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SANTIAGO MAIOR(APOSTOLO)

Quinta-feira, 06.02.14
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Santiago Maior

Santiago Maior, também chamado Santiago, o Grande, Santiago Filho do Trovão, Santiago de Compostela e São Tiago Apóstolo, o Maior1 , martirizado em 44 da nossa era, foi um dos doze apóstolos de Jesus Cristo. Foi feito santo e chamado Santiago Maior para o diferenciar de outro discípulo de Jesus de mesmo nome, conhecido como Santiago Menor e também de Tiago, o Justo (ou Tiago, irmão do Senhor), sendo esses ultimos três possivelmente a mesma pessoa, Tiago, menor; Tiago, o justo e Tiago, irmão do Senhor.

O nome do apóstolo Santiago 

Os nomes Tiago e Jaime derivam indirectamente do latim Iacobus, por sua vez uma latinização do nome hebraico Jacob (aportuguesado em "Jacó").
Com o decorrer do tempo, o nome evoluiu em diversas direcções consoante as línguas: manteve-se Jakob em alemão e noutras línguas nórdicas, James em inglês, Giacomo em italiano e Jacques em francês.
Na Península Ibérica, há diferenças substanciais: Tornou-se Jaume ou Jaime (formas correntes no catalão). Jácome é adaptação antiga do italiano Giàcome, que subsiste como apelido pouco comum na Galiza e em Portugal.

 Há quem pensa que o nome Iago / Yago é a forma patrimonial das línguas do centro e ocidente da península Ibérica, mas isto é falso. A únicas formas patrimoniais em castelhano, que já aparecem registadas no Cantar del Mio Cid,2 são Yaguo e Yagüe, ambas com evolução fonética normal a partir do acusativo e do vocativo, respectivamente. O nome do santo nesta obra aparece como Santi Yaguo e, em função vocativa, Santi Yagüe (por exemplo, quando é usado como grito de guerra dos cristãos). A forma Yaguo parece ter desaparecido por completo, mas Yagüe ainda se conserva como apelido (por exemplo, em Madrid há uma rua dedicada ao General Yagüe).

No domínio linguístico galego-português, é impossível que Iago seja uma forma patrimonial, porque todos os I latinos em posição inicial pré-vocálica (pronunciados [i] primeiro e [j] semivogal depois) dão lugar em romance à consoante fricativa sibilante pré-palatal ou palato-alveolar [ž] (IPA [?]), assim já < iam, Janeiro < Ianuarius, jantar < iantare, jeito < iactus, João < Iohannes, jogo < iocus, junco < iuncus, etc., como se pode verificar em qualquer manual básico de história da língua.3 Portanto, o resultado esperado, a ter havido uma evolução do nome isolado, seria "Jago", "Jagó", "Jágovo", ou qualquer coisa semelhante. O que de facto ocorreu é que aqui a pressão conservadora da Igreja manteve unido o nome ao adjectivo, que evoluíram juntos como uma palavra: "Santiago".

A partir de "Santiago", por via popular, produz-se a deglutinação lógica San-Tiago (São Tiago). É assim que nasce o nome próprio português e galego "Tiago" e é por isso que o nome do apóstolo e os padroeiros de múltiplas freguesias por todo o país aparecem abreviados nos textos escritos como STiago desde a mesma Idade Média.
O nome Iago / Yago entra nas línguas peninsulares, bem como no italiano,4 no século XIX e inícios do XX, devido à popularidade das personagens das óperas dramáticas e, em especial, líricas (por exemplo, "Otelo", "Aída", "Carmen"...).

 En concreto, "Yago" é uma personagem da ópera "Otelo" (baseada na obra do mesmo título de Shakespeare), com libreto do Conde Berio e música de Rossini, que foi estreada em 1816. E Iago é apenas a adaptação escrita do nome às ortografias portuguesa e galega, que não usam a letra Y. Chega com consultar um bom dicionário da língua portuguesa como o Aurélio,5 para verificar que não só "Iago" procede da personagem da peça "Otelo", como ainda é empregado como substantivo comum para designar o "Indivíduo astuto, intrigante, falso, velhaco", coisa que não faria sentido se se tratasse dum nome próprio tradicional e comum na língua portuguesa. A chegada do nome a Espanha é o que fez inventar, em certos ambientes, a forma "Sant'Iago", que não existe nem existiu nunca em nenhuma língua.

