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biografia Tostão(jogador)

Terça-feira, 18.09.12

   Tostão

Eduardo Gonçalves de Andrade, conhecido como Tostão (Belo Horizonte, 25 de Janeiro de 1947), é um ex-futebolista brasileiro. É considerado um dos grandes jogadores do futebol nacional e internacional.
Infância e Juventude

Ganhou o apelido de Tostão ainda criança. Quando tinha sete anos, foi “convocado” para reforçar o time de várzea do bairro que enfrentaria os garotos do Atlético-MG. Ele só entrou no segundo tempo e parecia sumir no meio de meninos de 12, 15 anos. O garotinho marcou um gol e saiu carregado nos braços pelos companheiros.
Havia Toró e havia Tostão. Quem assistia às peladas no IAPI, um conjunto habitacional próximo ao centro de Belo Horizonte, garantia que o primeiro era o melhor. Mas envergonhado por ser portador de vitiligo, uma doença que provoca manchas na pele, ele se recusava e vestir um calção. Desistiu da bola. O companheiro, não. O time era Associação Esportiva Industriários Como era o mais mirrado e o mais novo do time, ganhou o apelido de Tostão (a moeda já era bem desvalorizada na época) e foi escolhido para jogar na ponta-esquerda, onde se especializou em chutar exclusivamente com a canhota. Um acidente aos 6 anos com uma das unhas do pé direito, impedia Tostão de chutar com o pé destro. O trauma foi superado somente 13 anos mais tarde na Seleção Brasileira onde o preparador físico Paulo Amaral o convenceu a treinar diariamente 200 chutes com a direita, para se tornar um meia completo.

    Carreira

Tostão iniciou sua carreira no futebol de salão do Cruzeiro em 1961. Em 1962, com quinze anos e ainda no Cruzeiro, Tostão foi para a equipe júnior de futebol de campo.No mesmo ano, o América Mineiro contratou o jogador que jogou apenas um ano no clube do coração dos seus pais.Em 1963, Tostão voltou ao Cruzeiro, clube que o projetou para o Brasil e o mundo. O então diretor Felício Brandi chegou atrasado mais de uma hora ao próprio casamento só para concluir a contratação de Tostão.Daí engrenou na carreira formando o famoso tripé com Wilson Piazza e Dirceu Lopes.
Foi recolhido o seu talento, quando ao lado de Dirceu Lopes, com quem formou uma das duplas de maior talento no futebol brasileiro de todos os tempos.No ano de 1966, o Cruzeiro bateu o maior Time de Todos os Tempos, o Santos Futebol Clube, Bi-campeão da Copa Libertadores e do Mundo (1962/1963) e atual penta-campeão da Taça Brasil, que contava com nada mais, nada menos do que Pelé, Pepe, Mauro, Zito, Mengálvio, Gilmar, Coutinho e outros grandes jogadores.O Cruzeiro era um time de garotos, que além de Tostão contava com Dirceu Lopes, Wilson Piazza, Raul Plassmann, Natal, entre outros.
Foi a noite mais mágica que o Gigante da Pampulha já teve.

A maior partida da história do Cruzeiro e que fez com que ele hoje tenha essa grandeza. O time Celeste deu simplesmente um show no Santos, terminando o primeiro tempo em 5 a 0 para o Cruzeiro, comandado por Tostão e Dirceu Lopes. A partida foi encerrada em 6 a 2 para os mineiros, a derrota mais humilhante que o até então imbatível time da Vila Belmiro havia sofrido.Após a partida tiraram uma foto com uma coroa na cabeça de Tostão e que depois saiu em um jornal com o título: "O Novo Rei", uma vez que Pelé era o Rei do Futebol e havia perdido a partida, porém Tostão não aceitou o status, afirmando que o Pelé realmente era o Rei. Mas é indubitável o quão grande era a qualidade de Tostão, quem ousaria afirmar a existência de um novo Rei do Futebol com Pelé ainda em atividade.
Mesmo assim, Tostão era conhecido internacionalmente como o "Rei Branco" Futebol, já que Pelé era o "Rei Negro". Uma semana depois, o jogo de volta no Pacaembu, o Santos abriu 2 a 0 e os paulistas esperavam que a goleada fosse devolvida. No intervalo o presidente do Santos já tentava marcar o terceiro jogo que seria realizado no Maracanã.

O Cruzeiro voltou motivado, e partiu pra cima. O nosso eterno craque perdeu um penalty e não se abateu, pelo contrário, jogou ainda com mais gana, marcou um gol épico de falta que deu início à reação,Logo depois, Dirceu Lopes empatou a partida (o empate já era o suficiente para o título),o incrível após o gol, o Santos não esboçou nenhuma reação. O Cruzeiroo é que continuou atacando. E o terceiro gol veio para coroar uma reação sensacional e fechar com chave de ouro uma campanha maravilhosa. Hilton Oliveira tocou para Tostão driblar vários adversários e entregar limpinha para Natal que livre, apenas encostou para fazer Cruzeiro 3 a 2 Santos. Foi uma alegria indescritível. O Cruzeiro era campeão brasileiro com duas vitórias sobre o melhor time do mundo,Tostão que tinha sido um dos responsáveis pelo titulo não esquece aquele jogo no Pacaembu. O Cruzeiro elevava o nome de Minas Gerais, que agora contava com um time que passou a ser respeitado internacionalmente pelo seu feito e também perdia o seu caráter provinciano com a construção do Mineirão e com o título da Taça Brasil.
Mesmo atuando no meio de campo, com a responsabilidade de armar as jogadas para os atacantes, Tostão é o maior artilheiro da história do Cruzeiro, com 249 gols.  Estabeleceu marcas no Campeonato Mineiro, quando sagrou-se o goleador por quatro edições seguidas: em 1965, 1966, 1967 e 1968. Foi ainda o artilheiro da última edição da Taça de Prata, em 1970.

