e/ou a água subterrânea são removidos e tratados em um sistema em separado (tanques de reação contínua ou reatores de fluidificação, por exemplo); respectivamente na própria área ou em uma instalação situada em um outro local. Interferem no processo as características do material a ser tratado, as características e concentrações dos contaminantes presentes e as condições do meio (temperatura, umidade, estrutura, pH, teor de oxigênio, teor de nutrientes)  . Os principais mecanismos de biotransformação de contaminantes orgânicos em água subterrânea são efetuados nos biofilmes, que são bactérias e polímeros extracelulares aderidos à subsuperfície e que obtém energia e nutrientes durante o fluxo da água subterrânea. A estrutura química dos poluentes orgânicos tem uma profunda influência na habilidade dos microrganismos metabolizarem estas moléculas, especialmente com respeito às taxas e extensão da biodegradação. Alguns compostos orgânicos são rapidamente biodegradados enquanto outros são recalcitrantes (não biodegradáveis) 
Considera-se a naftalina como um híbrido de ressonância de três estruturas canónicas.
Esta sofre facilmente reacções de substituição eletrofílica, principalmente na posição alfa que é a mais reactiva, nomeadamente reações de nitrificação, bromação, sulfonação e acidificação.
Por hidrogenação catalítica com níquel a 140-160 °C e a 30 atmosferas origina o 1,2,3,4-tetra-hidronaftaleno ou tetralina, cuja reacção em condições mais fortes conduz à formação de per-hidronaftaleno ou decalina.
A oxidação catalítica da naftalina com pentóxido de vanádio transforma-o em anidrido ftálico, importante matéria-prima na síntese de poliésteres.
                                                                              Outros produtos

A naftalina usada antigamente como agente antitraça, é um composto de partida para a produção de muitos produtos químicos, como por exemplo o ácido ftálico, corantes, plásticos, solventes e derivados halogenados da naftalina (insecticidas, fungicidas e impregnantes para madeira).
          Casos de Contaminação

Na manhã do dia 16 de março de 1978, a máquina que dirigia o petroleiro Amoco Cadiz sofreu um dano na entrada sul do canal da Mancha. Depois de diversas tentativas de reboque, o petroleiro gigante encalhou em um banco de areia diante de Portsall, na região francesa da Finisterra. E foi assim que 227 mil toneladas de petróleo acabaram ficando imobilizadas a menos de 3,6 km da costa. A partir das primeiras horas do dia 17 de março, o petróleo vazou, formando uma mancha de 6,5 km de raio. No dia 20 de março, a mancha principal media 16 km de largura por 72 km de comprimento, enquanto a poluição costeira se estendia de Aber Ildut, um estuário, até a ilha Vierge, chegando à comuna de Roscoff no dia 21 e depois se estendendo da ilha de Batz à ilha de Bréhat no dia 23 . Vinte e um anos mais tarde, em 12 de dezembro de 1999, o petroleiro Erika, em rota na baía de Biscaya, enviava um sinal de emergência em meio a uma tormenta, porque estava se rompendo. Depois de a parte frontal já ter afundado, o navio rebocador de alto-mar Abeille Flandre tenta puxar sua parte de trás, mas esta começa a vazar no início da tarde do dia 13. Fracionado a uma infinidade de pequenas manchas, o óleo levou diversos dias para atingir a costa, que acabou poluída da Finisterra à Vendéia. Na Bretanha e em toda a França, milhares de voluntários se mobilizaram durante meses para limpar as praias. E mesmo após o trabalho ser finalizado, o impacto ecológico profundo dessas catástrofes sobre o litoral, sua fauna e sua flora permaneceu uma questão em aberto. Hoje, porém, o programa de estudos sobre a maré negra do Erika se encerrou: o óleo pesado e tóxico desse pequeno petroleiro perturbou muito o ecossistema litoral, mas pouco o ecossistema submarino, enquanto aconteceu em grande medida o contrário com o óleo leve do gigante Amoco Cadiz. Um balanço ecológico dessas duas catástrofes pode esclarecer a causa dessas diferenças. A poluição causada por uma maré negra evolui em três fases.
D
urante a fase de extensão, ela se espalha tanto superficialmente como em profundidade. É nessa fase, que dura cerca do dobro do tempo de derramamento, que os organismos marinhos são envenenados ou mortos. Vem em seguida a fase de estabilização, na qual a toxicidade dos diferentes elementos atingidos (água do mar, sedimentos, leitos, organismos vivos etc.) desaparece. Essa fase dura de alguns meses a mais de um ano, de acordo com a composição física e química do bioma. Por fim, na fase de recolonização, as populações destruídas se reconstroem progressivamente. Marcada por diversos episódios, essa última etapa se estende por cerca de dez anos nas latitudes européias. A amplitude da devastação acompanhou a quantidade e a natureza do petróleo bruto derramado: 227 mil toneladas de petróleo das variedades Arabian light e Iranian light foram encontradas no mar. Esses dois óleos brutos leves e voláteis continham 34% de hidrocarbonetos de um, dois ou três núcleos aromáticos (benzeno, fenantreno, dibenzotiofeno e naftaleno, este último o principal) e, portanto, uma grande proporção de hidrocarbonetos solúveis e tóxicos. Enfim, cerca de 360 km de costa foram poluídos, de modo descontínuo, entre a falha de Talbert, a leste, e a baía de Audierne, a oeste . As operações de limpeza, entre abril e setembro de 1978, extraíram mais de 100 mil toneladas de detritos sólidos e emulsões, uma mass.
com mais 20 mil a 25 mil toneladas de petróleo puro. A limpeza, sobretudo a passagem das máquinas, degradou os solos e a vegetação dos sítios litorâneos. De 1974 a 1978, os biólogos acompanharam as populações em zonas específicas de observação, uma em zona intermareal (sobre praias de areia fina e em areias da embocadura dos estuários de Aber Wrac'h e Aber Benoît) e outra em zona submareal (a 17 metros de profundidade nas areias finas da baía de Morlaix). Todos os resultados indicam que, nas praias, onde o teor residual de hidrocarbonetos atingia ainda 1.000 ppm (partes por milhão) um ano após o naufrágio, a fauna de substituição constituída de espécies oportunistas regressou a partir da primavera de 1979. Para obter esses resultados, três indicadores globais foram definidos e acompanhados regularmente: o número total de espécies, sua abundância (o número de indivíduos por metro quadrado) e a biomassa total. Ao longo dos anos de 1978, 1979 e 1980, o número total de espécies da macrofauna aumentou regularmente (passando de 0 a 22), o que correspondeu à primeira fase da recolonização. Esse número diminuiu ao longo do inverno europeu de 1980-1981 (ficou em 16), e depois cresceu novamente por três anos, para atingir uma quantidade alta (até 36) e reencontrar, a partir de 1984-1985, em média 20 espécies, com uma leve variabilidade sazonal. A abundância passou pelas mesmas fases: após o período de recolonização de 1978 a 1980, o mínimo que sobreveio durante o inverno de 1980-1981 foi seguido de uma nova fase de colonização.
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