Saltar para: Posts [1], Pesquisa e Arquivos [2]



JAIR RODRIGUES EM IMAGENS

Sexta-feira, 09.05.14


















































































































Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 23:34

JAIR RODRIGUES EM IMAGENS

Sexta-feira, 09.05.14


















































































































Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 23:34

Ultraje a Rigor

Sexta-feira, 09.05.14

  Ultraje a Rigor
Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira (voz e guitarra base), obteve sucesso em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional. O mesmo álbum, mais tarde, acabou sendo consagrado como o "melhor álbum de rock nacional" pela Revista MTV, em dezembro de 2008.
A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leonardo Galasso (bateria, mais conhecido como Leôspa), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra solo). Mal o nome foi adotado, Sílvio saiu para dar lugar a Maurício Defendi. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.

         História

                                                                     Princípio - 1980 a 1988
O grupo Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers  - principalmente Beatles, punk rock e new wave. A primeira formação, composta de Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard Scandurra, começou a fazer pequenos shows em bares.[1] Em 1982, decidiram o nome da banda: Ultraje a Rigor, um trocadilho com "Traje a Rigor", direcionado a irreverência das canções deles. Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, havia ouvido errado e dito: "hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O trocadilho fez sucesso e o nome "Ultraje a Rigor" foi adotado. 
Brevemente, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício Defendi. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda apenas com composições próprias.  Após um desses shows, assinaram um contrato de gravação com o produtor Pena Schmidt, que fazia parte da WEA e trabalhou também com artistas como o Ira! (do qual Edgard fazia parte) e os Titãs. Eles haviam gravado seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar, que, por problemas com a censura, não foi liberado até outubro daquele ano. Edgard, já membro do Ira!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. O jovem Carlo Bartolini, conhecido como Carlinhos, foi chamado para seu lugar.  Em 1984, com a nova formação, gravaram seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa. A primeira canção teve relativo sucesso, incentivado pela coincidência de seu refrão com o da canção Egotrip, da Blitz. Porém, a segunda canção, cuja execução foi iniciada em Janeiro de 1985, foi determinante para o sucesso da banda.
https://1.bp.blogspot.com/-_fsHUlLHRM8/TahU7EE6h-I/AAAAAAAAADc/LN8h2xrX4Fs/s1600/ultraje+a+rigorr.jpg
Seu primeiro LP, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de Rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina.  A maior parte de suas músicas tinham generalizado sucesso e a banda quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro. No início de 1986, gravam um LP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de "Nós Vamos Invadir Sua Praia", a canção inédita "Hino dos Cafajestes" e uma versão de "Marylou" em ritmo de Carnaval, que foi bastante tocada nos bailes de carnaval da época. Em 1987, durante as gravações do segundo LP, "Sexo!", Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda), deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu.  O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção "Eu Gosto de Mulher" atingindo um máximo de 96#, no Hot100Brasil. O sucesso do álbum levou a mais shows por todo o Brasil e a escrita de mais músicas.

 Maturidade e mudanças - 1989 a 1998
Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, é gravado o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social estava a começar a perder o seu interesse em Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, o grupo ainda provocou polêmica, ao fazer uma provocação ao anúncio do fim da censura oficial, com a canção "Filha da Puta". A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas. Em 1990, o Ultraje voltou à suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório do início da carreira, além de Mauro Bundinha, uma canção inédita da mesma fase. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami. Sua vaga foi provisoriamente preenchida por Andria Busic, baixista do Dr. Sin, que entregou seu lugar um mês depois para Osvaldo Fagnani.  Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.

Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons. Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor" (a palavra "Encantado" era uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos). Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo.  A fita desta música, distribuída para estações de rádio pela própria banda, produziu os resultados esperados.

Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum, fazendo com que o contrato fosse rompido em 1994. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - o terceiro e quarto discos. 
[editar]Recomeço - 1999 a 2007
No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Rinaldo Amaral (conhecido como Mingau), o Ultraje lança 18 Anos Sem Tirar!, um disco ao vivo gravado em 1996, de maneira independente, que ganhou quatro faixas inéditas em estúdio. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro.  Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.

Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Marco Aurélio Mendes, o Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis. 
Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como Inútil, Mim Quer Tocar, Independente Futebol Clube e Eu Gosto de Mulher e faixas inéditas, como Cada Um Por Si. Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa versão originalmente prevista para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.

   Fase independente - 2008 a 2011
No final de 2008, Roger anunciou que o Ultraje estava abandonando a gravadora Deckdisc para lançar um álbum independente disponível para download. Esse projeto recebe o nome de Música Esquisita a Troco de Nada!, sendo que não é necessário pagar para ter as músicas em seu computador. No início de 2009, após a gravação de algumas demos, Sérgio Serra abandona novamente a banda.
Lançado em 5 de Abril de 2009, o novo trabalho foi gravado com as participações especiais de Edgard Scandurra (ex-guitarrista do Ultraje a Rigor do Ira!, e atualmente com o projeto Pequeno Cidadão, ao lado de Arnaldo Antunes) nas guitarras, e a cantora Klébi Nori, dividindo os vocáis com Roger na música Amor.
O projeto, além de ser totalmente independente, está disponível para download no site ReverbNation e no My Space da banda.
Depois de três meses tocando como um power-trio acompanhados pela banda de apoio, através de uma conta no Facebook, Roger anuncia a entrada do novo guitarrista Marcos Kleine.
Com esta formação, a banda continua realizando shows por todo o Brasil.

 Atualmente
Em 2010, houve o anúncio do lançamento da biografia Nós Vamos Invadir sua Praia, que mostra a história da banda. O livro, escrito pela jovem jornalista Andréa Ascenção, autora do agente literário Andrey do Amaral, vem recheado com histórias, fotos, letras de músicas, depoimentos, etc. O livro foi lançado em abril de 2011 pela Editora Belas Letras . Roger disse que pretende gravar ainda este ano um CD e DVD ao vivo, comemorando os 30 anos de carreira 
Desde junho de 2011, a banda faz parte do elenco do talk show Agora é Tarde, como banda fixa. Com isso, a banda voltou a ter um maior destaque na grande mídia, se apresentando em grandes festivais, como o SWU, onde tiveram problemas com a produção do cantor britânico Peter Gabriel, e no Revellion na Paulista.
Recentemente, a banda lançou pela Deckdisc um álbum em parceria com os Raimundos, intitulado O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos. A idéia do projeto é de que uma banda regrave da outra, e vice-versa.