Santiago na Bíblia 
Segundo o Novo Testamento, Tiago era filho de Zebedeu e Salomé, e irmão do apóstolo São João Evangelista.
Nasceu em Betsaida, Galileia. Tal como o seu pai e o irmão, o apóstolo João, era pescador no Mar da Galileia, onde trabalhava com André e Simão Pedro (Mateus 4:21-22 e Lucas 5:10). Tiago, Pedro e João seriam, de resto, os primeiros a abandonar tudo para seguirem Jesus como seus discípulos (Mateus 17:1 e Mateus 26:37; Lucas 8:51), tendo sido dos seus mais próximos colaboradores, ao participarem na Transfiguração, na Agonia de Cristo no Jardim das Oliveiras.
No evangelho de Mateus, conta-se que a mãe de ambos, Tiago e João, Salomé, em seu orgulho materno, pediu a Jesus que seus dois filhos, Tiago e João, fossem colocados um à direita e outro à esquerda, no Reino de Deus, porém Jesus lhe objetou: "Vós não sabeis o que pedis. Podeis beber o cálice que eu hei de beber?". Os apóstolos responderam: "Podemos". "Pois bem, isso é verdade", concluiu Jesus, "mas dar-vos o primeiro lugar no Reino, isso depende do meu Pai, que está no céu". Este episódio causou alguma irritação entre os demais apóstolos, pois era uma tentativa óbvia de destacar-se acima do grupo.

Segundo Marcos 3:17, Tiago e João são chamados por Jesus como Boanerges, isto é, "Filhos do trovão". Isto se deu por um fato que caracterizou a índole de ambos: ao chegar Jesus com sua comitiva à terra dos samaritanos, estes lhe interditaram a entrada. João e Tiago viram neste fato uma afronta a Cristo e exprimiram sua indignação com estas palavras: "Queres, Senhor, que mandemos cair fogo do céu sobre esta cidade, para consumi-la?". Jesus, porém os repreendeu dizendo: "Vós não sabeis de que espírito sois! O Filho do Homem não veio para perder, mas para salvar as almas" (Lucas 9:54).
Segundo a Bíblia é um dos discípulos mais íntimos de Jesus de Nazaré, já que em várias ocasiões onde Jesus só se fazia acompanhar por 3 apóstolos, era ele escolhido, junto a Pedro e João. Assim se deu na Transfiguração no Monte Tabor, por ocasião da ressurreição da filha de Jairo e no Jardim das Oliveiras, pouco antes da prisão de Jesus.


Tiago é citado entre os testemunhos da terceira aparição de Cristo após a sua morte e ressurreição, nas margens do lago de Tiberíades.
Pouco mais se sabe acerca sua vida. A sua última aparição no texto bíblico mais aceito é a de que foi o primeiro apóstolo a morrer e teria sido mandado decapitar por ordem de Herodes Agripa I, rei da Judeia, por volta do ano 44, em Jerusalém. É, aliás, o único apóstolo cuja morte vem narrada na Bíblia, «Ele [Herodes] fez perecer pelo fio da espada Tiago, irmão de João» (Atos 12:1-2).

Santiago e a Hispânia 
Muitos são os que creêm que Santiago tenha visitado a província romana da Hispania e pregado a doutrina cristã, logo após o episódio de Pentecostes. Na cidade de Saragoça, teria presenciado uma aparição de Maria, mãe de Jesus, que ainda vivia. Tal aparição, em cima de um pilar, originou o culto de Nossa Senhora do Pilar. Devido ao insucesso em evangelizar os pagãos da Península Ibérica, Tiago teria regressado à Judeia, onde foi martirizado. Os locais que terá passado em Portugal em vida incluem Braga, Guimarães e Rates, assim como em vários locais da Galiza, na Espanha.

A tumba de Santiago em Compostela 
Segundo uma tradição lendária, o seu corpo teria sido então transportado para aí,Galiza, e sepultado no lugar de Compostela (depois chamado, em sua honra, Santiago de Compostela). A partida terá acontecido no porto de Jaffa, perto de Jerusalém, dentro de uma "arca" de pedra" feito barco arrastado pelo vento assoprado pelos anjos, atravessou o Mediterrâneo e a Costa Portuguesa, e veio a desembarcar em Padrón, pertencente depois à diocese de Iria Flavia. No entanto, obviamente, não há provas que permitam corroborar com exactidão esta lenda a não ser dizer que foi encontrado um túmulo dos tempos primórdios do cristianismo, por baixo da Catedral de Compostela, acompanhado de outros dois de cada lado. O que é mais significativo é que num deles tem visível um dos nomes dos dois discípulos de Santiago e que, segundo ela, ajudaram que essa façanha fosse possível6 .
Certo é que em 814, na Galiza, um eremita (seu nome Pelaio), seguindo uma revelação que tivera durante o sono, descobriu um túmulo contendo umas relíquias, e estas foram de imediato veneradas e associadas a Santiago, em virtude da lenda que afirmava que este se havia deslocado à Espanha para dar testemunho de Cristo. Sobre essa tumba viria a ser erguida a referida Catedral de Santiago de Compostela.