Tostão fez sua última partida oficial pelo Cruzeiro jogando com a camisa 7 contra o Nacional de Uberaba, nesta cidade, em abril de 1972, pelo campeonato mineiro, que apontou o resultado final de 2x2.
O Mineirinho de ouro, como foi apelidado, integrou o mítico ataque da seleção que conquistou o tricampeonato mundial em 1970, transferiu-se do Cruzeiro para o Vasco em Abril de 1972, na maior transação envolvendo clubes brasileiros até aquela época. Como jogador do Vasco, naquele mesmo ano, sagrou-se campeão da Minicopa pelo Brasil. A contratação de Tostão foi o símbolo do início de uma nova fase no Vasco, que passava por uma crise, e empolgou a torcida. Infelizmente, os vascaínos não puderam contar por muito tempo com seu futebol brilhante e inteligente.Em fevereiro do ano seguinte, após um amistoso do Vasco com o Argentinos Juniors, Tostão anunciou o final de sua brilhante carreira, com 26 anos. Uma inflamação na retina operada no jogo entre Vasco e Argentinos Juniors levou o jogador novamente a Houston e foi impedido de jogar com o risco de ficar cego. Um ano após chegar ao Vasco, abandona o futebol prematuramente. Tostão marcou seu último gol no dia 10 de fevereiro de 1973, contra o Flamengo. Dezessete dias depois, dá adeus ao futebol, após enfrentar o Argentino Juniors.
Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Seleção Brasileira, em 1968
Da esquerda para a direita, em pé: Carlos Alberto Torres, Sadi, Cláudio, Joel, Denílson e Jurandir. Agachados: Paulo Borges, Gérson, Jairzinho, Tostão e Edu. Foto enviada por Renato Meneses Fernandes

   Seleção Brasileira
Estreou na Seleção Brasileira no dia 15 de maio de 1966, em amistoso no Morumbi, contra o Chile, no empate de 1 a 1.
O técnico era Vicente Feola. Aos 19 anos, em 1966, ele foi um dos 47 convocados para a seleção brasileira que se preparava para a Copa do Mundo da Inglaterra. Conquistou uma vaga entre os 22 e atuou apenas uma vez naquele Mundial relâmpago para o Brasil. O Brasil perdeu de 3 a 1 para a Hungria, em Liverpool, com gol dele. Foi um dos poucos que se salvaram da fracassada participação na Inglaterra.
Em 1969, ao lado de Pelé, levou o Brasil à classificação para o Mundial do México. Tostão foi o artilheiro das eliminatórias com 10 gols. A imprensa já o batizava de vice-rei. Tostão foi além das montanhas de Minas.Foi reserva de Pelé em alguns jogos em 1968, sob a direção de Aymoré Moreira. No ano seguinte, sob o comando de João Saldanha, virou o último parceiro de rei com a camisa amarela, 1969 foi o ano de sua consagração, Com dez gols, além de artilheiro, foi o craque das eliminatórias que classificaram o Brasil para o México.O próprio Brasil deve a ele, Pelé, Gérson e Jairzinho o tri de 1970.
Na Minicopa, meses depois, faria seus últimos jogos pela seleção. No início de 1973, novo exame com o doutor Moura em Houston poria fim a sua carreira. O médico o aconselhou a parar, sob o risco de perder a visão.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Em 1966
Concentração da Seleção Brasileira na bela cidade de Teresópolis, no Rio de Janeiro. O primeiro é Tostão e o terceiro é Alcindo. Foto; arquivo pessoal de Valdir Joaquim de Moraes

Com apenas 26 anos, o tímido gênio que encantara personagens como Stanley Matthews, Ferenc Puskas, Alfredo di Stéfano e o escritor Hugh Mc’Ilvaney, que fora tema do filme Tostão, a fera de ouro, de Ricardo Gomes Leite, e da música O jogo, de Pacífico Mascarenhas, saia de cena discretamente, sem festa e sem jogo de despedida, com a mesma elegância com que desfilava pelo IAPI ao lado de Toró, o craque que não foi.
Pelo Seleção Brasileira fez,65 (55 oficiais) jogos, 36 gols. Ainda com menos de 20 anos disputou 8 jogos pela Seleção Brasileira, sendo 1 jogo não oficial, e marcou 7 gols.Seu último jogo pela Seleção foi na decisão da Taça Independência, em 1972, na decisão do torneio – Brasil 1 x 0 Portugal, gol de Jairzinho.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Seleção Brasileira, no estádio do Morumbi, em julho de 1971
Da esquerda para a direita, em pé: Zé Maria, Felix, Brito, Piazza, Clodoaldo e Everaldo. Agachados: Mário Américo, Zequinha, Gérson, Tostão, Pelé, Rivellino e Nocaute Jack. Foto: Reprodução da revista Manchete