Formação atual

    Roger Moreira - Voz e Guitarra (1981-hoje)
    Mingau - Baixo e Vocais (1999-hoje)
    Bacalhau - Bateria e Vocais (2002-hoje)
    Marcos Kleine - Guitarra e Vocais (2009-hoje)

Músico de apoio

    Ricardo Júnior - Guitarra e Vocais (2004-hoje)
Ultraje a Rigor 2013
Ex-integrantes

    Leonardo Galasso (Leôspa) - bateria (1980-1990)
    Sílvio - baixo (1980-1981)
    Edgard Scandurra - guitarra solo (1981-1983)
    Maurício Defendi - baixo (1981-1989)
    Carlo Bartolini (Carlinhos) - guitarra solo (1983-1987)
    Andria Busic - baixo (1988-1989)
    Flávio Soares Suete - bateria (1990-2002)
    Osvaldo Fagnani - baixo (1989-1990) (em 2005, Oswaldo retornou ao Ultraje como tecladista e backing-vocal da banda de apoio do grupo)
    Heraldo Paarmann - guitarra solo (1990-2002)
    Sergio Luis Graciano Petroni (Serginho) - baixo (1990-1999)
    Sérgio Henrique Figueiredo Serra (Sérgio Serra) - Guitarra (1987-1990) (2002-2009)

Ex-integrantes de Apoio

    Manito - saxofone, percussão, flauta e clarinete (2005-2011)
    Paulinho Campos - pandeirola e vocais (2005-2010)
    Osvaldo Fagnani - teclados, piano e vocais (2005-2009)

Ultraje a Rigor - Acústico MTV
Acústico MTV
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Acústico MTV
Gênero:
rock-nacional
Ano:
2005

 
Ultraje a Rigor - Os Invisíveis
Os Invisíveis
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Os Invisíveis
Gênero:
rock-nacional
Ano:
2002

 
Ultraje a Rigor - 18 Anos Sem Tirar!
18 Anos Sem Tirar!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
18 Anos Sem Tirar!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1999

 
Ultraje a Rigor - Ó!
Ó!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Ó!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1993

 
Ultraje a Rigor - O Mundo Encantado
O Mundo Encantado do Ultraje a Rigor
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
O Mundo Encantado do Ultraje a Rigor
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1992

 
Ultraje a Rigor - Por Quê Ultraje a Rigor?
Por Quê Ultraje a Rigor?
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Por Quê Ultraje a Rigor?
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1990

 
Ultraje a Rigor - Crescendo
Crescendo
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Crescendo
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1989

 
Ultraje a Rigor - Sexo!!
Sexo!!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Sexo!!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1987

 
Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia
Nós Vamos Invadir Sua Praia
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Nós Vamos Invadir Sua Praia
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1985

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 16:24

Ultraje a Rigor

Sexta-feira, 09.05.14

  Ultraje a Rigor
Ultraje a Rigor é uma banda brasileira de rock, criada no início dos anos 80 em São Paulo. Idealizada por Roger Rocha Moreira (voz e guitarra base), obteve sucesso em 1983 no Brasil devido aos hits "Inútil" e "Mim Quer Tocar". Em 1985 a banda ficou nacionalmente conhecida pelo álbum Nós Vamos Invadir Sua Praia que trouxe o primeiro disco de ouro e platina para o rock nacional. O mesmo álbum, mais tarde, acabou sendo consagrado como o "melhor álbum de rock nacional" pela Revista MTV, em dezembro de 2008.
A banda é um grande marco no cenário do rock nacional. Sua formação inicial era Roger, Leonardo Galasso (bateria, mais conhecido como Leôspa), Sílvio (baixo) e Edgard Scandurra (guitarra solo). Mal o nome foi adotado, Sílvio saiu para dar lugar a Maurício Defendi. Hoje, apenas Roger, idealizador da banda, continua desde a formação original.

         História

                                                                     Princípio - 1980 a 1988
O grupo Ultraje a Rigor começou como uma banda de covers  - principalmente Beatles, punk rock e new wave. A primeira formação, composta de Roger, Leôspa, Sílvio e Edgard Scandurra, começou a fazer pequenos shows em bares.[1] Em 1982, decidiram o nome da banda: Ultraje a Rigor, um trocadilho com "Traje a Rigor", direcionado a irreverência das canções deles. Roger, inicialmente, havia pensado em batizar a banda apenas como "Ultraje", mas Edgard, quando perguntado a respeito do nome, havia ouvido errado e dito: "hã? Como é? Que traje, o traje a rigor?". O trocadilho fez sucesso e o nome "Ultraje a Rigor" foi adotado. 
Brevemente, Silvio deixou a banda e foi substituído por Maurício Defendi. Em abril de 1983, a nova formação participa do primeiro show da banda apenas com composições próprias.  Após um desses shows, assinaram um contrato de gravação com o produtor Pena Schmidt, que fazia parte da WEA e trabalhou também com artistas como o Ira! (do qual Edgard fazia parte) e os Titãs. Eles haviam gravado seu primeiro single, Inútil/Mim Quer Tocar, que, por problemas com a censura, não foi liberado até outubro daquele ano. Edgard, já membro do Ira!, encontrou-se impossibilitado de continuar a dividir seu tempo entre duas bandas e optou pela segunda. O jovem Carlo Bartolini, conhecido como Carlinhos, foi chamado para seu lugar.  Em 1984, com a nova formação, gravaram seu segundo single, Eu Me Amo/Rebelde Sem Causa. A primeira canção teve relativo sucesso, incentivado pela coincidência de seu refrão com o da canção Egotrip, da Blitz. Porém, a segunda canção, cuja execução foi iniciada em Janeiro de 1985, foi determinante para o sucesso da banda.
https://1.bp.blogspot.com/-_fsHUlLHRM8/TahU7EE6h-I/AAAAAAAAADc/LN8h2xrX4Fs/s1600/ultraje+a+rigorr.jpg
Seu primeiro LP, Nós Vamos Invadir Sua Praia, lançado alguns meses mais tarde, fez grande sucesso. Foi o primeiro LP de Rock no Brasil a ganhar Disco de Ouro e Disco de Platina.  A maior parte de suas músicas tinham generalizado sucesso e a banda quebrou recordes de público em diferentes locais em todo o país, como o Canecão, no Rio de Janeiro. No início de 1986, gravam um LP chamado Liberdade Para Marylou, com uma versão remixada de "Nós Vamos Invadir Sua Praia", a canção inédita "Hino dos Cafajestes" e uma versão de "Marylou" em ritmo de Carnaval, que foi bastante tocada nos bailes de carnaval da época. Em 1987, durante as gravações do segundo LP, "Sexo!", Carlinhos (com a possibilidade de uma mudança para Los Angeles para formar sua própria banda), deixou a banda e Sérgio Serra o substituiu.  O segundo álbum foi tão bem sucedido quanto o primeiro, com a canção "Eu Gosto de Mulher" atingindo um máximo de 96#, no Hot100Brasil. O sucesso do álbum levou a mais shows por todo o Brasil e a escrita de mais músicas.

