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Biografia(Alexandre Borges)

Quarta-feira, 31.07.13

Alexandre Borges
Alexandre Borges Corrêa (Santos, 23 de fevereiro de 1966) é um ator brasileiro.
 

É casado desde 1993 com a atriz Júlia Lemmertz, tendo conhecido-a em 1991, durante as gravações de Mil e Uma.  Com ela teve um filho nascido em 2000, o menino Miguel. É padrasto de Luíza, filha do primeiro casamento de Júlia.
Seu casamento é apontado como um dos mais duradouros do meio artístico, são quase 20 anos juntos de sua esposa.
Seus sogros são os grandes atores Lineu Dias e Lílian Lemmertz.

Carreira

Integrou o grupo de teatro Boi voador, dirigido por Ulysses Cruz, com quem estreou em 1985, na peça Velhos Marinheiros, de Jorge Amado. Entre 1985 e 1989, esteve presente em diversos espetáculos promovidos pelo grupo como Corpo de Baile, de Guimarães Rosa, e Pantaleão e as Visitadoras, de Mario Vargas Llosa.
Sua primeira atuação no cinema, deu-se com o curta Paixão Cigana, de 1991.
Foi atuando em sua primeira novela, já como protagonista, Guerra sem Fim, da extinta Rede Manchete. Nessa novela foi onde conheceu sua atual esposa e junto com ela, contracenou também na peça Hamlet, de 1993.
Sua estréia na Rede Globo foi, em 1994, com uma participação na minissérie Incidente em Antares. Mas o sucesso e o reconhecimento só vieram no ano seguinte, quando interpretou Luiz Cláudio, um dos personagens centrais da minissérie Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados. Em pouco tempo, tornou-se um dos atores mais requisitados da emissora.


Em 1995, despontaria em A Próxima Vítima, como o interesseiro Bruno e, em 1996, vive o seu primeiro protagonista em novelas da Rede Globo, o Afonso de Quem É Você?, ao mesmo tempo em que esteve no cinema com o longa Terra Estrangeira, de Walter Salles. Depois vieram, o co-protagonista Solano Dumont de Zazá, em 1997, e o publicitário Nélio Porto Rico do remake de Pecado Capital, em 1998.
Em 1999, integrou o elenco do seriado Mulher, protagonizado por Patrícia Pillar e Eva Wilma, na pele do médico João Pedro. Também atuou no filme Um Copo de Cólera, tendo protagonizado a sua primeira cena de nu nas telonas. Posteriormente, em 2000, participou da histórica minissérie A Muralha, como Dom Guilherme, lançada no ano de comemoração aos 500 anos do Brasil. Nesse mesmo ano, encarnou o boa vida Danilo da novela Laços de Família, mostrando ao telespectador seu lado cômico e, o jogador de futebol Acácio, do filme Bossa Nova, de Bruno Barreto.


Alexandre Borges, Julia Lemmertz e Miguel no Leblon

Em 2001, atuou na novela As Filhas da Mãe, como Leonardo Brandão, herdeiro de uma grande fortuna que se apaixona pela transexual Ramona, de Cláudia Raia. Em seguida, protagonizou a novela O Beijo do Vampiro, como Rodrigo, o lendário Cavaleiro Negro.
Em 2003, esteve presente no grande sucesso de Celebridade, como Cristiano, jornalista de grande sucesso, versado em cultura brasileira e MPB, viúvo, que vê sua carreira ir por água abaixo após se entregar à bebida por não suportar a morte da mulher. Nesta novela, voltou a fazer par romântico com sua atual esposa, a atriz Júlia Lemmertz, que na novela deu vida à sua vizinha Noêmia.
Em 2004, participou da programação de final de ano da Rede Globo, ao integrar o elenco da microssérie O Pequeno Alquimista, feita nos mesmos moldes da série cinemática Harry Pottere, também responsável por lançar o ator Daniel Torres.

Em 2005, co-antagonizou a novela Belíssima, como o italiano Alberto Sabatini, ex-marido de Safira e pai de Giovanna. Na novela, Alberto tenta fazer de tudo para conquistar Mônica, sua empregada doméstica, e arma muitos planos para separá-la do homem de sua vida, Cemil. No dia do casamento dos dois, Alberto envia fotos forjadas de Cemil com outra mulher para Mônica, e a jovem desiste do matrimônio. Ela se casa com o patrão, mas ele lhe trai com muitas mulheres, entre elas, Rebeca, dona de uma agênica de modelos.
Em 2006, protagonizou o filme Gatão de Meia Idade, que conta a história de um quarentão, solteiro, charmoso e sedutor que atravessa a chamada "crise da meia-idade" e, participou também do longa Zuzu Angel, que narra a dramática história da estilista que teve seu filho torturado e assassinado pela ditadura militar.