   Deslocamento de retina
Corria o ano de 1969, ano em que se tornou titular na Seleção, a Seleção Brasileira está jogando um amistoso com os Milionários, em Bogotá, preparando-se para enfrentar a Colômbia pelas eliminatórias da Copa do Mundo poucos dias depois. Era o dia 1. º de agosto. Tostão, um dos maiores craques que o futebol mundial conheceu, domina a bola, mas não consegue evitar o choque com o zagueiro Castaños. E machuca o olho esquerdo, para preocupação de todos os amantes do futebol-arte.
No dia 24 de setembro de 1969, outro lance viria a dividir a carreira de Tostão. Jogava Cruzeiro e Corinthians, pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa, no Pacaembu, à noite. Tostão recebe o impacto de uma bola chutada pelo zagueiro Ditão de raspão no mesmo olho esquerdo. Sofre deslocamento de retina do mesmo olho esquerdo. A torcida, de Norte a Sul, acompanha sofrido o drama de um craque genial. Do craque e do cidadão Eduardo Gonçalves de Andrade, às vésperas do Mundial do México 1970. Dia 2 de outubro de 1969, Tostão é submetido a uma cirurgia, em Houston (Estados Unidos), pelo médico Roberto Abdalla Moura, no Hospital Metodista de Houston.
Todos torciam para sua recuperação,um jovem de 22 anos, inteligente, culto, leitor de autores incomuns as seus companheiros de profissão, ligado nos acontecimentos do mundo, fã de dom Helder Câmara, preocupado com as injustiças sociais, defensor da liberdade e da democracia, temas nada afetos ao universo do futebol. Saldanha caiu na seleção, deu o lugar a Zagallo. Este não acreditava na recuperação do craque mineiro, que era liberado para voltar às atividades a três meses da Copa. O médico Lídio Toledo, também não. Mas, não se sabe se por feeling, pela velha estrela, por superstição, o fato é que Zagallo deu todas as chances a Tostão.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Cruzeiro x Bahia
Tostão e Aylton Rocha. Foto enviada por Aylton Rocha Júnior

Às vésperas do embarque, o craque reassumiu seu lugar no time, ao lado de Pelé. E a dupla atuou as seis partidas da epopéia do tricampeonato mundial. No dia seguinte a cada jogo, o doutor Moura era personagem de uma operação sigilosa que o levava à concentração brasileira, para examinar o olho esquerdo que mais preocupava o Brasil. Mesmo com todo risco e com desconfiança dos dirigentes, com a camisa 9 Tostão disputou a Copa de 1970 e volta do México com seu mais importante título: tricampeão mundial. Quem não se lembra da jogada genial na partida contra a Inglaterra, quando driblou vários adversários e originou o gol da vitória, feito por Jairzinho. Fez ainda dois gols contra o Peru naquele Mundial. Boa parte da crítica européia o apontou como o maior craque do Mundial.
Afinal, disputar uma Copa sem o talento inigualável de Tostão seria um risco muito grande. Por força de um sopro dos deuses da bola, Tostão venceu todos os obstáculos e foi ao México, onde desfilou jogo após jogo, toda a sua arte. De seus pés – e de seu cérebro – surgiram jogadas empolgantes e gols decisivos. E Tostão, que por pouco não foi à Copa, acabou-se transformando em um dos heróis da conquista do tricampeonato mundial pelo Brasil. Para a imprensa européia, foi o melhor jogador da Copa.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Nos braços do Povo!
Na estação ferroviária de Belo Horizonte, nos "braços do povo", o atacante Tostão, a frente de dois senhores de óculos no centro da imagem e veja também o "grandalhão" Procópio, de jaqueta sorrindo ao léu. Crédito da foto: Levi dos Santos Xavier

 Pós carreira
Em 1975, passou nos vestibulares da Faculdade de Ciências Médicas e da Escola de Medicina da UFMG. Optou pela segunda e formou em medicina (clínica geral) em 1981.Dr. Eduardo se recolheu a uma vida simples, tipicamente mineira, ao lado de sua mulher e seus filhos, deixando o Tostão para ser – com muita justiça – idolatrado pelos torcedores que jamais esquecerão a sua imagem.
Voltaria ao futebol na década de 90, principalmente em 1994, após a Copa de 1994, como comentarista esportivo e colunista de várias televisões e jornais.Em 1993 consta que Tostão era médico e professor da Faculdade de Ciências Médicas e recebeu uma homenagem pelos seus feitos no Cruzeiro.Em 1997, com 50 anos, médico e comentarista de futebol, Tostão reencontra agora um novo prazer na vida: escrever. Tostão escreveu o livro de memórias “Lembranças, Opiniões e Reflexões sobre Futebol”, pela editora DBA de São Paulo, lançado nacionalmente 23 de agosto.
Um ídolo para todas as idades. Para chegar a esta condição, o ex-atacante esbanjou talento pelos gramados de Minas e do mundo.Com ele, o Cruzeiro acumulou títulos e prestígio internacional.
Tostão ficou marcado ao longo de sua carreira pela sua visão de jogo, com passes explêndidos deixava os atacantes em excelentes condições para marcar. Possuía toques sutis, inteligência notável para se deslocar e armar o jogo, um gênio do futebol mundial. Mesmo jogando no meio-campo para municiar os atacantes, era também artilheiro, possuía a capacidade de dar o drible curto contra o adversário com facilidade, tinha uma visão de jogo ímpar, foi um dos melhores cobradores de falta do Cruzeiro, também treinava sozinho após os treinos do Cruzeiro, para se aperfeiçoar e corrigir defeitos.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Quarteto fantástico!
Foto histórica na estação ferroviária de Belo Horizonte. O trio de ouro da Raposa: da esquerda para a direita, Nicola Calichio, à época diretor-financeiro do Cruzeiro, em pé, nas janelas Dirceu Lopes, Piazza e Tostão. Crédito da foto: Levi dos Santos Xavier

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Descanso na ferrovia!

