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Morte*POEMA)

Domingo, 16.09.12
A. G.

Morte

Silenciosa madona da tristeza,
A morte abriu-me as catedrais radiosas,
Onde pairam as formas vaporosas
Do país ignorado da Beleza.

Num dilúvio de lírios e de rosas,
Filhos da luz de uma outra Natureza,
Que entornavam no espaço a sutileza
Dos incensos das naves harmoniosas!
Monja de olhar piedoso, calmo e austero,
Que traz à Terra um tênue reverbero
Da mansão das estrelas erradias...

Irmã da paz e da serenidade,
Que abriu meus olhos na Imortalidade,
À esperança de todos os meus dias!

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publicado por duronaqueda às 10:46

JESUS (POEMA)

Domingo, 16.09.12
ALBERTO DE OLIVEIRA
Jesus - Ajuda e passa - Do último dia.

       FLUMINENSE, nascido em Palmital de Saqüare­ma, em 1859, e falecido em Niterói, em 1937. Farmacêutico, dedicou-se principalmente ao Magistério. Membro fundador da Academia Brasileira de Letras, parnasiano de escol, foi tido como Príncipe dos Poetas de sua geração.

Jesus

Quanta vez, neste mundo, em rumo escuro e incerto,
O  homem vive a tatear na treva em que se cria!
Em torno, tudo é vão, sobre a estrada sombria,
No pavor de esperar a angústia que vem perto!...

Entre as vascas da morte, o peito exangue e aberto,
Desgraçado viajor rebelado ao seu guia,
Desespera, soluça, anseia e balbucia
A suprema oração da dor do seu deserto.
Nessa grande amargura, a alma pobre, entre escombros,
Sente o Mestre do Amor que lhe mostra nos ombros
A grandeza da cruz que ilumina e socorre;

Do mundo é a escuridão, que sepulta a quimera...
E no escuro bulcão só Jesus persevera,
Como a luz imortal do amor que nunca morre.

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publicado por duronaqueda às 10:36

PARABOLA DA TORRE

Domingo, 16.09.12

 PARABOLA DA TORRE
(Lucas, capítulo 14º, versículos 28 a 30)

       Certa vez, um fazendeiro quis construir uma tor­re, a fim de defender sua propriedade. Assim se fazia antigamente, nos tempos de Jesus. No alto da torre ficavam os vigias; a torre tinha outras utilidades também.
       Vários amigos o animaram na construção da pequena fortaleza. Dizia-lhe um, muito animado, que começasse imediatamente a lançar os alicerces.
       Outro companheiro, também muito otimista, lhe disse que nada deveria temer, pois quem muito pensa e muito teme nada consegue fazer.
       Outro amigo, igualmente entusiasmado, o ani­mou a iniciar logo a construção da torre, afirmando-lhe que o ajudaria com o trabalho e lhe daria uma parte das pedras necessárias.
       O fazendeiro, porém, não começou logo a cons­truir a torre. Pensou primeiro e primeiro fez o cálculo das despesas da construção. Procurou saber, antes de tudo, o preço das pedras, dos tijolos e de todo o material necessário para a edificação da sua peque­na fortaleza. Buscou saber, também, quanto teria que pagar aos operários e ao mestre construtor, que era um arquiteto estrangeiro. Depois de tudo exa­minar com cuidado e exatidão, depois de verificar que as despesas estavam ao seu alcance, resolveu contratar os trabalhadores, comprar o material e iniciar as obras.
       Os amigos criticaram o fazendeiro pela sua de­mora. Mas, ele lhes explicou que tudo na vida tem um preço. E que ele, para ser honesto, só poderia fazer o que fez: calcular primeiramente as despesas da construção, a fim de não dar prejuizo a ninguém.
— Meus amigos — disse o fazendeiro — eu sou um homem de responsabilidade. Não posso preju­dicar a ninguém e tendo de zelar pela honra de meu nome. Se eu começasse a construção da torre sem fazer os cálculos que fiz, poderia não ter recursos para terminar a obra e todos zombariam de mim. Diriam: “Este homem começou a edificar e não pôde acabar”. E que significaria isso, se tal acontecesse? Todos diriam que eu sou um homem sem juízo, que se pôs a fazer o que não podia, causando prejuízo aos outros. Mas, graças a Deus, não procedi assim; fiz os cálculos, vi que poderia construir a torre e... ei-la pronta!
O fazendeiro mostrou, então, a bela torre aos seus amigos animados, mas, apressados. Todos fica­ram muito contentes, porque a pequena fortaleza poderia defender com segurança as propriedades do sábio e honrado fazendeiro. Além disso, seus amigos compreenderam a grande lição...