 Maturidade e mudanças - 1989 a 1998
Em 1989, mais maduros e um pouco cansados pelas constantes turnês, é gravado o terceiro disco, Crescendo. O álbum vendeu bem, mas os meios de comunicação social estava a começar a perder o seu interesse em Ultraje após quatro anos de sucesso. Mesmo assim, o grupo ainda provocou polêmica, ao fazer uma provocação ao anúncio do fim da censura oficial, com a canção "Filha da Puta". A canção foi censurada extra-oficialmente, em muitas estações de rádio e programas de TV, o que dificultou a promoção do álbum. Outras canções picantes com temas como "O Chiclete" e "Volta Comigo", uma música que trata de adultério, tiveram suas execuções comprometidas. Em 1990, o Ultraje voltou à suas raízes lançando o "Por Quê Ultraje a Rigor?", um álbum de covers que faziam parte do seu repertório do início da carreira, além de Mauro Bundinha, uma canção inédita da mesma fase. Mauricio, após ter se casado com uma americana, mudou-se para Miami. Sua vaga foi provisoriamente preenchida por Andria Busic, baixista do Dr. Sin, que entregou seu lugar um mês depois para Osvaldo Fagnani.  Após quase mais um ano de turnê, Roger percebe que o Ultraje a Rigor já não era a mesma banda. Leôspa, depois de ter casado, já não podia manter o seu entusiasmo para viajar e ensaiar; Sergio aspirava sair para formar a sua própria banda, e Osvaldo preferia trabalhar em seu estúdio profissional. Depois de uma conversa com Leôspa, Roger decidiu procurar novos membros para tentar continuar o Ultraje.

Pesquisando em bares e através de mostras de bandas principiantes, encontrou Flávio Suete, baterista que tocava covers de Frank Zappa. Flávio recomendou Serginho Petroni, baixista que também tocava covers. Juntos, começaram as audições para novos guitarristas. Depois de meses de teste, descobriram Heraldo Paarmann através de um anúncio da Rádio Brasil 2000 FM. Eles continuaram ensaiando e tocaram alguns shows para reforçar os respectivos sons. Em 1992, contra a vontade da banda, a WEA lançou uma coletânea chamada "O Mundo Encantado de Ultraje a Rigor" (a palavra "Encantado" era uma ironia de Roger com relação ao encanto dos primeiros anos e as dificuldades com a gravadora, em relação a novos projetos). Embora essencialmente uma coletânea do material lançado anteriormente, o álbum continha duas novas faixas da nova formação (Vamos Virar Japonês, com a dupla caipira Tonico e Tinoco; e uma versão de Rock das Aranha, de Raul Seixas) juntamente com reedições hits lançados anteriormente. Em 1992, ainda em rebelião contra a indiferença da sua empresa discográfica, o grupo grava independentemente Ah, Se Eu Fosse Homem, uma digressão sobre as dificuldades enfrentadas pelos homens no que diz respeito ao novo pós-feminismo.  A fita desta música, distribuída para estações de rádio pela própria banda, produziu os resultados esperados.

Em 1993, em meio a uma situação já tensa com a gravadora, lançam Ó!, seu sexto LP - o quarto composto apenas por novos materiais. O disco foi gravado às pressas (dois meses de estúdio) e com orçamento pequeno, condição que foi imposta pela WEA, que mesmo assim, praticamente ignorou o álbum, fazendo com que o contrato fosse rompido em 1994. O clipe de "Acontece Toda Vez Que Eu Fico (Apaixonado)" fez sucesso na MTV, mas a canção era apenas um modesto sucesso na mídia e nas lojas. Em 1995, uma nova coleção de hits, desta vez sem o conhecimento da banda, foi lançado, parte de uma série chamada "Geração Pop". Em 1996, a empresa lança ainda outra coleção-surpresa, um registro denominado O Melhor do Ultraje a Rigor/2 É Demais! - fusão dos dois primeiros álbuns sem as faixas bônus. Ainda sem notificar a banda, a Warner libera mais dois relançamentos: em 1997, Pop Brasil, (na verdade, uma reemissão de Geração Pop com menos músicas), e, em 1998, Ultraje a Rigor Vol. 2/2 É Demais!, outra coletânea-fusão de dois álbuns, sem as faixa-bônus, da banda - o terceiro e quarto discos. 
[editar]Recomeço - 1999 a 2007
No início de 1999, depois que Serginho deixou a banda e foi substituído por Rinaldo Amaral (conhecido como Mingau), o Ultraje lança 18 Anos Sem Tirar!, um disco ao vivo gravado em 1996, de maneira independente, que ganhou quatro faixas inéditas em estúdio. Agora tendo trocado a WEA pela a Deckdisc/Abril Music e tendo como carro-chefe a faixa "Nada a Declarar", alcançam o Disco de Ouro.  Em Janeiro de 2001, o Ultraje a Rigor participou da terceira edição do Rock in Rio, numa apresentação conjunta ao lado do Ira! e com direito a Should I Stay Or Should I Go?, cover do The Clash.

Em 2002, outra alteração na formação: Flávio e Heraldo distanciam-se das intenções musicais do resto da banda e resolvem deixá-la. Foram substituídos por Marco Aurélio Mendes, o Bacalhau, ex-baterista do Rumbora, e Sérgio Serra, ex-guitarrista do Ultraje, que voltou de Los Angeles para reintegrar o grupo e participar da gravação de Os Invisíveis. 
Em 2005, a banda gravou e lançou, em CD e DVD (o primeiro da carreira), o seu Acústico MTV. O álbum inclui grandes sucessos como Inútil, Mim Quer Tocar, Independente Futebol Clube e Eu Gosto de Mulher e faixas inéditas, como Cada Um Por Si. Destaques também para Eu Não Sei, versão de Can't Explain, do The Who, feita por Roger a pedido do Ira!; Ciúme, gravada numa versão originalmente prevista para o disco Nós Vamos Invadir Sua Praia, com uma parte calma; e Nós Vamos Invadir Sua Praia, com cordas e metais.

   Fase independente - 2008 a 2011
No final de 2008, Roger anunciou que o Ultraje estava abandonando a gravadora Deckdisc para lançar um álbum independente disponível para download. Esse projeto recebe o nome de Música Esquisita a Troco de Nada!, sendo que não é necessário pagar para ter as músicas em seu computador. No início de 2009, após a gravação de algumas demos, Sérgio Serra abandona novamente a banda.
Lançado em 5 de Abril de 2009, o novo trabalho foi gravado com as participações especiais de Edgard Scandurra (ex-guitarrista do Ultraje a Rigor do Ira!, e atualmente com o projeto Pequeno Cidadão, ao lado de Arnaldo Antunes) nas guitarras, e a cantora Klébi Nori, dividindo os vocáis com Roger na música Amor.
O projeto, além de ser totalmente independente, está disponível para download no site ReverbNation e no My Space da banda.
Depois de três meses tocando como um power-trio acompanhados pela banda de apoio, através de uma conta no Facebook, Roger anuncia a entrada do novo guitarrista Marcos Kleine.
Com esta formação, a banda continua realizando shows por todo o Brasil.