Jogadores que mudaram a história do Cruzeiro, sentados no vagão de descanso, "mitos" cruzeirenses, do lado direito, Tostão e do esquerdo, Piazza e Dirceu Lopes. Crédito da foto: Levi dos Santos Xavier

            Titulos

Seleção Brasileira
 Copa do Mundo: 1970
  Copa Rocca: 1971
 Taça Independência: 1972
Cruzeiro
 Campeonato Brasileiro: 1966
 Campeonato Mineiro: (1965,1966,1967,1968,1969)
Torneio Início de Minas Gerais1966
Demais torneios e taças
 Torneio de Djacarta (IND): 1972.
 Torneio Hong Kong (CHI): 1972.
 Taça Miller (EUA): 1972
Torneio Tailândia (THA): 1972
Torneio do Governador (BA): 1971
 Torneio 11 de Outubro (PAN): 1971.
 Torneio de Caracas (VEN): 1970
 Torneio José Guilherme (BRA): 1970
 Torneio do México (MÉX): 1967
 Torneio Quadrangular (BRA): 1966
 Taça Rio Branco (URU): 1966
Torneio de Barbacena (MG): 1965
Torneio Mário Coutinho (MG): 1965
Torneio do Bispo (MG): 1965
Torneio Natalino Triginelli (MG): 1965
Taça Guilherme de Oliveira (DF): 1964
Torneio de Barbacena (MG): 1964

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Na janelinha do Trem, o craque Tostão, na estação ferroviária de Belo Horizonte, pronto para embarcar com o seu Cruzeiro para jogar na região centro-oeste brasileira. Crédito da foto: Levi dos Santos Xavier

   Artilharia

 Campeonato Mineiro : 1965
 Campeonato Mineiro : 1966
 Campeonato Mineiro : 1967
 Campeonato Mineiro : 1968
 Campeonato Brasileiro: 1970 - (12 gols)
 Eliminatórias Copa do Mundo: 1970 - (10 gols)

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Seleção Brasileira
Em pé, da esquerda para a direita: Cláudio Coutinho, Carlos Alberto Parreira, Carlos Alberto Torres, Piazza, Brito, Clodoaldo, Everaldo e Zagallo. Agachados da esquerda para a direita: o segundo é Mário Américo, seguido por Jairzinho, Rivellino, Tostão, Pelé, Paulo César Caju e Nocaute Jack. Foto: Divulgação

Premios

Bola de Prata Revista Placar: (1970)
Bola de Prata da Revista Placar de Artilheiro Brasileirão (1970)
Melhor jogador sul-americano do ano eleito pelo jornal "El Mundo": 1971
5º Maior jogador Brasileiro do século XX pela IFFHS: (1999)
13º Maior jogador Sulamericano do século XX pela IFFHS : (1999)
58º Maior Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA : (1999)
20º colocado na relação dos 20 melhores jogadores por posição Séc XX da Voetbal International (Holanda)
Presença na lista dos 50 Melhores jogadores Séc XX da Voetbal International (Holanda)
48º Melhor jogador do Século XX segundo a Revista Placar
53º Maior Jogador do Mundo do século XX pela revista inglesa World soccer : (1999)
Golfinho de ouro - Melhor esportista Brasileiro : (1969)
Eleito técnicos e ex-jogadores como um dos 10 gênios do futebol brasileiro : (1970) a (1992)
Jogador do ano: Melhor jogador do Vasco na temporada 1972.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Com a taça
Wilson Piazza, ex-volante do Cruzeiro, levanta a taça de campeão nacional, em 1966, observado por Hilton Oliveira, sem camisa, e Tostão, que está todo uniformizado. Foto: Walter Peres

     Recordes

Único artilheiro em quatro ediçoes de Campeonato Mineiro seguidos (1965 á 1968)
Tostão tem a maior média de gols do Mineirão
Único jogador do futebol mineiro a estar entre Maiores jogadores Brasileiros do século XX pela IFFHS: (1999)
Primeiro jogador de um clube mineiro a disputar uma Copa do Mundo, na Inglaterra, em 1966
Único jogador do futebol mineiro a estar entre Maiores jogadores Sulamericanos do século XX pela IFFHS : (1999)
Bícampeão mineiro invicto (1968/1969)
Único jogador do futebol mineiro a estar a lista Maiores Jogador do Século XX pelo Grande Júri FIFA : (1999)
Maior artilheiro da história do Cruzeiro - 249 gols
Único jogador do futebol mineiro a ganhar Melhor jogador sul-americano do ano eleito pelo jornal "El Mundo": 1971

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Linha de ataque do Brasil, nas eliminatórias para a Copa de 70
Da esquerda para a direita, aparecem Jairzinho, Pelé, Tostão, Gérson e Edu. Foto enviada pelo internauta Walter Roberto Peres

Curiosidades

Tostão tem a maior média de gols do Mineirão.
Nos oito anos que defendeu o Cruzeiro na "Era Mineirão" marcou um total de 143 gols no gigante da Pampulha.
Tem a média de 17,875 gols por ano, enquanto o atleticano Reinaldo, o segundo da lista, tem uma média de 11,692 gols por ano.
O personagem Roberto Hongo da Série Super Campeões(Captain Tsubasa - Versão Japonesa) foi inspirado nele.
                

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
EM DOIS MOMENTOS

    Estatísticas

Tostão anotou em toda sua carreira entre 1963 e 1973, um total de 308 gols. Os gols marcados quando atuava no futebol de salão não foram considerados.