*

Que grande lição é esta. querida criança?
E a seguinte: todas as coisas, neste mundo e na Eternidade, têm um custo exato. Tudo tem seu preço na vida. Preço material,representado pelo valor em dinheiro, ou preço espiritual, que significa outro va­lor — valor moral —, diante de Deus.
Compreende bem isso, filhinho? Veja, então:
você sabe o preço de seus livros, sabe o preço do sorvete, sabe o custo da bola e do lápis. Todas essas coisas têm um custo. Se você quer um sorvete, tem que saber primeiro se pode pagar o custo dele. Se pode, você o compra. Antes de comprar a bola, você busca saber quanto ela custa, se você possue o di­nheiro suficiente, você pode adquiri-la.
Assim também, querida criança, são os valores espirituais para quem quer seguir a Jesus. Se você quer ser bom, se quer ser honesto e digno, se quer ser um verdadeiro discípulo do Evangelho, você tem que “pagar” alguma coisa por isso. Mas, não é pagar dinheiro. O dinheiro não compra virtudes.
As virtudes, os valores morais, as qualidades superiores da alma são conquistadas pelo esforço no bem, com a renúncia do mal. Eis ai o preço: você tem de se esforçar muito e abandonar tudo que prejudica seu progresso espiritual.
Se você der todas as suas forças para tornar-se bondoso, honesto, cumpridor dos seus deveres; aban­donando os maus costumes, os vícios, não acompa­nhando os maus exemplos, você estará construindo sua torre (que significa seu valor moral, o aperfei­çoamento espiritual).
Para sermos cristãos verdadeiros, filhinho, épreciso que paguemos o preço do esforço e da renún­cia. Esforço no caminho do bem e renúncia de tudo que prejudica nosso espírito.
Examine sua alma. Pense no que você é. Faça os cálculos de seus valores morais e de seus defeitos, tal como fez o construtor da torre. Analise, num exame de consciência, seu próprio espírito, filhinho. Faça isso sinceramente. Pergunte a você mesmo:
— Gosto mais de estudo ou da vadiagem?
— Gosto mais das coisas de Deus ou das inuti­lidades do mundo?
— Quero ser mesmo um seguidor de Jesus? Ou tenho ambições de grandeza terrena?
— Sou honesto nos meus negócios ou não me incomodo de prejudicar os outros?
        - Sou vingativo ou perdoador? Sincero ou men­tiroso? Obediente ou rebelde? Humilde ou orgu­lhoso? Cumpridor das minhas tarefas ou preguiço­so? Reconhecido aos meus benfeitores ou ingrato?
        Se você reconhece que ainda é um menino que tem muitos defeitos, procure corrigir-se, filhinho. Renuncie ao mal, abandone o que mancha sua alma, largue o que impede seu progresso, recuse o que ofen­de a Deus e a consciência. Com seu esforço, “compre” no Evangelho os bens materiais de construção, as “pedras” do bem e da sabedoria de Jesus. Proceda como o fazendeiro da parábola e você edificará uma torre de virtudes no seu coração.
       Tenha a certeza de que Jesus, que é o Mestre Construtor de nossas vidas, abençoará seu esforço no bem e sua renüncia ao mal. E ajudará sua alma. Sua torre espiritual será, para sempre, a poderosa fortaleza de seu Espírito.

