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A HISTORIA DA ASSOCIAÇÃO FERROVIARIA DE ESPORTES PARTE 01

Quinta-feira, 05.06.14
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Associação Ferroviária de Esportes

Associação Ferroviária de Esportes, mais conhecida apenas comoFerroviária, é um clube brasileiro de futebol da cidade de Araraquara, interior do estado de São Paulo. É um time tradicional do estado e razoavelmente representativo no Brasil. Em 1996 deixou a elite do Paulistão. O clube tornou-se empresa, denominada Ferroviária S.A. em 2004.
Em 2007, disputou a Série A3 do Campeonato Paulista terminando na terceira colocação da classificação geral e conseguindo, depois de muitos anos, o acesso para em 2008 disputar novamente a Série A2 do estadual. Na Série A2 chegou nas semi-finais, portando não obteve o acesso. Em 2009 o time foi novamente rebaixado, portanto regressou à Série A3 em 2010. Após excelente campanha subiu da Série A3 2010 do Campeonato Paulista após sagrar-se vice-campeã do Campeonato. Atualmente, disputa a Série A2 do Campeonato Paulista e a Copa Paulista.
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História

Fundação

Em 1950, um grupo de engenheiros e demais servidores da Estrada de Ferro Araraquara (EFA) reuniu-se no salão de festas do Clube 22 de Agosto. O encontro havia sido articulado pelo engenheiro Antonio Tavares Pereira Lima. Era sua intenção fundar um clube esportivo de empregados da EFA. Esclareceu a todos as linhas gerais do seu plano, com o propósito de conseguir os recursos necessários à manutenção da entidade. À Pereira Lima se deve a fundação do clube e o nome "Associção Ferroviária de Esportes" (O seu distintivo ficou sendo o mesmo da EFA, porém com as letras ao contrário: AFE). Ele desejava para a AFE as mesmas cores utilizadas pela seleção carioca de futebol (azul "guanabara" e branco). Foi uma confusão danada, já que Pereira Lima encontrou reação à sua idéia.

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Por isso, venceu a combinação grená e branco, idêntica à do Clube Atlético Juventus. Não houve confusão, mas debates a respeito do que melhor poderia representar o clube e venceu, por sugestão de Silvio Barini, a cor grená porque era semelhante àquela que distinguia as locomotivas da EFA (depoimento de Jacob Martins no livro "Fonte Luminosa"). Talvez por isso, quando mais tarde fundou a Associação Desportiva Araraquara (ADA), Pereira Lima não abriu mão das suas cores preferidas. Pereira Lima adotou as cores azul e branca para a ADA, resultado da fusão do Paulista FC e do São Paulo de Araraquara, porque são as cores da cidade e era a cor da camisa da Associação Atlética Araraquara que existiu de 1927 a 1930 (depoimento de Arnaldo de Araujo Zocco e noticiado no jornal O Imparcial da data da fundação da ADA).
Na mesma reunião que decidiu a cor da camisa, foi aclamada também a Diretoria provisória da Ferroviária, assim constituída: Presidente, Antonio Tavares Pereira Lima; Vice, Hermínio Amorim Júnior; Primeiro Secretário, Jacob Martins; Segundo Secretário, Ciro Campos; Primeiro Tesoureiro, Augusto Campos e Segundo Tesoureiro, Lázaro Ferreira de Almeida Júnior. Obtida a área de terreno, foi iniciada a construção do estádio de futebol, que mais tarde levaria o nome "Estádio Doutor Adhemar de Barros", em homenagem ao conhecido político. Hoje, popularizou-se chamar o estádio de "Fonte Luminosa", mas alguns radialistas ainda dizem, quando estão transmitindo jogos em Araraquara: "Estamos falando do estádio Dr. Adhemar Pereira de Barros…"
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Foi constituída uma comissão encarregada de angariar fundos, integrada por Abel de Almeida Magalhães, Francisco Eugênio de Campos Júnior, Orlando Drumont Murgel, Jader Lessa Cesar, Amador Galucci, Frederico Meller, Orlando Mantezi, Azor Garcia dos Santos, Dorival Carvalho e Antonio de Barros Serra. Dez cruzeiros seria a quantia a ser paga pelo associado, a partir de junho de 1950.
Venceu o imbativel Santos de Pele em 1958 no paulista daquele ano.
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A luta pelo acesso (1951-1955) 