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Copa 2010
Posando para foto, da esquerda para a direita, o colunista José Geraldo Couto, Neto, Tostão e Wagninho, jogador do time de Masters do Corinthians. Foto: Rede Social

TimeNúmero de GolsPartidasMédia
América Mineiro - Juvenil (BRA)16260,61
Cruzeiro- Profissional (BRA)2493730,68
Vasco da Gama (BRA)7440,15
Seleção Brasileira Profissional36650,55
TOTAL3085080,6

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Em gramados mineiros
Em 1966, vésperas da Copa na Inglaterra, a Seleção Brasileira treinava em Poços de Caldas, no Estado de Minas Gerais, em pé: Djalma Santos, Bellini, Manga, Edson Cegonha, Fontana e Dudu. Agachados: Nado, Fefeu, Alcindo, Tostão, Edu e Pai Santana. Crédito da Foto: Blog do Michel Laurence

Comentários sobre Tostão

“A tabelinha de Pelé e Tostão confirma a existência de Deus.”
(Armando Nogueira, jornalista e escritor)
“Por mais que eu reze não tem jeito. Esse Tostão é mesmo infernal.”
(Dom Serafim Fernandes de Araújo, ex-bispo de Belo Horizonte, torcedor do Atlético Mineiro)
“Poucos jogadores sabiam abrir espaços para os companheiros como Tostão fazia.”
(Didi, ex-jogador da Seleção Brasileira)
“Quem viu Tostão pode se considerar uma pessoa feliz ele nos contemplou com as melhores lições de bom gosto que o futebol é capaz de dar ao esporte. Era um artista de rara lucidez” .”
(Armando Nogueira, escritor e jornalista)
“Tostão pegava a bola no meio-campo, levantava a cabeça e caminhava com a bola como um maestro.”
(Marão, EM, março de 2001)
“Está entre os cinco ou seis maiores jogadores de todos os tempos.”
(Nelson Rodrigues, jornalista, escritor e dramaturgo, sobre Tostão)
“A diferença de um grande jogador para o outro é a capacidade de inventar o momento. De repente, sai uma jogada que não estava prevista.”
(Tostão)

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Tostão, ao lado da esposa Vânia, às vésperas de abandonar o futebol, em 1973. Foto: Revista Placar

A ele bastava um palmo de grama para encantar o mundo com dribles e gols jamais sonhados antes.”
(Roberto Drummond, jornalista e escritor)
“Introspectivo, sereno, calmo, avesso a badalações, inteligente, sensato e de uma dignidade ímpar. Tostão é eterno em todos os sentidos, e um exemplo a ser seguido. Parabéns, gênio!”
(Klauss Mourão, comentarista do PHD)
“A concepção do futebol coletivo e solidário, com o craque colocando o espírito de conjunto acima de sua própria vaidade, começou com Tostão, que teve em Cruyff um seguidor perfeito. O futebol, dentro desse conceito, pode ser dividido entre antes e depois de Tostão.”
(Daniel Gomes, jornalista)
 Livro publicado

“Lembranças e Reflexões sobre Futebol” (DBA) 1997

Tostão  - Ex-Cruzeiro, Vasco e Seleção
Copa de 70
Pelé tentar tirar a bola de Juan Mujica durante a semifinal, contra o Uruguai. O centroavante Tostão acompanha a jogada ao fundo

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publicado por duronaqueda às 23:30

biografia Rainha de Saba

Terça-feira, 18.09.12

 Rainha de Saba
rainha de Sabá (em ge'ez: ንግሥተ ሳባ, transl. Nigista Saba, em hebraico: 'מלכת שבא, transl. Malkat Shva, em árabe ملكة سبأ‎, transl. Malikat Sabaʾ
 transl. Malkat Shva, em árabe  , transl. Malikat Saba?) foi, na Torá, no Antigo e no Novo Testamento, no Alcorão, na história da Etiópia e do Iêmen, uma célebre soberana do antigo Reino de Sabá. A localização deste reino pode ter incluido os atuais territórios da Etiópia e do Iêmen.
Conhecida entre os povos etíopes como Makeda (em ge'ez ???, transl. makida), esta rainha recebeu diferentes nomes ao longo dos tempos. Para o rei Salomão de Israel ela era a "rainha de Sabá". Na tradição islâmica ela era Balkis ou Bilkis. Flávio Josefo, historiador romano de origem judaica, a chamou de Nicaula. Acredita-se que tenha vivido no século X a.C..
Na Torá, uma tradição que narra a história das nações foi preservada em Beresh't 10 (Gênesis 10). Em Beresh't 10:7 existe uma referênca a Sabá (Shva), filho de Raamá, filho de Cuxe, filho de Cam, filho de Noé. Em Beresh't 10:26-29 há uma referência a Sabá - listada ao lado de Almodá, Selefe, Hazarmavé, Jerá, Hadorão, Usal, Dicla, Obal, Abimael, Ofir, Havilá e Jobabe, como os descendentes de Joctã, filho de Héber, filho de Salá, filho de Arfaxade, descendente de Sem, um dos filhos de Noé. A questão sobre se a rainha de Sabá representaria uma ancestral dos hamitas ou dos semitas suscita debates passionais até hoje.
Em 8 de maio de 2008, a Universidade de Hamburgo anunciou oficialmente que arqueólogos alemães, depois de uma pesquisa comandada pelo professor Helmut Ziegert, descobriram os restos do palácio da Rainha de Sabá, datados do século X a.C., em Axum (Aksum), uma cidade sagrada da Etiópia, sob um antigo palácio real.