 Atualmente
Em 2010, houve o anúncio do lançamento da biografia Nós Vamos Invadir sua Praia, que mostra a história da banda. O livro, escrito pela jovem jornalista Andréa Ascenção, autora do agente literário Andrey do Amaral, vem recheado com histórias, fotos, letras de músicas, depoimentos, etc. O livro foi lançado em abril de 2011 pela Editora Belas Letras . Roger disse que pretende gravar ainda este ano um CD e DVD ao vivo, comemorando os 30 anos de carreira 
Desde junho de 2011, a banda faz parte do elenco do talk show Agora é Tarde, como banda fixa. Com isso, a banda voltou a ter um maior destaque na grande mídia, se apresentando em grandes festivais, como o SWU, onde tiveram problemas com a produção do cantor britânico Peter Gabriel, e no Revellion na Paulista.
Recentemente, a banda lançou pela Deckdisc um álbum em parceria com os Raimundos, intitulado O Embate do Século: Ultraje a Rigor vs. Raimundos. A idéia do projeto é de que uma banda regrave da outra, e vice-versa.

Formação atual

    Roger Moreira - Voz e Guitarra (1981-hoje)
    Mingau - Baixo e Vocais (1999-hoje)
    Bacalhau - Bateria e Vocais (2002-hoje)
    Marcos Kleine - Guitarra e Vocais (2009-hoje)

Músico de apoio

    Ricardo Júnior - Guitarra e Vocais (2004-hoje)
Ultraje a Rigor 2013
Ex-integrantes

    Leonardo Galasso (Leôspa) - bateria (1980-1990)
    Sílvio - baixo (1980-1981)
    Edgard Scandurra - guitarra solo (1981-1983)
    Maurício Defendi - baixo (1981-1989)
    Carlo Bartolini (Carlinhos) - guitarra solo (1983-1987)
    Andria Busic - baixo (1988-1989)
    Flávio Soares Suete - bateria (1990-2002)
    Osvaldo Fagnani - baixo (1989-1990) (em 2005, Oswaldo retornou ao Ultraje como tecladista e backing-vocal da banda de apoio do grupo)
    Heraldo Paarmann - guitarra solo (1990-2002)
    Sergio Luis Graciano Petroni (Serginho) - baixo (1990-1999)
    Sérgio Henrique Figueiredo Serra (Sérgio Serra) - Guitarra (1987-1990) (2002-2009)

Ex-integrantes de Apoio

    Manito - saxofone, percussão, flauta e clarinete (2005-2011)
    Paulinho Campos - pandeirola e vocais (2005-2010)
    Osvaldo Fagnani - teclados, piano e vocais (2005-2009)

Ultraje a Rigor - Acústico MTV
Acústico MTV
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Acústico MTV
Gênero:
rock-nacional
Ano:
2005

 
Ultraje a Rigor - Os Invisíveis
Os Invisíveis
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Os Invisíveis
Gênero:
rock-nacional
Ano:
2002

 
Ultraje a Rigor - 18 Anos Sem Tirar!
18 Anos Sem Tirar!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
18 Anos Sem Tirar!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1999

 
Ultraje a Rigor - Ó!
Ó!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Ó!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1993

 
Ultraje a Rigor - O Mundo Encantado
O Mundo Encantado do Ultraje a Rigor
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
O Mundo Encantado do Ultraje a Rigor
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1992

 
Ultraje a Rigor - Por Quê Ultraje a Rigor?
Por Quê Ultraje a Rigor?
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Por Quê Ultraje a Rigor?
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1990

 
Ultraje a Rigor - Crescendo
Crescendo
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Crescendo
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1989

 
Ultraje a Rigor - Sexo!!
Sexo!!
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Sexo!!
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1987

 
Ultraje a Rigor - Nós Vamos Invadir Sua Praia
Nós Vamos Invadir Sua Praia
DETALHES DO ÁLBUM
Artista:
Ultraje a Rigor
Título:
Nós Vamos Invadir Sua Praia
Gênero:
rock-nacional
Ano:
1985

 

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 16:24

Ulysses Guimarães

Sexta-feira, 09.05.14
                                                             Ulysses Guimarães

Ulysses Silveira Guimarães (Itirapina,  6 de outubro de 1916 — Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil. Morreu em um acidente aéreo de helicóptero no litoral ao largo de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro

                                                        Biografia

                                            Infância e juventude
Nasceu na vila de Itaqueri da Serra, hoje distrito do município de Itirapina, que na época era parte do município de Rio Claro, no interior paulista.
Teve uma vida acadêmica ativa, participando do Centro Acadêmico XI de Agosto e exercendo a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
                                                                   Vida profissional
Foi professor durante vários anos na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, onde veio a se tornar professor titular de Direito Internacional Público. Lecionou ainda Direito Municipal na Faculdade de Direito de Itu, e Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Bauru.
Exerceu profissionalmente a advocacia, especializando-se em Direito Tributário.
No Santos Futebol Clube, Ulysses Guimarães se associou em 10 de janeiro de 1941. Em 1942, foi nomeado diretor-presidente da subsede em São Paulo do clube, cargo que voltou a ocupar em 1945.
Em 1944, foi eleito vice-presidente do clube na gestão do doutor Antônio Ezequiel Feliciano da Silva. Por anos defendeu os interesses do clube na Câmara dos Deputados e em Brasília ao lado de outros santistas ilustres como Mário Covas e Aloizio Mercadante.
Foi eleito deputado estadual, por São Paulo, à Constituinte de 1947, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). A partir deste momento, não deixaria mais a política, elegendo-se deputado federal pelo Estado, por onze mandatos consecutivos, de 1951 a 1995 (não tendo terminado o último mandato). O primeiro discurso político ocorreu na década de 1940, à sombra de uma centenária figueira (até hoje frondosa e exuberante) no Distrito de Itaqueri da Serra, município de Itirapina, Estado de São Paulo, sua verdadeira terra natal, já que na época do nascimento todas as pessoas lá nascidas eram registradas em Rio Claro, que era então a sede do município. Ainda hoje, ao chegarmos em Itaqueri da Serra, deparamo-nos com diversos parentes e inesquecíveis histórias do Dr. Ulysses, como era carinhosamente chamado.
Assumiu a pasta do Ministério da Indústria e Comércio no gabinete Tancredo Neves, durante a curta experiência parlamentarista brasileira (1961-1962).
Apoiou, inicialmente, o movimento militar que, em 1964, depôs o presidente João Goulart, mas logo passou à oposição. Com a instauração do bipartidarismo (1965), filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual seria vice-presidente e, depois, presidente.
Foi presidente do Parlamento Latino-Americano, de 1967 a 1970.
                                                   Luta pela abertura política
Em 1973, lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República como forma de repúdio ao regime militar, tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.
Em 29 de novembro de 1976, no Plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa de São Paulo, fundou a O.P.B. - Ordem dos Parlamentares do Brasil, uma Associação de Classe, sem vínculos partidários, religiosos ou sociais, da qual é Patrono.
À frente do partido, participou de todas as campanhas pelo retorno do país à democracia, inclusive a luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Com o fim do bipartidarismo (1979), o MDB converteu-se em Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do qual seria presidente nacional.