Como depois outra lenda conta que logo depois terá surgido no céu durante a Batalha de Clavijo, montado a cavalo e espada na mão a apoiar as hostes cristãs contra os mouros, permitindo com esse gesto milagroso a vitória do rei Ramiro I contra estes últimos. Santiago tornou-se o santo patrono de toda a Espanha, da qual fazia parte a Galiza, Leão e Castela e mesmo o reino de Portugal que, nessa altura, ainda estava incluído nessa zona administrativa e era designado como condado Portucalense. Assim o seu santuário, em Santiago de Compostela, tornou-se um dos mais famosos locais de peregrinação do mundo cristão, sobretudo na Idade Média. Mais tarde, nos séculos XVII e XVIII, surge novo impulso dinamizado pelos efeitos da Contra-reforma, após concílio de Trento, em que houve uma vaga massiva de peregrinos que desembarcou nos portos atlânticos para o fazer a pé e a cavalo. O caminho de Santiago passou por isso a designar um conjunto de rotas, pejadas de albergues e hospícios dedicados ao santo, que cruzavam a Europa Ocidental e Portugal até Santiago de Compostela, através do Norte de Espanha.
Ainda hoje, dezenas de milhares de peregrinos se dirigem anualmente a Santiago de Compostela, considerada a terceira cidade mais sagrada no cristianismo depois de Jerusalém e Roma 7 . No entanto não é de descorar a chamada de atenção de que a primeira fica no Oriente, a segunda ao centro, e esta fica muito perto ao "extremo" mais ocidental da terra cristã então conhecida (Finisterra).

Santiago Mata-Mouros

De acordo com outras tradições, Santiago teria aparecido miraculosamente em vários combates travados em Espanha durante a Reconquista Cristã- Batalha de Clavijo, em 844 - sendo a partir de então apelidado de Matamoros ("Mata-Mouros"). Santiago y cierra España foi desde então o grito de guerra dos exércitos de Espanea. Santiago foi também protetor do exército Português, pelas razões explicadas acima, até à crise de 1383-1385, altura em que o seu brado foi substituído, oficialmente, pelo de São Jorge através da influência corte inglesa que então se tinha aliado a Portugal. Na prática os soldados portugueses continuaram a invocar Santiago nos seus combates, por razões de fé, tal como facilmente se pode verificar, por exemplo, lendo as descrições das Decadas da Ásia, de João de Barros.
Mais tarde, o escritor Cervantes registrou, no seu Don Quixote de la Mancha, que "Santiago Mata-Mouros é um dos mais valorosos santos e cavaleiros que o Mundo alguma vez teve; foi dado a Espanha por Deus, como seu patrono e para sua protecção."

A Ordem de Santiago 
No contexto da Reconquista, a Ordem Militar de Santiago foi fundada precisamente para combater os muçulmanos e guardar as fronteiras dos reinos cristãos da Península Ibérica, e a pertença à Ordem tornou-se uma grande dignidade. Mais tarde dividir-se-ia em dois ramos, um em Espanha, e o outro em Portugal. Santiago era considerado o protector do exército português até à crise de 1383-1385, altura em que o seu brado foi substituído pelo de São Jorge, trazido pelos ingleses contra as hostes espanholas.

Dia de celebração 
Santiago é aceite como santo por todas as confissões cristãs. É festejado a 25 de Julho, nas Igrejas Católica e Luterana. Os ortodoxos comemoram-no a 30 de Abril, os coptas a 12 de Abril, e os etíopes a 28 de Dezembro. A meados da Idade Média passou a ser concedido aos católicos a indulgencia plenária pelos seus pecados que se dirigissem, em peregrinação e penitencia, ao santuário de Sant´Iago de Compostela nos Anos Jubilares Compostelanos, quando o seu dia santo calhasse num Domingo.

Santo Patrono 

Tiago, para além de Patrono da Galiza e da Espanha, é também o santo protector de:
dos cavaleiros, dos peregrinos, das peregrinações e dos caminhos;
do exército espanhol;
de inúmeras profissões: camionistas, chapeleiros, fabricantes de peles, tanoeiros, farmacêuticos, alquimistas, veterinários…;
do Chile, da Guatemala e da Nicarágua, Colômbia, Cuba, México, Peru para além de inúmeras localidades ibero-hispanas;
é também invocado para a prosperidade das macieiras e outras árvores de fruto e contra o reumatismo.
Santo padroeiro de uma secção de escuteiros, os exploradores.