                                                                          A rainha de Sabá no judaísmo e no Velho Testamento

De acordo com a Torá e o Velho Testamento, a rainha da terra de Sabá (cujo nome não é mencionado) teria ouvido sobre a grande sabedoria do rei Salomão de Israel, e viajado até ele com presentes de especiarias, ouro, pedras preciosas, e belas madeiras, pretendendo testá-lo com suas perguntas, como está registrado no Primeiro Livro de Reis (10:1-13) (relato copiado posteriormente no Segundo Livro de Crônicas, 9:1-12).
O relato prossegue apontando a rainha como maravilhada pela grande sabedoria e riqueza do rei Salomão, e pronunciando uma bênção sobre a divindade do rei. Salomão respondeu, por sua vez, com presentes e "tudo o que ela desejou", após o qual a rainha retornou ao seu país. Aparentemente, a rainha de Sabá seria muito rica, já que ela teria trazido 4 toneladas e meia consigo para presentear ao rei Salomão (I Reis, 10:10).
Nas passagens bíblicas que se referem explicitamente à rainha de Sabá não há sinal de amor ou atração sexual entre ela e o rei Salomão. Os dois são descritos apenas como dois monarcas envolvidos em assuntos de estado.


Outro texto bíblico, o Cântico dos Cânticos, contém algumas referências que, por diversas vezes, foram interpretados como se referindo ao amor entre Salomão e a rainha de Sabá. A jovem mulher do Cântico dos Cânticos, no entanto, nega continuamente as insinuações românticas de seu pretendente, que muitos estudiosos identificaram com o rei Salomão. De qualquer maneira, não há nada que identifique esta personagem deste texto com a rainha estrangeira, rica e poderosa, descrita do Livro dos Reis. A mulher do texto da canção claramente indica umas certas "filhas de Jerusalém" como suas iguais.
A tradição etíope posterior afirma com segurança que o rei Salomão realmente seduziu e engravidou sua convidada, e possui um relato detalhado de como ele o fez (ver a seção posterior relevante), um assunto de importância considerável para o povo etíope, já que a linhagem de seus imperadores remontaria àquela união.


Etiópia: Encontrados restos do palácio da rainha de Sabá

(Arqueólogos alemães encontraram os restos do palácio da lendária rainha de Sabá na localidade de Axum, na Etiópia, contribuindo assim para desvendar um dos maiores mistérios da humanidade, anunciou hoje a Universidade de Hamburgo. «Um grupo de cientistas, sob a direcção do Prof. Helmut Ziegert, encontrou durante uma investigação de campo feita esta Primavera o palácio da rainha de Sabá, datado do século X da nossa era, em Axum-Dungur», segundo um comunicado da universidade. A nota refere que «nesse palácio terá sido guardada durante um tempo a Arca da Aliança», que, de acordo com fontes históricas e religiosas, continha as tábuas dos Dez Mandamentos entregues por Deus a Moisés no monte Sinai. Os restos da residência da rainha de Sabá foram encontrados debaixo do palácio de um rei cristão. «As investigações revelaram que o primeiro palácio da rainha de Sabá foi trasladado pouco depois da sua construção e construído de novo com orientação para Sírius», referem os arqueólogos da Universidade de Hamburgo. Estes presumem que foi Menelik I, rei da Etiópia e filho da rainha de Sabá e do rei Salomão de Jerusalém, quem mandou construir o palácio na sua localização final. Neste palácio havia um altar onde provavelmente esteve colocada a Arca da Aliança, que, segundo a tradição, era um cofre de madeira de acácia recoberto a oiro. As numerosas oferendas que os arqueólogos alemães encontraram em volta do lugar onde terá estado o altar foram interpretadas por peritos como um sinal claro da especial relevância do local ao longo dos séculos. A equipa do Prof. Ziegert estuda desde 1999 em Axum a história dos princípios do reino da Etiópia e da igreja ortodoxa etíope. «Os dados actuais indicam que, com a Arca da Aliança e o judaísmo, chegou à Etiopía o culto de Sothis, que se manteve até ao século VI da nossa era», afirmam os arqueólogos alemães. Esse culto, relacionado com a deusa egípcia Sopdet e a estrela Sírius, obrigava a que «todos os edifícios de culto fossem orientados para o nascimento» dessa constelação, segundo o comunicado da universidade. Finalmente, indica que «os restos encontrados de sacrifícios de rezes são também uma característica» do culto a Sírius praticado pelos descendentes da rainha de Sabá.)

   A rainha de Sabá no islamismo

O Alcorão, texto religioso central do islã, nunca menciona a rainha de Sabá por seu nome, embora as fontes árabes a chamem de Balqis ou Bilqis. O relato corânico é similar àquele da Bíblia; a narrativa conta como Salomão recebeu relatos de um reino governado por uma rainha cujo povo venerava o Sol. Ele enviou uma carta, convidando-a a visitá-lo e discutir sobre a sua divindade, relatada como sendo Alá, o Senhor dos Mundos (Alamin) no texto islâmico. Ela aceitou o convite e preparou enigmas para testar sua sabedoria e seu conhecimento. Então, um dos ministros de Salomão (que tinha conhecimento do "Livro") propôs trazê-lo o trono de Sabá "num piscar de olhos".  Diante do feito, a rainha chegou à sua corte, mostrou-lhe seu trono, entrou no seu palácio de cristal e começou a fazer as perguntas. Impressionada por sua sabedoria, ela louvou sua divindade e, eventualmente, aceitou o monoteísmo abraâmico.
                                                                                                         Visão no islamismo atual.
Alguns acadêmicos árabes modernos têm identificado a rainha de Sabá como uma soberana de uma colônia ou entreposto comercial no noroeste da Arábia, estabelecido por reinos da Arábia Meridional. As descobertas arqueológicas mais recentes confirmam o fato de que tais colônias realmente existiram, com achados como artefatos e inscrições no alfabeto arábico meridional, embora nada especificamente relacionado a Balkis ou Bilkis, a rainha de Sabá, tenha sido descoberto até agora.