Em 2007, foi um dos protagonistas de Amazônia, de Galvez a Chico Mendes, tendo encarnado Plácido de Castro na segunda fase da minissérie. No mesmo ano, atuou em Desejo Proibido, como Dr. Escobar, médico que vive um romance proibido com sua paciente Ana, de Letícia Sabatella, repetindo o que acontecera em A Muralha, de 2000.
Em 2008, fez uma participação especial nos primeiros capítulos de Três Irmãs, como Artur Áquila, vítima de um acidente fatal de carro. Posterior a esse trabalho, em 2009, viveria mais um dos seus grandes momentos na TV, ao dar vida ao excêntrico Raul Cadore, de Caminho das Índias. Empresário frustrado, vive um casamento desastroso e busca refúgio para seus problemas na amante Yvone, melhor amiga de sua esposa, Silvia. Raul está decidido a mudar de vida e para isso seria capaz de tudo, até mesmo de forjar a própria morte, fugir do país e trocar de identidade. Porém, o que ele não imagina é que Yvone, na verdade, está de olho somente na sua fortuna.


Em 2010, pode ser visto na pele do costureiro Jacques Leclair, no remake de Ti Ti Ti, em que mais uma vez fará par com Cláudia Raia. Um fato curioso, é que os atores são sempre figurinhas certas em produções assinadas por Sílvio de Abreu, o que não ocorrerá em Passione, porém, coincidentemente, foram escalados para o mesmo folhetim.

Duas das atrizes com quem mais trabalhou são, justamente, Cláudia Raia, sua amiga, onde estiveram juntos, entre outras produções, em uma minissérie, três especiais e quatro novelas; e Júlia Lemmertz, sua esposa, com quem atuou em nada menos de um seriado, uma minissérie, seis novelas, dois especiais e a três temporadas da série do Multishow, Joana e Marcelo, além de sete filmes e duas peças.
Foi responsável pela produção dos longas O Invasor e Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito. Este último teve uma versão mais completa feita para a televisão.


Trabalhos
Televisão
 Novelas, Minisséries e Seriados
1993 - Guerra sem Fim.... Cacau
1994 - Incidente em Antares.... Padre Pedro Paulo
1995 - Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados.... Luís Cláudio
1995 - A Próxima Vítima.... Bruno Biondi
1996 - Quem É Você?.... Afonso
1997 - Joana e Marcelo, Amor à Primeira Vista.... Marcelo
1997 - Zazá.... Solano Dumont
1998 - Torre de Babel.... Ronaldo Mendes
1998 - Pecado Capital.... Nélio Porto Rico
1999 - Joana e Marcelo, Amor que Fica.... Marcelo
1999 - Mulher.... João Pedro
2000 - A Muralha.... Dom Guilherme Shetz
2000 - Laços de Família.... Danilo Albuquerque
2001 - As Filhas da Mãe.... Leonardo Brandão
2002 - Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito.... Marcelo
2002 - O Beijo do Vampiro.... Rodrigo
2003 - Celebridade.... Cristiano Reis
2004 - O Pequeno Alquimista.... Aderbal
2005 - Belíssima.... Alberto Sabatini
2007 - Amazônia, de Galvez a Chico Mendes.... Plácido de Castro
2007 - Desejo Proibido.... Dr. Escobar
2008 - Três Irmãs.... Artur Áquila
2009 - Caminho das Índias.... Raul Cadore / Humberto Cunha
2010 - Ti Ti Ti.... Jacques Leclair / André Spina
2012 - Avenida Brasil.... Cadinho (Carlos Eduardo de Souza Queirós/Dudu)