Junto com Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro, Ulysses liderou novas campanhas pela redemocratização, como a das eleições diretas, popularmente conhecidas pelo slogan: Diretas Já.
Ulysses Guimarães quase foi o candidato a presidente da República em 1985 pelo PMDB, quando as eleições foram realizadas no colégio eleitoral. As articulações políticas da época acabram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, ex-PDS/Frente Liberal.

Exerceu a presidência da Câmara dos Deputados em três períodos (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988); presidindo a Assembleia Nacional Constituinte, em 1987-1988. A nova Constituição, na qual Ulysses teve papel fundamental, foi promulgada em 5 de Outubro de 1988, tendo sido por ele chamada de Constituição Cidadã, pelos avanços sociais que incorporou no texto.

No ano de 1986, esteve pela última vez em Itaqueri da Serra, inaugurando o asfaltamento da rodovia vicinal que leva seu nome, ligando as cidades de Itirapina a São Pedro, prestigiando pessoalmente aquela conquista, um objetivo do então prefeito de Itirapina, João Gobbo e da então vereadora Maria Ângela de Oliveira Leite.
Em 1º de Fevereiro de 1987, tomou posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, responsável por estabelecer nova Constituição democrática para o Brasil após 21 anos sob regime militar.
Como presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses era o substituto do Presidente Sarney e assumiu várias vezes a presidência, sendo o primeiro paulista a fazê-lo desde que Ranieri Mazzilli assumira a presidência em 1964.
Devido à sua grande popularidade, candidatou-se à Presidência da República, na sigla do PMDB, nas eleições de 1989.
               
           Morte

Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto. O corpo de Ulysses foi o único que nunca foi encontrado.
                               Publicações

Vida Exemplar de Prudente de Morais, 1940
Navegar é preciso, Viver não é preciso, 1973
Socialização do Direito, 1978
Esperança e Mudança, 1982
Tentativa, 1983
Diretas Já, 1984
PT Saudações, 1988
Da Fé fiz Companheira, 1989
Ou Mudamos ou seremos Mudados, 1991
Parlamentarismo – Além de ser mais forte, substitui um regime fraco,fevereiro de 1992.
Em 22 de junho de 1992 apresentou a pl 2938 que posteriormente foi sancionada como a lei 8.906/1994, criando assim o Estatuto e Codigo de Ética e Disciplina da OAB, o que gerou o Exame de Ordem como obrigatório para os quadros da advocacia

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 16:23

Ulysses Guimarães

Sexta-feira, 09.05.14
                                                             Ulysses Guimarães

Ulysses Silveira Guimarães (Itirapina,  6 de outubro de 1916 — Angra dos Reis, 12 de outubro de 1992) foi um político e advogado brasileiro que teve grande papel na oposição à ditadura militar e na luta pela redemocratização do Brasil. Morreu em um acidente aéreo de helicóptero no litoral ao largo de Angra dos Reis, sul do estado do Rio de Janeiro

                                                        Biografia

                                            Infância e juventude
Nasceu na vila de Itaqueri da Serra, hoje distrito do município de Itirapina, que na época era parte do município de Rio Claro, no interior paulista.
Teve uma vida acadêmica ativa, participando do Centro Acadêmico XI de Agosto e exercendo a vice-presidência da União Nacional de Estudantes (UNE). Bacharelou-se em Ciências Jurídicas e Sociais, pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP).
                                                                   Vida profissional
Foi professor durante vários anos na Faculdade de Direito da Universidade Mackenzie, onde veio a se tornar professor titular de Direito Internacional Público. Lecionou ainda Direito Municipal na Faculdade de Direito de Itu, e Direito Constitucional na Faculdade de Direito de Bauru.
Exerceu profissionalmente a advocacia, especializando-se em Direito Tributário.
No Santos Futebol Clube, Ulysses Guimarães se associou em 10 de janeiro de 1941. Em 1942, foi nomeado diretor-presidente da subsede em São Paulo do clube, cargo que voltou a ocupar em 1945.
Em 1944, foi eleito vice-presidente do clube na gestão do doutor Antônio Ezequiel Feliciano da Silva. Por anos defendeu os interesses do clube na Câmara dos Deputados e em Brasília ao lado de outros santistas ilustres como Mário Covas e Aloizio Mercadante.
Foi eleito deputado estadual, por São Paulo, à Constituinte de 1947, na legenda do Partido Social Democrático (PSD). A partir deste momento, não deixaria mais a política, elegendo-se deputado federal pelo Estado, por onze mandatos consecutivos, de 1951 a 1995 (não tendo terminado o último mandato). O primeiro discurso político ocorreu na década de 1940, à sombra de uma centenária figueira (até hoje frondosa e exuberante) no Distrito de Itaqueri da Serra, município de Itirapina, Estado de São Paulo, sua verdadeira terra natal, já que na época do nascimento todas as pessoas lá nascidas eram registradas em Rio Claro, que era então a sede do município. Ainda hoje, ao chegarmos em Itaqueri da Serra, deparamo-nos com diversos parentes e inesquecíveis histórias do Dr. Ulysses, como era carinhosamente chamado.
Assumiu a pasta do Ministério da Indústria e Comércio no gabinete Tancredo Neves, durante a curta experiência parlamentarista brasileira (1961-1962).
Apoiou, inicialmente, o movimento militar que, em 1964, depôs o presidente João Goulart, mas logo passou à oposição. Com a instauração do bipartidarismo (1965), filiou-se ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), do qual seria vice-presidente e, depois, presidente.
Foi presidente do Parlamento Latino-Americano, de 1967 a 1970.
                                                   Luta pela abertura política
Em 1973, lançou sua anticandidatura simbólica à Presidência da República como forma de repúdio ao regime militar, tendo como vice o jornalista e ex-governador de Pernambuco, Barbosa Lima Sobrinho.
Em 29 de novembro de 1976, no Plenário Tiradentes da Assembleia Legislativa de São Paulo, fundou a O.P.B. - Ordem dos Parlamentares do Brasil, uma Associação de Classe, sem vínculos partidários, religiosos ou sociais, da qual é Patrono.
À frente do partido, participou de todas as campanhas pelo retorno do país à democracia, inclusive a luta pela anistia ampla, geral e irrestrita. Com o fim do bipartidarismo (1979), o MDB converteu-se em Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), do qual seria presidente nacional.