A EMBARCAÇAO DA RINHA

                                                                                      A rainha de Sabá na cultura etíope

A familia imperial da Etiópia aponta sua origem a partir de um descendente da rainha de Sabá com o rei Salomão[3] A rainha de Sabá (em ge'ez ???? ???, transl. nigista Sab'a), é chamada de Makeda (ge'ez: ???) no relato etíope (que pode ser traduzido literalmente como "travesseiro").
A etimologia de seu nome é incerta, existindo duas correntes principais de pensamento divergindo sobre sua fonte etíope. Uma delas, que inclui o acadêmico britânico Edward Ullendorff, mantém que o nome seria uma corruptela de Candace, uma rainha etíope mencionada no Novo Testamento (Atos dos Apóstolos); a outra corrente liga o nome à Macedônia, e relaciona esta história com as lendas etíopes posteriores sobre Alexandre, o Grande e o período do século IV a.C.. Muitos acadêmicos, no entanto, como o italiano Carlo Conti Rossini, não se convenceram por nenhuma destas teorias, e declararam o assunto como ainda não-resolvido. 
Uma antiga compilação de lendas etíopes, o Kebra Negast ("Glória dos Reis"), foi datada como tendo sido escrito há 700 anos, e relata a história de Makeda e seus descendentes. Neste relato o rei Salomão teria seduzido a rainha de Sabá e tido com ela um filho, Menelik I, que se tornaria o primeiro imperador da Etiópia.
A narrativa contida no Kebra Negast - que não encontra paralelo na história bíblica - é de que o rei Salomão teria convidado a rainha de Sabá a um banquete, servindo comida condimentada a induzi-la a ter sede, e convidando-a para passar a noite em seu palácio. A rainha pediu-lhe então que jurasse não a tomar à força. Ele aceitou com a condição de que ela, por sua vez, não levasse nada de seu palácio à força.

assegurou que não o faria, ofendida pela insinuação de que ela, uma monarca rica e poderosa, precisaria roubar qualquer coisa. No entanto, quando ela acordou no meio da noite, sedenta, pegou uma jarra de água que havia sido colocada ao lado de sua cama. O rei Salomão então apareceu, avisando-a de que estava a descumprir sua promessa, ainda mais pelo fato de que a água, segundo ele, seria a mais valiosa de todas as suas posses materiais. Assim, enquanto ela saciou sua sede, ela libertou o rei de sua promessa, e passaram a noite juntos.
A tradição de que a rainha de Sabá bíblica teria sido uma soberana da Etiópia que visitou o rei Salomão em Jerusalém, no antigo Reino de Israel, é referendada pelo historiador romano de origem judaica Flávio Josefo, que identificou a visitante de Salomão como sendo "Rainha do Egito e da Etiópia".
Enquanto não existem tradições conhecidas de matriarcado no Iêmen durante o início do primeiro milênio a.C., as primeiras inscrições dos governantes de D'mt, no norte da Etiópia e da Eritreia, mencionam rainhas de status elevado, possivelmente até igual ao de seus reis 
Para a monarquia etíope, a linhagem salomônica e sabaítica tem considerável importância política e cultural. A Etiópia foi convertida ao cristianismo pelos coptas do Egito, e a Igreja Copta lutou por séculos para manter os etíopes numa condição de dependência e subserviência fortemente ressentida pelos imperadores etíopes.

   A rainha de Sabá no cristianismo

Além de sua menção no Velho Testamento, a rainha de Sabá é mencionada, como Rainha do Sul, no Novo Testamento,[6] quando Jesus Cristo indica que ela e os ninivitas julgarão a geração dos contemporâneos de Jesus que o rejeitaram.
As interpretações cristãs das escrituras enfatizam, tipicamente, tanto os valores históricos quanto os valores metafóricos da história. O relato da rainha de Sabá é interpretado como uma metáfora e uma analogia cristã: a visita da rainha a Salomão foi comparada ao casamento metafórico da Igreja com Cristo, onde Salomão seria o "ungido" (Cristo), ou messias, e Sabá representaria uma população de gentios que se submeteu ao messias; a castidade da rainha de Sabá foi descrita como um presságio da Virgem Maria; e os três presentes que ela teria levado a Israel (ouro, especiarias e pedras) foram vistos como análogos aos presentes dos Três Reis Magos (ouro, incenso e mirra). Esta última analogia, em particular, é enfatizada como sendo consistente com uma passagem do Livro de Isaías (60:6): "todos virão de Sabá; trarão ouro e incenso e publicarão os louvores do Senhor."
     Visão medieval
Entre as obras de arte realizadas na Idade Média que retratam a visita da rainha de Sabá estão o "Portal da Mãe de Deus", na Catedral de Amiens, do século XIII, incluída como analogia em parte de um painel maior que retrata os presentes dos Reis Magos.. As catedrais de Estrasburgo, Chartres, Rochester e Cantuária, do século XII, contêm interpretações artísticas da rainha em vitrais e bas decorações das jambas.