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publicado por duronaqueda às 10:31

PÁRABOLA DA DRACMA PERDIDA

Domingo, 16.09.12

PÁRABOLA DA DRACMA PERDIDA

(Lucas, capítulo 15º, versículos 8 a 10)

       Uma pobre mulher tinha dez dracmas. Era toda a sua riqueza...
       A dracma era uma pequena moeda grega, que tinha valor também na terra de Jesus, pois muitos filhos da Grécia lá viviam e usavam essa moeda.
       A pobre mulher possuia dez moedinhas gregas.
       Guardava-as com cuidado, pois era zelosa de seus deveres e aquela pequena quantia estava destinada ao pagamento de suas despesas no lar.
       Ela não ficou sabendo como, mas, a verdade éque, quando abriu o cofrezinho, onde guardava o dinheiro, só encontrou nove moedas. Para onde teria ido a que faltava?
       Acendeu a candeia de barro e procurou-a em sua casinha. Remexeu as roupas, arrastou a pequena mobília e buscou a vassoura. Varreu toda a casa, em busca da moedinha que lhe era tão útil e necessária. Finalmente, depois de muito procurar e muito varrer, encontrou sua dracmazinha perdida.
       Que alegria! Agora poderia pagar todas as suas pequenas dívidas... Não estava mais preocupada: achou sua moedinha desaparecida e novamente a colocou junto das outras nove, na caixinha de ma­deira.
       Ficou tão contente com o encontro, que contou o caso às suas amigas vizinhas que também eram po­bres, e para quem uma pequena moeda fazia igual­mente muita falta.
       E dizia às suas vizinhas:
       - Minhas amigas, alegrem-se comigo, porque achei a minha dracma que se havia perdido.
Assim também — diz Jesus no Evangelho — há muita alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende dos erros cometidos.

*

Esta parábola, filhinho, como as duas anteriores — do Filho Pródigo e da Ovelha Desgarrada — tam­bém quer levar nossa alma ao arrependimento de nossas faltas. A história nos mostra que existe um Deus de Bondade que quer salvar-nos de nossos erros e pecados.
Se uma pobre mulher, ao perder uma pequena moeda, se esforça para encontrá-la e não descansa enquanto não a acha, também Deus, meu filho, nos procura, sem cessar, nos quartos escuros de nossas vidas. Também Deus acende uma candeia e nos ilu­mina, pois, nós somos Suas “dracmas perdidas”. Ele quer encontrar-nos, Ele nos quer para Si Mesmo, para o seu Reino, para a Felicidade Eterna que nos reserva.
É por isso, filhinho, que o Céu tanto se preocupa em iluminar a Terra. É por isso que Deus possui um imenso exército de Benfeitores Celestiais — que são os Bons Espíritos, os Espíritos da Luz e do Bem —que, incessantemente, nos inspiram seus bons pen­samentos, ajudando-nos sempre e ensinando-nos a Vontade Divina em suas mensagens.
Os Benfeitores Espirituais são como que as can­deias de Deus. E nós as dracmas perdidas. Nós esta­mos no chão, na poeira de nossos erros, longe da Luz e da Verdade. Mas, os Benfeitores Espirituais, as candeias de Deus, nos iluminam. Se nós nos entre­garmos em suas mãos, se aceitarmos sua Luz e nos arrependermos sinceramente de nossas faltas, eles nos tomam sob sua guarda — eles nos “acham”— e se alegram muitissimo com a nossa regeneração. Há, então, muita alegria no Céu, entre nossos Benfeitores Espirituais, porque nossas almas sairam da es­curidão do erro, aceitaram a Luz da Verdade e voltaram para as mãos de Deus.
Que você, querida criança, pense bem, medite sinceramente sobre esta parábola. Se você se sente uma “dracmazinha perdida” (isto é,se você reconhe­ce seus defeitos e imperfeições), não se esconda da Luz da Verdade, que está em Jesus Cristo. Deixe que os Mensageiros Divinos, que são as Lâmpadas do Céu, “achem” você, para fazer de sua alma arrepen­dida uma alma pura, bondosa e obediente a Deus.
Se você proceder assim, dará muita alegria a eles e será imensamente feliz.

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publicado por duronaqueda às 10:26

brinquedos de terror

Domingo, 16.09.12













































































































































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publicado por duronaqueda às 00:57

brinquedos de terror

Domingo, 16.09.12













































































































































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publicado por duronaqueda às 00:57