Iconografia 

Na iconografia, Santiago possui três representações:
- Como apóstolo (em pé, descalço, de túnica, segurando a Bíblia);
- Como peregrino, sentado ou em pé, usando sandálias, túnica, chapéu, cabaça, manto, e aquele que se tornou o símbolo de Santiago por excelência – a vieira (chamada concha de Santiago), a qual era usada frequentemente pelos peregrinos nos seus chapéus ou mantos – assim como um cajado, para auxiliar os peregrinos nas suas difíceis viagens por montes e vales.

- Por vezes, surge como cavaleiro, representado em um cavalo branco com uma espada em uma das mãos e um estandarte na outra. Essa devoção surge após a Batalha de Clavijo, em 844. Ao longo da Idade Média passa a ser conhecido como Santiago, o matamouros. A cruz com ponta de adaga torna-se um de seus símbolos.
- Na conquista hispânica na América, vê-se que a quarta devoção devoção a São Tiago Maior. A iconografia de mata-moros será readaptada, surgindo a figura de Santiago Mata-índios, que se tornará símbolo da conquista tanto de corpos quanto de almas no Novo Mundo.

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DELPHINE LALAURIE(SERIAL KILLER)

Quinta-feira, 06.02.14

Delphine LaLaurie
Delphine LaLaurie, também conhecida como Madame LaLaurie (nascida Marie Delphine Macarty), foi uma socialite estadunidense e suposta assassina em série, que segundo a lenda, ajudou a torturar, mutilar e matar cerca de 100 escravos negros.

Delphine Macarty nasceu por volta de 1775. Seus pais eram Barthélemy Louis Macarty e Lecomte Vevue, membros proeminentes da comunidade Crioula branca de Nova Orleans.1 A mãe de Macarty foi supostamente morta em uma revolta de escravos. O primo de Delphine Macarty, Augustin de Macarty, foi prefeito de Nova Orleans entre 1815-1820.

Ela foi casada com Don Ramon y Lopez de Angulo, em 1800; ele morreu em Havana, Cuba, em 26 de março de 1804. Em 1808, ela casou com o traficante de escravos Jean Blanque, que morreu em 1816. Duas vezes viúva, casou-se com o
 médico Dr. Luís LaLaurie em 25 de junho de 1825. O casal comprou uma mansão na 1140 Royal Street em 1831, onde Delphine LaLaurie manteve uma posição central nos círculos sociais de Nova Orleans.

Embora ela organizasse festas suntuosas, com listas de convidados constituídas por algumas das pessoas mais proeminentes da cidade, a maneira pela qual Delphine LaLaurie torturava seus escravos é provavelmente a mais conhecida dos contos macabros do bairro francês da cidade.

Quando as pessoas conseguiram abrir a Senzala, ela parecia mais o laboratório do Dr. Frankenstein.
Os escravos estavam mutilados, amputados, alguns tiveram seus sexos trocados, outros a boca costurada...

LaLaurie tinha um "apetite sádico que nunca parecia apaziguado, ela tinha infligido a um ou mais dos seus servos negros alguma forma hedionda de tortura" e afirmou que aqueles que responderam ao fogo de 1834 tinha encontrado "escravos do sexo masculino, totalmente nus, acorrentados à parede, os olhos arrancados, suas unhas arrancadas pelas raízes, outros tiveram suas articulações e pele inflamada, grandes buracos em suas nádegas, onde a carne tinha sido cortada, as orelhas penduradas por pedaços, seus lábios costurados ...

Intestinos foram retirados e atados ao redor da cintura nua. Havia buracos no crânio, onde um pedaço de pau tinha sido inserido para agitar o cérebro. " 
O mais bizarro foram dois escravos:um deles tinha os braços amputados e sua pele descascada num padrão circular, fazendo parecer uma lagarta humana", e outro que teve seus membros quebrados e dobrados "em ângulos estranhos, para que ele se parecesse com um caranguejo humano".



Alguns escravos foram apresentados ao público para mostrar os horrores da LaLaurie...
Na ficção moderna

Delphine Macarty aparece também na terceira temporada da série de AHS - American Horror Story: Coven , como uma rival da Suprema Fiona (Jessica Lange) e da Rainha do Voodo Marie Laveau aonde é contada a sua descendência direta com bruxa Fiona - a Suprema do clã


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publicado por duronaqueda às 11:52