   Visão renascentista

Giovanni Boccaccio, em sua obra Sobre as mulheres famosas (De mulieribus claris, em latim), segue o exemplo de Josefo ao chamar a rainha de Sabá de Nicaula. Boccaccio ainda afirma que ela não só era rainha da Etiópia e do Egito, como também da Arábia, e que relatos afirmavam que ela tinha um palácio luxuoso numa "ilha muito grande" chamada Meroe, localizada em algum lugar próximo ao rio Nilo, "praticamente no outro lado do mundo." De lá, Nicaula cruzou os desertos da Arábia, através da Etiópia e do Egito, pela costa do mar Vermelho, até chegar a Jerusalém, onde se encontrou com "o grande rei Salomão". 
O livro Cidade das Damas, de Cristina de Pisano também chama a rainha de Sabá de Nicaula. Os afrescos de Piero della Francesca em Arezzo (1466) sobre a Lenda da Vera Cruz contêm dois painéis sobre a visita da rainha de Sabá a Salomão. A lenda ilustrada liga as vigas do palácio do rei Salomão à madeira utilizada na crucifixão. A sequência desta visão metafórica, do Renascimento, sobre a rainha de Sabá como uma analogia aos presentes dos Reis Magos, também está claramente evidente no Tríptico da Adoração dos Magos (1510), de Hieronymus Bosch. Bosch optou por retratar a rainha de Sabá e o rei Salomão no colar vestido por um dos magos. 
O Doutor Fausto, de Christopher Marlowe, se refere à rainha como Sabá, quando Mefistófeles está tentando persuadir Fausto da sabedoria das mulheres com quem ele supostamente será presenteado todas as manhãs.

  Shamal no Emirado de Ras Al Khaimah é lugar de importância histórica. Shamal está escondido nas montanhas a norte de Ras Al Khaimah e é um pouco difícil de encontrar. Esta é uma das áreas mais férteis no emirato e onde se encontram casas e vários túmulos, um dos quais remonta ao período Umm Al Nar, cerca de 4500 anos atrás. A vila moderna de Shamal tem também um palácio medieval, que, segundo a lenda, era o palácio da rainha de Sabá.

Para se chegar às ruínas basta saltar a vedação que está toda partida. Todo o local está muito abandonado e escavacado, mas li que há intenções de começar a renovar o local e continuar a recuperar este local de imensa importância histórica para o Emirado de Ras Al Khaimah. Tem que se subir umas escadas até ao cimo do monte.

          Sabá (reino)
Sabá (em hebraico: ???, transl. Sh'va, árabe: ???, Saba', ge'ez, amárico e tigrínia: ??, Saba) foi um antigo reino mencionado nas escrituras judaicas (o Antigo Testamento cristão) e no Alcorão. Sua exata localização histórica é disputada pela região sul da península Arábica e o leste da África; o reino poderia tanto situar-se na atual Etiópia, no atual Iêmen, ou até mesmo em ambos.
O templo mais antigo da Arábia, chamado Mahram Bilqis ("palácio de Bilqis", nome árabe para a rainha de Sabá), foi descoberto recentemente em Ma'rib, sul do Iêmen, considerada por muitos como a capital de Sabá. Esta cidade foi construída entre o segundo e o primeiro milênios antes de Cristo. Localizada numa situação estratégica, Sabá floresceu através do comércio de mercadorias, tanto da Ásia, como de África, incluindo o café, proveniente da região etíope de Kefa. 
Aparentemente, Sabá era uma sociedade matrilinear, em que o poder é passado aos descendentes pela via feminina. Provavelmente, a população de Sabá seria uma mistura de povos africanos e da Arábia e, de facto, estudos linguísticos recentes indicam que as línguas semitas do Oriente Médio podem ter-se originado a partir das línguas cuchíticas da Etiópia. Por outro lado, na África oriental ainda se encontram muitos grupos étnicos com tradição matrilinear.
Ficheiro:Middle East Shem-Ham.jpg
Mapa do Oriente Médio segundo a visão dos antigos israelitas, reconstruída de acordo com a hipótese documental (em inglês.

    Tradição bíblica

O reino de Sabá é mencionado diversas vezes na Bíblia. Por exemplo, na Tábua das Nações (Gênesis, 10:7), Sabá, juntamente com Dedã, é listado como um dos descendentes de Cam, filho de Noé (como filhos de Raamá, por sua vez filho de Cuxe). Em Gênesis, 25:3, Sabá e Dedã são listados como os nomes dos filhos de Jocsã, filho de Abraão. Outro Sabá também é listado na Tábua das Nações como filho de Joctã, outro dos descendentes de Shem.
Na tradição ortodoxa etíope, o últimos destes três Sabás, o filho de Joctã, é considerado o antepassado primordial do componente original semita na sua etnogênese, enquanto Sabtá e Sabtecá, filhos de Cush, são considerados como os ancestrais do elemento cuchítico.
O historiador judaico-romano Flávio Josefo descreve o lugar chamado de Sabá como uma cidade real, cercada por muros, na Etiópia, que Cambises teria chamado posteriormente de Meroé. Segundo ele, "ela era cercada bem de longe pelo Nilo, além de outros rios, o Astápo e o Astabora", o que oferecia proteção tanto de exércitos inimigos quanto das cheias dos rios. De acordo com Josefo, a conquista de Sabá teria trazido grande fama a um jovem príncipe egípcio, ao mesmo tempo em que expôs seu passado pessoal como uma criança escrava chamada Moisés. 
O Kitab al-Magall ("Livro dos Rolos", considerado parte da literatura clementina) e a Caverna dos Tesouros mencionam uma tradição na qual, após o reino ter sido fundado pelos filhos de Sabá (filho de Joctã), houve uma sucessão de sessenta governantes mulheres até a época solomônica. A tradição bíblica da "Rainha de Sabá" (conhecida por Makeda na tradição etíope e Bilqis na tradição islâmica) faz a sua primeira aparição na literatura mundial no Livro dos Reis (1:10), que descreve sua viagem para Jerusalém, atrás da fama do rei Salomão.
Graças à sua ligação com o mito da rainha, Sabá tornou-se uma localidade muito ligada a um certo prestígio nacional, e diversas dinastias reais já alegaram descendência da união entre a rainha de Sabá e o rei Salomão, principalmente na Etiópia e na Eritréia, onde Sabá esteve tradicionalmente ligada ao antigo reino axumita.
Ficheiro:Bilquis.jpg

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