Especiais
1995 - A Comédia da Vida Privada, Sexo na Cabeça .... Antônio
1995 - Você Decide, O Príncipe Desencantado
1995 - Você Decide, A Dama de Ferro
1996 - Não Fuja da Raia
1996 - Mundo VIP .... Ele Mesmo
1998 - Você Decide, Trabalho Escravo
1998 - Mundo VIP .... Ele Mesmo
1999 - Mundo VIP .... Ele Mesmo
2000 - Mundo VIP .... Ele Mesmo
2001 - Sai de Baixo, Miami ou Me Deixe .... Dênis
2001 - Mundo VIP .... Ele Mesmo
2002 - A Grande Família, A Escolha de Bebel
2002 - Os Normais, Uma Amizade Normal .... Marcelo
2004 - A Diarista, Aquele da Regressão .... Calígula
2005 - Sob Nova Direção, O Passado Mora ao Lado .... Guilherme
2006 - Casseta & Planeta, Urgente!
2008 - Casos e Acasos, O Bombeiro, o Furto e a Foto .... Vinícius
2008 - Essa História Dava um Filme .... Ele Mesmo
2009 - Episódio Especial .... Ele Mesmo
2009 - Chico e Amigos .... Augusto
2009 - Programa Piloto .... Alvarenga
2010 - Episódio Especial .... Ele Mesmo

 Cinema
1991 - Paixão Cigana
1992 - Sangue, Melodia
1993 - Estado de Espírito
1994 - Mil e Uma.... Antônio
1996 - Tudo Cheira a Gasolina .... Passageiro
1996 - Terra Estrangeira.... Miguel
1997 - Mangueira - Amor à Primeira Vista.... Marcelo
1997 - Glaura
1998 - Traição.... Marido
1998 - Amor & Cia..... Machado
1999 - Amor que Fica.... Marcelo
1999 - Um Copo de Cólera
1999 - Até que a Vida nos Separe.... João
2000 - Deus Jr.
2000 - Bossa Nova.... Acácio
2001 - Nelson Gonçalves.... Nelson Gonçalves
2001 - Garota do Rio
2001 - O Invasor.... Gilberto / Giba
2002 - Joana e Marcelo, Amor (Quase) Perfeito.... Marcelo
2002 - As Três Marias
2003 - Acquária.... Bártok
2004 - Pato com Laranja
2005 - Nanoilusão
2006 - Balada das Duas Mocinhas de Botafogo.... Pai
2006 - Zuzu Angel.... Fraga
2006 - Gatão de Meia Idade.... Cláudio
2008 - Adagio Sostenuto.... José Morelli
2008 - Plastic City - Dangkou (original title)....

Teatro
1985 - Velhos Marinheiros
1987 - Corpo de Baile
1989 - Pantaleão e as Visitadoras
1993 - Hamlet
1994 - Eu Sei Que Vou Te Amar
2002 - Dois Perdidos Numa Noite Suja

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publicado por duronaqueda às 23:53

Biografia,Aldemir Martins(um artista plástico)

Quarta-feira, 31.07.13

 Aldemir Martins
Aldemir Martins (Aurora, 8 de novembro de 1922 — São Paulo, 5 de fevereiro de 2006) foi um artista plástico brasileiro, ilustrador, pintor e escultor autodidata, de grande renome e fama no país e exterior. Foi o primeiro brasileiro a ganhar um prêmio na Bienal de Veneza.


Biografia

                                                      Formação
Nascido na região do Vale do Carirí, estado do Ceará, Aldemir foi filho de Miguel de Souza Martins e Raimunda Costa Martins. Seu pai era encarregado da construção de estradas de ferro na Rede Viação Cearense, por isso a família se mudou várias vezes durante sua infância. Finalmente estabeleceram-se no município de Pacatuba, próximo à Fortaleza, quando Aldemir tinha, aproximadamente 11 anos.Desde menino, Aldemir dedicou-se ao desenho. Em 1934 é enviado ao Colégio Militar de Fortaleza, onde é feito orientador artístico de classe devido à sua habilidade no desenho. Em 1939 é transferido o Ateneu São José, onde conclui o curso ginasial. 