Junto com Tancredo Neves, Orestes Quércia e Franco Montoro, Ulysses liderou novas campanhas pela redemocratização, como a das eleições diretas, popularmente conhecidas pelo slogan: Diretas Já.
Ulysses Guimarães quase foi o candidato a presidente da República em 1985 pelo PMDB, quando as eleições foram realizadas no colégio eleitoral. As articulações políticas da época acabram levando à eleição de uma chapa "mista", com Tancredo Neves como candidato a presidente pelo PMDB e o candidato a vice José Sarney, ex-PDS/Frente Liberal.

Exerceu a presidência da Câmara dos Deputados em três períodos (1956-1957, 1985-1986 e 1987-1988); presidindo a Assembleia Nacional Constituinte, em 1987-1988. A nova Constituição, na qual Ulysses teve papel fundamental, foi promulgada em 5 de Outubro de 1988, tendo sido por ele chamada de Constituição Cidadã, pelos avanços sociais que incorporou no texto.

No ano de 1986, esteve pela última vez em Itaqueri da Serra, inaugurando o asfaltamento da rodovia vicinal que leva seu nome, ligando as cidades de Itirapina a São Pedro, prestigiando pessoalmente aquela conquista, um objetivo do então prefeito de Itirapina, João Gobbo e da então vereadora Maria Ângela de Oliveira Leite.
Em 1º de Fevereiro de 1987, tomou posse como presidente da Assembleia Nacional Constituinte, responsável por estabelecer nova Constituição democrática para o Brasil após 21 anos sob regime militar.
Como presidente da Câmara dos Deputados, Ulysses era o substituto do Presidente Sarney e assumiu várias vezes a presidência, sendo o primeiro paulista a fazê-lo desde que Ranieri Mazzilli assumira a presidência em 1964.
Devido à sua grande popularidade, candidatou-se à Presidência da República, na sigla do PMDB, nas eleições de 1989.
               
           Morte

Morreu em acidente aéreo de helicóptero, ao largo de Angra dos Reis, no Rio de Janeiro, em 12 de outubro de 1992, junto à esposa D. Mora, o ex-senador Severo Gomes, a esposa deste e o piloto. O corpo de Ulysses foi o único que nunca foi encontrado.
                               Publicações

Vida Exemplar de Prudente de Morais, 1940
Navegar é preciso, Viver não é preciso, 1973
Socialização do Direito, 1978
Esperança e Mudança, 1982
Tentativa, 1983
Diretas Já, 1984
PT Saudações, 1988
Da Fé fiz Companheira, 1989
Ou Mudamos ou seremos Mudados, 1991
Parlamentarismo – Além de ser mais forte, substitui um regime fraco,fevereiro de 1992.
Em 22 de junho de 1992 apresentou a pl 2938 que posteriormente foi sancionada como a lei 8.906/1994, criando assim o Estatuto e Codigo de Ética e Disciplina da OAB, o que gerou o Exame de Ordem como obrigatório para os quadros da advocacia

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 16:23

BIOGRAFIA,MARCOS VIANA(MUSICO)

Sexta-feira, 09.05.14

 Marcus Viana
Marcus Viana (Belo Horizonte, 13 de agosto de 19532 ) é um violinista, tecladista e compositor brasileiro.

Filho de Sebastião Viana, ex-revisor e assistente de obras de Villa-Lobos.  Fundou sua própria gravadora, Sonhos & Sons, na primeira metade da década de 90.


 Biografia

Mesmo em contato com a música desde nascido, foi apenas aos 13 anos de idade que Marcus iniciou o estudo do violino, através do professor húngaro Gabor Buza, este discípulo de Carl Flesh.1 Entre 1972 e 1973, Marcus viveu no estado norte-americano da Pensilvânia – aí, participou da Orquestra Sinfônica de Harvertown coincidindo com o momento em que deu seus primeiros passos como compositor.


De volta ao Brasil, Marcus classifica-se como violinista titular da Sinfônica de Minas Gerais, lá permanecendo por sete anos. Ao mesmo tempo, incursa no Rock Progressivo ao, inspirado em bandas como Yes e outras que, longo da década de 70 atingiam seu auge, ingressar na banda progressiva "Saecvla Saecvlorvm", que contava com os também virtuosos Giácomo Lombardi(teclado e piano) e José Audísio (guitarras) e, posteriormente nas bandas "Conclave dos Druidas" e "Ícaro".


Em 1979, cria o Sagrado Coração da Terra com a proposta de misturar vocal e instrumental numa linha progressiva/sinfônica com ênfase em questões ecológico-ambientais e espirituais,1 proposta esta que até hoje rege a banda, mas que desde meados dos anos 90, teve de dividir sua importância com a carreira solo de Marcus, que atua como compositor de trilhas para TV, cinema, teatro, ballet e musicais infantis.3 Seu trabalho paralelo ao grupo em que é líder e fundador, além da Transfonica Orkestra (também sua cria), é reconhecido internacionalmente, expressando-se, por exemplo, com sua indicação ao Grammy Latino de 2001 pelo o disco "Música das Esferas - Terra" na categoria de "Melhor Álbum Instrumental Pop".


Atvidade até o ano de 2004 inédita na carreira de Marcus Viana, compor de trilhas cinematográficas torna-se mais um tópico em seu extenso currículo como músico. Ao assumir o cargo de produtor musical do longa-metragem brasileiro "Olga" até o ano de 2007, foram mais dois filmes como tal: "As Filhas do Vento" e "O Mundo em Duas Voltas".Em 2007 volta a atuar com os músicos Giácomo Lombardi e José Audísio na banda "Saecvla saecvlorum", com nova formação, em um show na Praça do Papa.