Em 1951, logo no ano seguinte ao de sua fundação, a Ferroviária já disputou a sua primeira competição oficial. Foi oCampeonato Paulista da Série A2, onde ficou em 3° lugar de 11 clubes que disputavam o grupo da Zona Central, não conseguindo a vaga para a próxima fase. Em 1952 a equipe demonstrou sua força, terminando como 1° colocado da 1ª fase e da 2ª Fase. O sonho da população de Araraquara de ver uma de suas equipes na elite do futebol paulista estava próximo da realidade. No entanto, o acesso era apenas reservado ao campeão. O sonho afeano foi adiado pelo Linense, que goleou a ferrinha por 3 a 0 na final disputada no Pacaembu. Em 1953 a Ferroviária bate na trave novamente: depois de dominar o seu grupo na 1ª fase, a equipe terminou em 2° lugar no hexagonal final conquistado pelo Noroeste de Bauru. Em 1954 o time de Araraquara sequer passa da 1ª Fase. Mas em 1955, o sonho araraquarense enfim se torna realidade. Depois de liderar seu grupo na 1ª fase, a Ferroviária disputou a 2ª Fase com mais 7 times já no ano de 1956. No dia 16/04/1956, a Ferroviária goleou seu maior rival, o Botafogo de Ribeirão (2° colocado) por 6 a 3, num jogo histórico realizado na Fonte Luminosa lotada. Com esse resultado, a Ferroviária garantiu o acesso à Série A1 do Campeonato Paulista e conquistou seu primeiro título na história. Inaugura-se um novo capítulo na história do time grená.
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Grandes campanhas na Série A1 e as excursões ao exterior (1956-1964) 

No ano de 1956 a Ferroviária disputou pela primeira vez a Série A1 do Campeonato Paulista, terminando na tímida 12ª colocação dentre 18 equipes participantes. Em 1957 o time grená não passa da 15ª colocação. Embora a campanha não tivesse sido das melhores, foi em 1957 que a AFE conseguiu sua primeira vitória sobre um grande clube: 3 a 2 sobre o Santos, na Fonte Luminosa. Em 1958 a Ferroviária termina em 11º lugar, derrubando o campeão Santos por 2 a 1 dentro de Araraquara. Em 1959, a Ferroviária realiza a sua maior campanha na história do Campeonato Paulista da Série A1, terminando na histórica 3ª posição, atrás apenas de Palmeiras e Santos. Em 38 jogos, foram 23 vitórias, 7 empates e apenas 8 derrotas, com destaque para a vitória sobre o Corinthians, por 3 a 1, em Araraquara. Após a gloriosa campanha de 1959, a Ferroviária massacrou o Fluminense em 16/03/1960, em amistoso realizado em Araraquara: vitória por 5 a 1 da Ferroviária diante do tricolor carioca. A Ferroviária realizou sua primeira excursão ao exterior no ano de 1960, enfrentando conhecidas equipes do futebol mundial. Enfrentou por 2 vezes o Sporting Lisboa, perdendo o primeiro jogo por 1 a 0 e empatando o segundo, em 1 a 1. Também duelou contra o Atlético de Madrid, empatando em 1 a 1. 
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 O grande feito da equipe de Araraquara em seus jogos na península ibérica foi a histórica vitória por 2 a 0, diante do Futebol Clube do Porto, em 08/05/1960. Ainda em 1960, a Ferroviária conquistou um bom 6º lugar no Campeonato Paulista, vencendo todos os 4 grandes clubes de São Paulo. Dentro da capital, vitórias por 3 a 1 sobre o São Paulo e goleada de 4 a 1 em cima do Palmeiras. Em Araraquara, vitória por 2 a 1 contra o Corinthians, além do histórico 4 a 0 sobre o Santos de Pelé, campeão paulista naquele ano, em 04/09/1960. A história de sucesso da Ferroviária na Série A1 do Campeonato Paulista continuou em 1961, quando terminou em 5º lugar, sendo a melhor equipe do interior naquele ano, com direito a duas vitórias diante do Corinthians por 2 a 1, sendo uma delas em Araraquara e a outra dentro de São Paulo. Em 1962 a ferrinha termina em 7º lugar, vencendo em casa o Palmeiras por 3 a 1, e derrubando por 2 vezes o tricolor do Morumbi: 4 a 1 dentro de São Paulo e 2 a 0 dentro de Araraquara. Em 1963 o time de Araraquara termina na 6ª colocação, novamente destruindo o Santos de Pelé: vitórias por 4 a 1 dentro de Araraquara e por 5 a 1 dentro da Vila Belmiro. Nesse mesmo ano a Ferroviária excursionou pela Colômbia, enfrentando grandes equipes do futebol sul-americano. Destaque para os duelos contra Once Caldas (derrota por 5 a 4) e Nacional de Medellín (vitória por 6 a 0). No ano seguinte, em 1964, a Ferroviária terminou o Campeonato Paulista apenas na 13ª colocação, sem vencer nenhuma grande equipe. Era o prenúnico de que tempos difíceis estariam por vir.
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Rebaixamento e o retorno no ano seguinte (1965-1966) 