Serve ao exército, no período de 1941 a 1945, onde desenha o mapa aerofotogramétrico de Fortaleza, onde conquista seu primeiro prêmio ao vencer o concurso promovido pela Oficina de Material Bélico da 10ª Região militar, na pintura de viaturas do exército, e é nomeado "Cabo Pintor".No início da década de 1940, Aldemir cria, juntamente com Mário Barata, Barbosa Leite, Antônio Bandeira, Carmélio Cruz, Inimá de Paula e outros, o Grupo Artys e a SCAP - Sociedade Cearense de Artistas Plásticas, consideradas como responsáveis pela renovação do ambiente artístico cearense. Em 1942 expõe, pela primeira vez, no II Salão de Pintura do Ceará. Neste período passa a trabalhar, como ilustrador para jornais, revistas e livros.
Migração
Aldemir muda-se em 1945, para o Rio de Janeiro, onde participa de uma coletiva na Galeria Askanasi e do Salão Nacional de Belas Artes. Um ano depois muda-se para São Paulo onde realiza sua primeira exposição individual, na seção paulista do Instituto de Arquitetos do Brasil. Retoma sua atividade jornalística com ilustrações para a coluna "Bairros na Berlinda" publicada pelo Correio Paulistano, com textos de Daniel Linguanotto e fotos de Chiquinho. Assina, também com Argeu Ramos, a coluna "Daniel comenta e Aldemir ilustra" publicada pelo jornal A Noite. Faz, ainda, ilustrações para "O Jornal De São Paulo", para "O Diário" e para a revista "Elite". Desenhava as seções da Assembléia Legislativa de São Paulo com textos de Maurício Loureiro Gama. Nessa época é que conhece políticos que se tornariam muito conhecidos no cenário brasileiro, como Ulisses Guimarães, Auro de Moura Andrade, Roberto de Abreu Sodré, e outros. Ilustrou, ainda, textos e poesias de escritores como Domingos Carvalho da Silva, José Escobar Faria, Mário da Silva Brito, Jorge Medauar, André Carneiro, Dulce Carneiro, César Memolo Jr., entre outros.
Em 1947 é convidado a participar da exposição "19 Pintores", que marca a ascensão de uma nova geração de artistas brasileiros. Nesta exposição Aldemir conquista um prêmio na 3ª colocação. Desde então, participa ativamente do movimento artístico brasileiro. 
A partir de 1947, tinha exposições nos principais salões de arte do país e recebeu vários prêmios. Em 1949, fez um curso de história da arte com Pietro Maria Bardi e tornou-se monitor do Masp, onde também estudou gravura com Poty e conheceu Cora Pabst, que viria a ser sua segunda esposa. Após uma viagem ao Ceará, em 1951, Martins decidiu retornar a São Paulo num caminhão pau-de-arara. Com essa experiência, iniciou uma série de desenhos de temática nordestina, que caracterizaria sua carreira. 
Em 28 de julho de 1950 nasce seu filho Pedro Martins, fruto de seu primeiro casamento com Amélia Bauerfeld. Neste ano também participa do IIº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, onde recebe Medalha de Bronze.
Em 1951 pinta dois painéis para o Ceará Rádio Clube. Faz exposição individual na União Cultural Brasil-Estados Unidos, em Fortaleza.. Volta para São Paulo viajando em um caminhão pau de arara, na pesquisa feita nessa viagem produz a primeira série de desenhos de "paus de arara, rendeiras e cangaceiros. Recebe o Prêmio de Aquisição "Dona Olívia Guedes Penteado" na Iª Bienal de Artes de São Paulo. Com o dinheiro do prêmio pôde voltar ao nordeste para seguiria o roteiro do cangaço. Acompanhado por José da Caldas Zanini e Mário Cravo Jr., vai à Pageú das Flores, Caruaru, Geremoabo, Paulo Afonso, Canudos, Riacho do Navio, Pedra do Buick e a outras regiões da caatinga nordestina.Em 1952 participa do IIº Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro e na América do Sul, da "Exposición de Pinturas y Dibujos Brasileños", em Santiago, Buenos Aires e Caracas. Neste mesmo ano também participa da Bienal de Veneza e da exposição coletiva Itinerante de Artistas Brasileiros, que passou pelos países Japão, Estados Unidos, México, Chile e Bolívia. Com Mário Cravo e José Caldas Zanini, faz uma viagem pelo sertão baiano. Como ilustrador, desenha o logotipo da Editora Cultrix, de São Paulo. Em 14 de outubro, casa-se com Cora Pabst que será sua companheira de toda vida.