 Discografia

Trilhas sonoras

Pantanal - Suíte Sinfônica (1990)
A história de Ana Raio e Zé Trovão (1991)
Trilhas e Temas - Vol. I (1992)
Trilhas e Temas - Vol. II (1995)
Trilhas e Temas - Vol. III (1998)
Trilhas e Temas - Vol. IV (1999)
Speranza - Trilha Sonora da Novela "Terra Nostra" (2000)
Maktub - Trilhas e Temas da Novela "O Clone" (2001)
Grandes Temas da TV de Pantanal ao Clone (2002)
Trilhas e Temas - Vol. V (2003)
Sete Vidas, Amores e Guerras (2004)
As Filhas do Vento - Trilha Sonora do Filme (2005)
Olga - Trilha Sonora do Filme (2005)
Sinfonia dos Sonhos - Trilhas e Temas - vol. VI (2007)

New Age/World Music

Isis Lounge - Temple of Dance (2002)
Angeli Lacrima (2007)
Ignis (2004)
Reiki - Iluminandum (2006)
Música para os Quatro Elementos (2002)
Ethereal Preludes (2004)
Francisco de Assis (2001)
Fantasia de Natal (1997)
Música das Esferas - Vol I - Canções do Éden (1998)
Música das Esferas - Vol. II - Acqua (1998)
Música das Esferas - Vol. III - Terra (2000)
Música das Esferas - Vol. IV - Aere (2001)
Poemas Místicos do Oriente (2003)



Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 10:46

DIONISIO,BACO(MITOLOGIA)

Sexta-feira, 09.05.14

Baco

Baco (em grego: Βάκχος, transl. Bákkhos; em latim: Bacchus) é um nome alternativo, e posteriormente adotado pelos romanos,1 do deus grego Dioniso, cujo mito é considerado ainda mais antigo por alguns estudiosos. Os romanos o adotaram, como muitas de suas divindades, estrangeiras à mitologia romana, e o assimilaram com o velho deus itálico Liber Pater. Algumas lendas mencionam que a cidade de Nysa, na Índia (atual Nagar) teria sido consagrada a ele.

É o deus do vinho, da ebriedade, dos excessos, especialmente sexuais, e da natureza. Príapo é um de seus companheiros favoritos (também é considerado seu filho, em algumas versões de seu mito). As festas em sua homenagem eram chamadas de bacanais - a percepção contemporânea de que tais eventos eram "bacanais" no sentido moderno do termo, ou seja, orgias, ainda é motivo de controvérsia.
A pantera, o cântaro, a vinha e um cacho de uvas. Outras associações que não eram feitas com Baco foram atribuídas a Dioniso, como o tirso que ele empunha ocasionalmente.

História 

Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.
Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Juno levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes da Terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.

O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele. Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia e lá desembarcaram.
Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser um filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem a até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.
Baco percebe a trama,em seguida olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra.

Assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao ver Penteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu-lhe um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.

Literatura 
Na epopeia Os Lusíadas, de Luís de Camões, Baco é o principal opositor dos heróis portugueses, argumentando no episódio do concílio dos deuses que seria esquecido se os lusos chegassem à Índia.

Dioniso
Dioniso ou Dionísio (em grego: Διώνυσος ou Διόνυσος, transl. Diōnisos ou Diónisos) era o deus grego equivalente ao deus romano Baco, dos ciclos vitais, das festas, do vinho, da insânia, mas, sobretudo, da intoxicação que funde o bebedor com a deidade. Filho de Zeus e da princesa Semele, foi o único deus olimpiano filho de uma mortal, o que faz dele uma divindade grega atípica.

O mito dionisíaco 

Há na mitologia grega, versões muitas vezes diferentes e contraditórias dos eventos mitológicos. A história do nascimento de Dioniso não é diferente: existem pelo menos duas versões do nascimento de Dioniso, e uma delas está firmemente ligada ao nascimento de Zagreu.

Mito, segundo os textos clássicos 
Cadmo, rei e fundador de Tebas, foi casado com Harmonia, filha de Ares e Afrodite.  Cadmo (e Harmonia) tiveram vários filhos, Autônoe, Ino, Sêmele, Agave e Polidoro.
Zeus engravidou Sêmele, sem o conhecimento de Hera, e prometeu a Sêmele que esta poderia pedir o que quisesse; enganada por Hera, ela pediu que Zeus se mostrasse a ela na sua forma real, como ele se mostrava para Hera.  Sem poder recusar, Zeus aparece em uma carruagem de raios e trovões, e Sêmele morre, por causa do susto; Zeus pega o bebê prematuro de seis meses, e o cria na sua coxa.  As irmãs de Sêmele, porém, disseram que ela tinha engravidado de um mortal, falsamente acusando Zeus de tê-la assassinado com um raio.
Na hora de Dioniso nascer, Zeus desfez os pontos, e entregou o bebê a Hermes, que o entregou a Ino e seu marido Atamante, ordenando que ele fosse criado como uma menina.  Mas Hera fez Atamante enlouquecer, e matar seu filho Learco, confundindo-o com um veado; Ino, sem seguida, matou o outro filho Melicertes, e se jogou, com o filho morto, no fundo do mar.
Zeus, porém, enganou Hera, transformando Dioniso em um menino, e entregou-o para as ninfas que viviam em Nisa, na Ásia; estas ninfas, como prêmio, foram transformadas nas estrelas chamadas Híades.

Mito, segundo a religião órfica 
 
Zagreu é um deus da religião órfica, possivelmente de origem frígia, cujo culto começou por volta do século VI a.C..3 Píndaro faz alusões a Zagreu, mas quem primeiro conectou Zagreu à mitologia grega foi Nono de Panópolis. 
Zagreu foi filho de Perséfone e Zeus, que violentou Perséfone antes dela ser raptada por Hades; por instigação de Hera, Zagreu foi destroçado pelos titãs, mas seu coração foi resgatado por Atena   e dado por Zeus, como uma bebida, a Sêmele, antes desta engravidar de Zeus. 
                                      Síntese moderna do mito 
Do refundir destas versões resulta a seguinte narração do nascimento de Dioniso.6
Da união entre Persefone e Zeus sob a forma de serpente foi gerado o deus Zagreu. Hera, ciumenta, persuadiu os Titãs a atacarem o deus infante enquanto ele se olhava num espelho. Não só os Titãs o despedaçaram, como também comeram os pedaços do seu corpo - todos à excepção do coração que Atena resgatou.
Atena trouxe a Zeus o coração e este usou-o para preparar uma poção com a qual emprenhou Semele, que então gerou Dioniso.

Ocorreu que Hera, que sentiu ciúme de mais uma traição de Zeus, instigou Semele a pedir ao seu amante (caso ele fosse o verdadeiro Zeus) que viesse ter com ela vestido em todo seu esplendor, em outras versões lhe pediu que a mostrasse sua verdeira forma. Semele então pediu que Zeus atendesse a um pedido seu, sem saber qual seria, em algumas versões, ela o fez fazer uma promessa pelo Estige, o voto mais sagrado, que nem mesmo os deuses podem quebrar. Ele concordou e quando soube do que se tratava imediatamente se arrependeu. Uma vez concedido o pedido teria que cumpri-lo. Ele então voltou ao Olimpo e colocou suas vestes maravilhosas (ou demonstrou sua verdadeira forma), já sabendo de o que ocorreria. De fato, o corpo mortal de Semele não foi capaz de suportar todo aquele esplendor, e ela virou cinzas.
Zeus retirou do fogo a criança abortada no sexto mês de gestação e coseu-o na sua coxa. No momento oportuno, Zeus desfez os pontos de costura e deu à luz Dioniso. Confiou-o a Hermes, e este passou-o a Ino e Athamas, persuadindo-os a criá-lo como uma menina.
Depois de adulto, ainda a raiva de Hera tornou Dionisio louco e ele ficou vagando por várias partes da Terra. Quando passou pela Frígia, a deusa Cíbele o curou e o instruiu em seus ritos religiosos.
Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da uva. Ele foi o primeiro a plantar e cultivar as parreiras, assim o povo passou a cultuá-lo como deus do vinho.