O ano de 1965 foi um dos mais tristes da história da Ferroviária. Após grandes campanhas no Campeonato Paulista dos anos anteriores, a equipe afeana terminou o torneio de 1965 em último lugar (16ª colocação), sendo rebaixada para a Série A2 após 10 (dez) anos consecutivos na elite do futebol paulista. Durante a campanha do rebaixamento, a Ferroviária ainda assim conseguiu vencer em casa o Corinthians, por 2 a 1. De volta à Série A2 em 1966, o time de Araraquara não se abalou, dominando a competição do início ao fim. Após conquistar o 1º lugar na primeira fase e na segunda fase, o adversário da final seria o XV de Piracicaba, em 2 (dois) jogos no estádio do Pacaembu. O 1º jogo da decisão terminou empatado em 1 a 1. No 2º jogo, a Ferroviária venceu o XV de Piracicaba por 1 a 0, para a alegria da cidade de Araraquara. Destarte, a Ferroviária não somente conquistou o acesso à Serie A1 no ano seguinte, como de quebra conquistou o bicampeonato na Série A2 do Campeonato Paulista (1955-1966). Para comemorar a volta triunfal, a Ferroviária duelou na Fonte Luminosa contra o Cruzeiro, em partida amistosa. Tratou-se de verdadeiro duelo de campeões, tendo em vista que a equipe mineira havia vencido a Taça Brasil em 1966. O amistoso terminou empatado em 2 a 2.
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O apogeu: tricampeonato do interior (1967-1968-1969) 

Entre os anos de 1967 e 1969, a Ferroviária viveu talvez a maior era de sua história. Na época, o jornal Folha de São Paulo premiava a melhor equipe do interior no Campeonato Paulista com um troféu. E a Ferroviária conquistou a taça durante 3 (três) vezes consecutivas (1967-1968-1969), tornando-se tricampeã do interior e ficando com a posse definitiva do valioso troféu. Na campanha de 1967 (6º lugar no Campeonato Paulista), os maiores resultados foram as vitórias dentro da Fonte sobre o São Paulo, por 1 a 0, e sobre o Palmeiras, por 2 a 0. Na campanha de 1968 a AFE terminou o Campeonato Paulista em 3º lugar, atrás apenas de Santos e Corinthians. Foram 11 vitórias, 8 empates e 7 derrotas no Paulistão. Na campanha histórica, venceu 2 (duas) vezes o São Paulo: 2 a 1 fora e 3 a 1 em casa. Também goleou o Palmeiras, por 3 a 0 na Fonte, e o Corinthians, por 4 a 1 dentro do Pacaembu. Para coroar o feito, em amistoso realizado na cidade de Araraquara em 09/06/1968, a Ferroviária massacrou o Nápoli da Itália, goleando por 4 a 0. A conquista definitiva do Troféu Folha de São Paulo veio em 1969, com o tricampeonato do interior. Na ocasião, a Ferroviária terminou na 6ª colocação, passando por cima de todos os 4 (quatro) grandes de São Paulo na Fonte Luminosa, durante a campanha: 1 a 0 no São Paulo, 2 a 1 no Palmeiras, 2 a 1 no campeão Santos e 2 a 1 sobre o Corinthians.
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Taça dos Invictos e estabilidade na Série A1 (1970-1979) 