Bienais
Em 1953, Aldemir participa do IIIº Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe o Certificado de Isenção do Júri e da IIª Bienal de São Paulo, onde recebe o Prêmio Aquisição "Nadir Figueiredo". No ano seguinte, participa do IIIº Salão Paulista de Arte Moderna, recebendo o Prêmio de Aquisição. Em 1954 realiza seu primeiro trabalho cenográfico para a peça "Lampião", de Raquel de Queirós, encenada no teatro Leopoldo Fróes, em São Paulo, com os atores Sérgio Cardoso e Araçari de Oliveira no elenco. Lança o álbum de xilogravuras "Cinco Carreiras de Cururu", com texto de Paulo Vanzolini, com tiragem de 150 volumes pela editora Grafix, São Paulo.
Em 1955 realiza exposição no Vº Salão Baiano de Artes Plásticas, em Salvador, Bahia, onde recebe a Medalha de Ouro. Neste ano recebeu novos prêmios, o primeiro por sua participação na IIIª Bienal de São Paulo, onde recebe o Prêmio de Desenho, e o segundo no IVº Salão de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, onde recebe a "Pequena Medalha de Ouro".
Nesta época Aldemir inicia a pintura de uma série de painéis. Pinta o painel do bar "O Cangaceiro", no Rio de Janeiro, que se tornaria reduto da boemia carioca, frequentado por pintores, jornalistas e escritores da época, entre eles Dorival Caymmi e Ary Barroso. Em São Paulo, pinta um painel para a residência de Rudi Bonfiglioli, faz um painel de pastilhas para a Vidrotil, um painel para a Casa Beethoven, um para Companhia União de Refinadores, e um para a loja Adams.

No ano de 1956 recebe uma nova Medalha de Ouro no V Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro. Participa também de uma feira realizada pelo clube do qual foi um dos fundadores, Clube dos Artistas Plásticos e Amigos da Arte, a I Feira Anual de Artistas Plásticos de São Paulo. Em Veneza, recebe o prêmio "Prezidente del Consigli dei Ministri" da XXVIII Biennale di Venezia, atribuído ao Melhor Desenhista Internacional.Neste mesmo período, expõe gravuras no Circolo dei Principi, em Roma, juntamente com o gravador Lívio Abramo. Desenha o galo símbolo do "Baile do Galo Vermelho", promovido pelo Hotel da Bahia, em Salvador. Como ilustrador, produz a capa do livro "História do Modernismo Brasileiro - Antecedentes da Semana de Arte Moderna", de Mário da Silva Brito, lançado pela Editora Saraiva. Faz uma gravura especialmente para o clube Amigos da Gravura do Rio de Janeiro. Ilustra "Sonetos de Bocage", lançado pela Editora Saraiva. É incluído entre "Os Melhores Paulistas do Ano", pela revista Manchete, da Bloch Editora. É escolhido para fazer parte do Conselho Consultivo da diretoria do MASP.
Em 1957 recebe 7º lugar na enquete popular feita pelo jornal Última Hora, de São Paulo, para "O Homem do Ano", de 1956. Por sua participação no VI Salão Nacional de Arte Moderna, no Rio de Janeiro, recebe o Prêmio "Viagem ao País". Recebe o Prêmio "Melhor Desenhista Brasileiro" na IV Bienal de São Paulo, dado pelo Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro. Seu desenho "Pássaro" é escolhido para cartão de natal da revista belga Quadrum.
No ano de 1958 realiza uma série de exposições nos Estados Unidos, e é convidado a permanecer no país, por três meses, a convite do Departamento de Estado Americano, visita a Filadélfia, Chicago, Detroit, Boston e New York. Faz álbum de Silk Screem, com apresentação de Pietro Maria Bardi, com tiragem de 100 exemplares em edição bilíngüe, pela Galeria Bonina, Buenos Aires, Argentina. 
Nesta época é convidado para executar dois painéis para o Aeroporto de Congonhas, pintando-os sobre as paredes da ala Internacional. Anos depois esses painéis se deterioraram e, apesar de Aldemir ter se proposto a restaurá-los, de graça, terminaram destruídos e o Departamento de Aviação Civil mandou pintar as paredes onde estavam.Ainda no ano de 1958, recebe o Prêmio Jabotí na categoria Melhor Capa de Livro do Ano, atribuído pela Câmara Brasileira do Livro, pela capa de "História do Modernismo Brasileiro - Antecedentes da Semana de Arte Moderna". Neste ano também nasce sua filha, em 24 de novembro, Mariana Pabst Martins, fruto de sua união com Cora Pabst. 
Em 1959, recebe o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna e permanece por dois anos na Itália.Fez desenhos em nanquim que serviram para estampar objetos e tecidos de decoração.
Em 5 de fevereiro de 2006, aos 83 anos, Aldemir sofreu um infarto em sua residência, faleceu no Hospital São Luís em São Paulo.