Culto a Dionísio 
Dionisio puniu quem quis se opor a ele (como Penteu) e triunfou sobre seus inimigos além de se salvar dos perigos que Hera estava sempre pondo em seu caminho.
Nas lendas romanas, Dioniso tornou-se Baco, que se transforma em leão para lutar e devorar os gigantes que escalavam o céu e depois foi considerado por Zeus como o mais poderoso dos deuses.
É geralmente representado sob a forma de um jovem imberbe, risonho e festivo, de longa cabeleira loira e flutuante, tendo, em uma das mãos, um cacho de uvas ou uma taça, e, na outra, um tirso (um dardo) enfeitado de folhagens e fitas. Tem o corpo coberto com um manto de pele de leão ou de leopardo, traz na cabeça uma coroa de pâmpanos, e dirige uma carruagem tirada por leões.
Também pode ser representado sentado sobre um tonel, com uma taça na mão, a transbordar de vinho generoso, onde ele absorve a embriaguez que o torna cambaleante. Eram-lhe consagrados: a pega, o bode e a lebre.


                                             Companheiros de Dioniso 
Dioniso é normalmente mostrado na companhia de outros que estão a desfrutar do fruto da videira. Uma figura incontornável é a de Sileno, seu professor, companheiro fiel e notório consumidor de vinho, que lhe ensinou a cultura da vinha, a poda dos galhos e o fabrico do vinho e a quem é atribuído o papel de tutor do jovem deus nos hinos órficos. Para além de Sileno, sátiros, centauros e ninfas bebem o vinho, tocam flautas, tomam parte em danças e perseguições amorosas. Os retratos de Dioniso podem também incluir as Ménades, mulheres humanas levadas à loucura pelo deus do vinho que vagueavam à noite pelos montes e participavam em actividades ritualistas, tais como amamentarem crias de animais selvagens e ingerirem vinho, mel e leite.  Estas mulheres mitológicas mostram-se intoxicadas e violentas, como na ocasião em que despedaçam Penteu, rei de Tebas, na tragédia de Eurípides As Bacantes.

          

 O culto dionisíaco 

Os ritos religiosos dedicados a Dioniso eram conhecidos como os Mistérios Dionisíacos. Implicavam normalmente agentes tóxicos, na sua maior parte vinho, para induzir transes que erradicavam as inibições. O Culto de Dioniso assentava em rituais, mas há muito pouca informação concreta sobre a maior parte deles. Sabe-se que os ritos se centravam num tema de morte-renascimento e que a maior parte dos praticantes eram "intrusos", ou seja, estrangeiros, foras-da-lei, escravos e, especialmente, mulheres. Acredita-se que eles entravam em transe e usavam música rítmica nos ritos.
As mulheres que participavam nestes rituais imitavam a conduta das Ménades. Executavam danças frenéticas, extáticas, muitas das vezes em volta da imagem de Dioniso. Nestas danças, as mulheres lançavam as suas cabeças para trás, expondo as gargantas, rolando os olhos, e gritando como animais selvagens. Também executavam um ritual sacrificial, durante o qual as mulheres matavam cabras, cordeiros e gado e devoravam a sua carne crua  .

 Dioniso e o teatro 
O desenvolvimento do Teatro Grego teve origem no culto prestado a Dioniso em Atenas  . O festival principal no qual as tetralogias em competição (três tragédias e uma sátira) eram executadas era conhecido como Dionisía Urbana. Era um evento anual importante para a democracia. O teatro de Dioniso estava situado na encosta Sul da acrópole de Atenas, com lugares para um público de 17.000. Havia também os concursos dramáticos da Dionisía Rural e o festival Lenaia, cujo nome é um sinónimo de "Ménade". As peças também eram executadas no festival Anthesteria, que honrava Dioniso enquanto deus do vinho.
Os actores das peças executadas em honra de Dioniso usam máscaras, símbolos da submersão da sua identidade na de um outro. Esta perda de individualidade é demonstrada no teatro não só pelas máscaras que os actores usam, mas também pelo coro. Os membros do coro dançam e cantam em uníssono, cantando as mesmas palavras; não têm nenhuma identidade, cada um é simplesmente uma parte insignificante do todo, sem vontade individuada.  Toda a individualidade e força de vontade devem ser ofertadas a Dioniso, quando o deus assim o deseja.
Foi sugerido que cada herói trágico que sofre e morre em palco aquando do grande festival dramático de Atenas, é de facto o próprio Dioniso a ser morto. Também se propôs que o enredo do sacrifício fosse o enredo original da tragédia, e que o festival de Dionísia honrava Dioniso ao reproduzir a sua morte.

Segundo o mito, Dioniso ordenou a seus súditos que lhe trouxesse uma bebida que o alegrasse e envolvesse todos os sentidos. Trouxeram-lhe néctares diversos, mas Dioniso não se sentiu satisfeito até que ofereceram o vinho.
O deus encheu-se de encanto ao ver a bebida, suas cores, nuances e forma como brilhava ao Sol, ao mesmo tempo em que sentia o aroma frutado que exalava dos jarros à sua frente. Quando a bebida tocou seus lábios, sentiu a maciez do corpo do vinho e percebeu seu sabor único, suave e embriagador.
De tão alegre, Dioniso fez com que todos os presentes brindassem com suas taças, e ao som do brinde pôde ser ouvido por todos os campos daquela região. A parti daí, Dioniso passou a abençoar e a proteger todo aquele que produzisse bebida tão divinal, sendo adorado como deus do vinho e da alegria.

Epítetos 

Dionisio era um deus de muitos nomes. Além da versão romana Baco (Baccus)também era chamado: Dendrites ("aquele das árvores", referente a fertilidade atribuída a ele),Bromios ( "aquele que faz trovejar" ou "aquele que grita alto"),Lesbos Enorches ou apenas Enorches ("nos testículos", em referência ao mito de que Dioniso, após a morte de sua mãe ainda grávida dele, terminou de ser gerado nas coxas de seu pai Zeus, ou seja, próximo aos seus testículos), Eleutherios ( "o libertador", epíteto tanto para Dioniso quanto para Eros)
Nos rituais de iniciação de Dioniso, os futuros bacantes gritavam um mantra invocando todos os nomes de Dioniso : "Io! Io! Bromios!", "Io! Io! Dendrites!" ...

Autoria e outros dados (tags, etc)

publicado por duronaqueda às 10:42