Após os grandes acontecimentos na história do clube, o time da Ferroviária viveu uma espécie de ressaca durante os anos 70. Disputou a Série A1 durante toda a década, mas sem as grandes campanhas do decênio anterior. Em 1970, após passar por um torneio qualificatório prévio,a Ferroviária conseguiu uma vaga para o seleto grupo de 10 times que disputaram o Campeonato Paulista daquele ano. Terminou em 7º lugar, vencendo na Fonte o Santos por 1 a 0, além de também derrubar em Araraquara o campeão São Paulo, por 2 a 0. Em 1971, a Ferroviária fez história ao conquistar a famosa Taça dos Invictos, troféu destinado à equipe paulista que permanecesse invicta por maior número de jogos. Foram 14 (catorze) jogos de invencibilidade, de 03/10/1971 a 12/12/1971. A conquista da taça, que até então só havia ficado com os 4 (quatro) grandes de São Paulo e com Guarani e Ponte Preta, não podia ter ocorrido em ocasião mais especial: vitória sobre o rival Botafogo de Ribeirão, por 1 a 0 na Fonte. Na campanha de 1971, a Ferroviária goleou o Santos por 4 a 1, além de ter vencido o Palmeiras no Parque Antártica, por 3 a 2. Em 1972 a Ferroviária novamente passou pelo torneio classificatório prévio, terminando o Campeonato Paulista na 11ª colocação. 
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Todavia, não venceu nenhum grande clube. Em 1973 a equipe grená evolui, passando pelo qualificatório e terminando o Paulistão na 8ª colocação, vencendo o São Paulo por 1 a 0 em Araraquara. No ano de 1974, a Ferroviária pela primeira vez não conseguiu passar do torneio preliminar, razão pela qual não enfrentou nenhum grande clube naquele ano. Em 1975 o time de Araraquara termina o Paulistão na 12ª colocação, não obtendo nenhum resultado expressivo contra grandes clubes. O time grená repetiu a campanha em 1976, ano em que derrotou o Corinthians por 1 a 0 dentro do Pacaembu. Em 1977 a Ferroviária termina pela 3ª (terceira) vez consecutiva no 12º lugar, vencendo o São Paulo dentro do Morumbi pelo placar de 1 a 0. Em 1978 a Ferroviária termina o Paulistão apenas em 14º lugar. Todavia, venceu o Corinthians por 3 a 2 nesse ano. Em 1979 a equipe grená encerrou a "década da ressaca" com um desempenho melhor que o dos anos anteriores. Por muito pouco a ferrinha não conquistou uma vaga na semifinal da competição, perdendo a mesma para o Corinthians, nos critérios de desempate. O destaque foi a vitória sobre o São Paulo por 2 a 0 no Morumbi.
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Era de Ouro: Séria A do Campeonato Brasileiro e semifinal do Paulistão (1980-1985) 