Curiosidades
- “Depois de Pelé, Rivelino é o jogador que mais parece interessar aos pintores brasileiros. Ele já foi retratado por Luís Jasmim, Cláudio Tozzi e, na época da Copa do México, por Aldemir Martins. Que, neste quadro, foge de seu estilo tradicional e consagrado, abandonando o branco-e-preto para se utilizar de cores vivas, como as da camisa da Seleção Brasileira.” - “Jorge Amado escreveu “A bola e o goleiro” e convidou seu amigo Aldemir para ilustrar o texto. O livro que resultou do trabalho a quatro mãos foi bem recebido e acabou sendo traduzido na Suíça. Lá, em 1991, recebeu o título de “Bola Fura-Redes under Torhuter”. Marco importante, pois pouco a pouco, estamos aumentando a exportação de literatura brasileira graças a qualidade do que produzimos.” - “Em 1958, foi criado pela CBL (Câmara Brasileira do Livro), o Prêmio Jabuti (com o intuito de incentivar autores e projetos editoriais) e também pela Cultrix a coleção “Mestres do Desenho”.  


Exposições e Prêmios
1951 – Prêmio de desenho na [Bienal de São Paulo], com “O Cangaceiro”.
1953 – Pintores Brasileiros, Tóquio, Japão.
1954 – Gravuras Brasileira, Genebra, Suíça.
1955 – Bienal Internacional de Desenho e Gravura de Lugano, Suíça.
1956 – Medalha de Ouro no V Salão Nacional de Arte Moderna no Rio de Janeiro, XXVIII Bienal de Veneza, Itália – Prêmio “Presidente Dei Consigli dei Ministeri”, atribuído ao melhor desenhista internacional.
1957 – Exposição de gravuras no “Circolo dei Principi”, Roma, Itália, com "Lívio Abramo", - VI Salão de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1958 – Festival Internacional de Arte, Festival Galleries, Nova Iorque, Estados Unidos, VIII Salão Nacional de Arte Moderna, Rio de Janeiro.
1959 – Prêmio de viagem ao Exterior do VIII Salão de Arte Moderna do Rio de Janeiro, Exposição individual no Museu de Arte Moderna da Bahia.
1960 – Exposição coletiva Artistas Brasileiros e Americanos, Museu de Arte de São Paulo.
1961 – Exposição de desenhos e litografias na Sociedade Nacional de Belas Artes, em Lisboa, Portugal.
1962 – Exposição individual na Sala Nebili, Madri, Espanha, Exposição coletiva “Brasilianische Kunstler der Gegenwart”, Kassel, Alemanha.
1965 – Exposição individual no Instituto de Arte Contemporânea, Lima, Peru.
1968 – Primeiro prêmio por grafia na Bienal Internacional de Veneza de 1946 a 1966.
1970 – Panorama da Arte Atual Brasileira – Pintura 70, Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1975 - XIII Bienal de São Paulo – Sala Brasileira.
Participou de diversas exposições no Brasil e no exterior tendo como destaques: 

1978 - Retrospectiva "19 pintores", no Museu de Arte Moderna de São Paulo.
1980 – Exposição circulante, coletiva, no Museu de Arte Moderna de São Paulo, Coletiva 48 artistas, na Pinacoteca do Estado, São Paulo.
1981 – Exposição de pinturas, desenhos e esculturas no Museu de Arte da Bahia.
1982 – Internacional Arte Expo, Estocolmo, Suécia.
1984 – Coletiva – "A Cor e o Desenho no Brasil", Museu de Arte Moderna de São Paulo, Individual de pintura, desenho e gravura – "Arte Amazônica", Nova Iorque, Estados Unidos, "Tradição e Ruptura" – Fundação Bienal de São Paulo.
1985 – Lançamento do livro “Aldemir Martins, Linha, Cor e Forma”.
1988 – Comemoração de 30 anos da SCAP – Sociedade Cearense de Artistas Plásticos - Fortaleza, Ceará, "Os Muros de Maison Vogue", MASP – Museu de Arte de São Paulo
1989 – "O Nordeste de Aldemir Martins", Espace Latin-American, Paris, França.
2005 - "Sete décadas de Sucessos Artísticos" – 1945-2005 - O MASP inaugura exposição retrospectiva de Aldemir Martins e promove o lançamento do livro do pintor e gravador brasileiro, conhecido pelos seus temas do nordeste, animais e mulheres. A retrospectiva de um dos artista brasileiro vivo foi uma homenagem do Masp a Aldemir Martins, por suas sete décadas de produção artística.

Prêmio Jabuti  

Precedido por
Jabuti 01.jpg Prêmio Jabuti - Capista
1959
Sucedido por
Eugênio Hirsch

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