No ano de 1980, a Ferroviária não fez uma campanha brilhante no Campeonato Paulista, terminando a competição na 13ª colocação. O grande resultado da campanha foi a vitória sobre o Palmeiras por 2 a 0 dentro do Parque Antártica. Todavia, foi justamente em 1980 que a Ferroviária disputou pela primeira vez uma competição nacional oficial, qual seja, o Campeonato Brasileiro da Série B (denominado na época de Taça de Prata). Após terminar a 1ª Fase em 2º lugar de um grupo de 8 (oito) times, a Ferroviária avançou à fase seguinte. Na 2ª fase, a Ferroviária enfrentou Uberaba (MG), ABC (RN), Juventus (SP) e América (MG), terminando em 1º lugar do grupo e classificando-se para a semifinal da competição. Caso a equipe de Araraquara passasse pelo CSA (AL) na semifinal, consegueria o acesso para a Série A do Brasileiro. Todavia, o sonho afeano esbarrou na equipe alagoana. No jogo de ida em Maceió, vitória do CSA por 1 a 0. Na volta em Araraquara, nova vitória da equipe alagoana, pelo mesmo placar. Em 1981, a Ferroviária terminou o 1º turno do Paulistão em 17º lugar, melhorando no 2º turno, quando terminou na 9ª colocação. O campeão paulista daquele ano foi o São Paulo. Ainda assim, o tricolor do Morumbi perdeu 2 (duas) vezes para a AFE. Vitória grená por 2 a 1 no Pacaembu, e por 1 a 0 na Fonte. O time de Araraquara também obteve êxito contra o Palmeiras no Parque Antártica, vencendo por 1 a 0, além de ter derrubado o Santos por 1 a 0 dentro da Fonte. Ainda em 1981,
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a Ferroviária disputou o Campeonato Brasileiro da Série B (Taça de Prata), só que sem o sucesso do ano anterior. Terminou na 5ª colocação do Grupo F, que contava com Palmeiras, Comercial (RS), Internacional de Santa Maria (RS), São Paulo de Rio Grande (RS), Criciúma (SC), Novo Hamburgo (RS) e América (SP). O ano de 1982 foi de extrema importância para a Ferroviária. Na época, as vagas no Campeonato Brasileiro da Série A (Taça de Ouro) eram conseguidas com base no desempenho das equipes no Campeonato Estadual. Fora da Taça de Prata, só restava à Ferroviária uma grande campanha no Campeonato Paulista para alcançar o sonho de adentrar na elite do futebol brasileiro. No 1º turno do Paulistão, a Ferroviária não passou de um 15º lugar. Mas no 2º turno, o esquadrão grená brilhou, com direito à vitória sobre o Santos por 2 a 1, em plena Vila Belmiro. Destarte, a Ferroviária terminou o 2º turno do Paulistão na 4ª colocação, atrás apenas de São Paulo, Corinthians e Palmeiras. Na soma da pontuação dos 2 (dois) turnos, o time grená ficou em 6º lugar, carimbando o passaporte para a Série A do Campeonato Brasileiro de 1983. No aguardado ano de 1983, a Ferroviária fez uma campanha decepcionante no Campeonato Paulista, ficando em último lugar de seu grupo. Ainda assim, conseguiu golear o Santos por 3 a 0 na Fonte Luminosa. Já na Série A do Campeonato Brasileiro (Taça de Ouro),
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a Ferroviária fez história. O time grená caiu no Grupo G, junto com Internacional (RS), Botafogo (RJ), Colorado (PR) e Brasília (DF). Para se classificar para a próxima fase, a AFE necessitava ficar entre os 3 (três) primeiros do grupo. Acabou terminando na 1ª colocação, com direito à 2 (duas) vitórias sobre o Botafogo (1 a 0 no Maracanã e 2 a 1 na Fonte Luminosa), e 1 (uma) vitória e 1 (um) empate contra o Internacional (2 a 0 na Fonte Luminosa e 0 a 0 no Beira Rio). Na 2ª Fase, a Ferroviária caiu no Grupo O, junto com Atlético PR, América de Natal (RN) e o rival Botafogo de Ribeirão (SP). Venceu 2 (duas) vezes o América RN (3 a 1 em Natal e 5 a 1 em Araraquara), empatou 2 (duas) vezes contra o Atlético PR (1 a 1 em Curitiba e 0 a 0 na Fonte), e levou a melhor nos duelos contra o rival Botafogo SP (1 a 0 em Araraquara e 0 a 0 em Ribeirão Preto). Novamente a Ferroviária avançou para a fase seguinte. Na 3ª fase, a missão da ferrinha não era fácil, pois o grupo contava com São Paulo (SP), Grêmio (RS) e Sport (PE). A Ferroviária terminou em 4º lugar no grupo. O grande destaque foi a vitória na última rodada diante do Grêmio, em pleno estádio Olímpico, por 3 a 1, no dia 30/04/1983. A derrota em casa para a ferrinha custou a eliminação do Grêmio, o time que conquistaria o Mundial Interclubes naquele ano. Mesmo eliminada, a Ferroviária honrou a camisa grená e deu várias alegrias para a cidade de Araraquara no ano de 1983. Terminou o Brasileirão na 12ª colocação entre 44 equipes, com 9 vitórias, 6 empates e apenas 5 derrotas, com direito à vitórias sobre gigantes do futebol brasileiro, como o Grêmio, o Internacional e o Botafogo. No ano de 1984, 
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a Ferroviária não fez uma boa campanha no Campeonato Paulista. Terminou em 17º lugar e por muito pouco a equipe de Araraquara não foi rebaixada. Mesmo com a campanha fraca, o time grená venceu o São Paulo por 3 a 1 na Fonte Luminosa. Já em 1985, a camisa grená novamente brilhou, desta vez no Campeonato Paulista. A Ferroviária terminou o 1º turno em 10º lugar, com direito a uma importante vitória sobre o Corinthians, por 2 a 1, na Fonte Luminosa. Já no 2º turno, a Ferroviária terminou na honrosa 3ª colcação, tendo ganho do Santos por 1 a 0, na Fonte Luminosa. No somatório dos dois turnos, a Ferroviária terminou em 4º lugar, carimbando o passaporte para a semifinal do Paulistão e deixando a cidade de Araraquara em festa. Na primeira semifinal, o São Paulo acabou passando pelo Guarani. Já na segunda semifinal, o confronto era entre Portuguesa e Ferroviária. No jogo de ida, com a Fonte Luminosa lotada, a Ferroviária empatou com a Lusa em 2 a 2. Já no jogo de volta, no Canindé, a Portuguesa venceu a Ferroviária por 2 a 0, acabando com o sonho do título paulista e encerrando a "Era de Ouro" da Ferroviária.
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publicado por duronaqueda às 12:59